segunda-feira, 10 de junho de 2013

ASSEMBLEIA MUNICIPAL JOVEM - 31 DE MAIO

A sessão final de apresentação das propostas das várias escolas participantes no projeto Assembleia Municipal Jovem teve lugar no dia 31 de Maio, perante o executivo municipal, na sala dos Espelhos do Palácio de Queluz.
Aqui estão algumas das fotos desse dia facultadas pela Câmara Municipal de Sintra.

Uma panorâmica da sala

Uma das interpelações ao executivo por parte da ESLC, sendo porta-voz o Bruno

Uma das interpelações ao executivo por parte da ESLC, sendo porta-voz o Francisco

Uma das interpelações ao executivo por parte da ESLC, sendo porta-voz o André

Prestando atenção a outras interpelações (e o André a pensar "prometeram-me umas febras;  afinal onde é que estão as febras? Não as vejo...!")
No final foi o momento de receber os certificados de participação (não enviaram nenhuma foto da Inês e minha também não. Até a da Catarina foi tirada um bocado à pressa. Provavelmente não ficaram boas - alguém lançou praga???!!!).





A foto de grupo (em que se esqueceram de me chamar)


sexta-feira, 24 de maio de 2013

ASSEMBLEIA MUNICIPAL JOVEM

Hoje foi a sessão inaugural da assembleia municipal jovem, que teve lugar na sala da Nau do Palácio Valenças, em Sintra. Os vossos colegas estão de parabéns porque tiveram um desempenho notável, a vários níveis. Não só viram aprovada a sua proposta (ainda que com alterações) mas também viram as suas alterações e aditamentos às outras propostas serem aprovados. A próxima sessão será no dia 31 na sala dos Espelhos do Palácio de Queluz, pelas 19:30, para a qual estão desde já todos convidados.



Os trabalhos estavam prestes a começar
E toda a gente estava ansiosa...

Mas a espera continuava... E o André já pensava: então?... quando é que se come?

E estudavam-se as propostas apresentadas pelas outras bancadas.

Finalmente a mesa foi instalada e o Daniel foi vice-presidente da Mesa

Oh André... apanhado a olhar para a fotografia?

Finalmente começou a apresentação da proposta e vimos a revelação do dia - o Bruno a discursar... e de casaco, parecia mesmo um senhor deputado!
Seguiu-se a Catarina - uma das mais temidas pelas bancadas concorrentes, de tão aguerrida que era: "segurem-me que  eu vou-me a eles...!" - E o Francisco? Tão compenetrado para não se perder no discurso?!

O André tinha um papel importantíssimo: tratar do ppt e sincronizar o discurso dos colegas com as imagens.


Seguiu-se o Ricardo que falou das dificuldades sentidas pelos jovens do concelho e das suas famílias

Depois veio o Francisco com o seu famoso macaco e as frutas do supermercado (hihihi...)
E finalmente a Inês que rematou a proposta e que também intimidou as outras bancadas com a sua tenacidade e combatividade
Depois já se pensava na volta a dar nas propostas apresentadas pelas outras bancadas; o Bruno já pensava "vocês vão ver que eu já vos digo como é que é... deixem-me só organizar as ideias. Sim, porque isto é pior que um SLB-FCP em final de campeonato...!




segunda-feira, 20 de maio de 2013

PORTUGAL NO NOVO QUADRO INTERNACIONAL (2)


As relações com os países lusófonos e com a área ibero-americana


Apesar das ligações à Comunidade Europeia, Portugal continua a dar grande importância às relações estabelecidas com o mundo da lusofonia e o espaço ibero-americano. 

No espaço ibero americano são de destacar as boas relações com a Espanha e o Brasil. As trocas comerciais assumem relevo crescente nesta região e os investimentos mútuos são crescentes não só no Brasil mas também em países latinos da América do Sul. 

Portugal e os PALOP

Ao longo dos anos oitenta verificou-se um processo de aproximação progressiva aos países de língua oficial portuguesa.

  • A partir de 1982 as relações com Angola tornaram-se mais favoráveis com o desenvolvimento de políticas de cooperação económica.
  • Angola tornou-se o mais importante parceiro de Portugal nos Palop absorvendo mais de 60% das exportações para aqueles países.
  • Com os restantes países, sofrendo de muitas dificuldades e crises políticas frequentes, as relações têm sido marcadas por alguns avanços embora condicionados pelo fraco ritmo de crescimento. 
  • Têm-se desenvolvido acordos de cooperação multilaterais sob a orientação de diversas entidades, particularmente o IPAD (Instituto Português do Apoio ao Desenvolvimento)
Relações com o Brasil

As relações com o Brasil têm-se aprofundado devido em grande parte à posição privilegiada de Portugal na Europa. Desde os anos 90 as relações bilaterais tiveram grande incremento surgindo da parte do Brasil importações relevantes no sector dos recursos e produtos primários e encontrando-se no Brasil boas oportunidades de investimento nos campos da metalomecânica, têxtil  energias alternativas, construção civil, turismo, telecomunicações. Ao mesmo tempo a imigração de muitos brasileiros tem permitido estreitar as relações e a cooperação. 

Área Ibero-Americana

Além da Espanha, país com o qual as trocas comerciais e intercâmbios culturais e políticos têm sido frequentes também outros países de língua espanhola na América têm merecido a atenção de empresários e políticos enquadrados pela Comunidade Ibero-Americana (CIA). Alguns países como a Venezuela, Argentina e Chile têm merecido a atenção de empresários e políticos pelas oportunidades de cooperação que se abrem. 

PORTUGAL NO NOVO QUADRO INTERNACIONAL (1)


A INTEGRAÇÃO EUROPEIA E AS SUAS IMPLICAÇÕES 

A evolução económica  

Desde finais dos anos setenta Portugal enfrentou uma difícil crise económica, só ultrapassada com a ajuda do Fundo Monetário Internacional. As dificuldades enfrentadas na época eram de vária ordem:

  • alguma instabilidade política ao nível interno 
  • inflação elevada 
  • elevadas taxas de juro
  • desemprego 
  • baixo desenvolvimento tecnológico 
  • dinamismo empresarial afectado gravemente pelos efeitos da crise política pós-25 de Abril 
  • dificuldades acentuadas nas comunicações entre regiões do país. 
Desde a década de setenta Portugal tinha iniciado um processo de aproximação à Comunidade Europeia. A adesão veio a realizar-se em 1986 tendo como efeito uma evolução benéfica do ponto de vista económico e social, desde então. Os efeitos fizeram-se sentir: 
  • Afluxo de capitais através de fundos estruturais e de coesão 
  • construção e modernização acelerada das vias de comunicação
  • modernização administrativa
  • melhorias das condições de vida e do exercício dos direitos de cidadania
  • aumento significativo dos investimentos externos
  • dinamismo empresarial 
  • desenvolvimento pronunciado do sector terciário 
  • melhorias acentuadas na balança comercial
  • descida do desemprego 
  • subida dos salários pensões e subsídios
  • aumento do consumo privado
  • estabilidade da moeda
  • convergência moderada de salários
  • redução da inflação
  • redução das taxas de juro e aumento dos investimentos 
  • investimentos em novos países emergentes por parte de empresas nacionais. 
Até final do século vinte a sociedade portuguesa sentiu os efeitos de profundas transformações em vários sectores da vida económica: 
  • declínio acentuado das actividades agrícolas aprofundando o défice dos abastecimentos 
  • grande desenvolvimento do terciário com o aparecimento de novos bancos, companhias de seguros, centros comerciais, expansão de negócios na área dos audiovisuais, espectáculos e indústrias tecnológicas. 
  • perda de importância do sector transformador, químico, siderurgia, reparação naval, electromecânicos. 
  • diversificação das exportações com o surgimento de novas actividades industriais de tecnologias inovadoras. 
  • Crescimento das trocas comerciais com a União Europeia
  • Grandes investimentos do Estado em comunicações. 
Algumas dificuldades se mantêm persistindo problemas estruturais de difícil resolução:

  • desigualdades sociais acentuadas
  • problemas sociais envolvendo minorias 
  • choques petrolíferos desequilibram e agravam balança comercial
  • impacto das crises mundiais na economia interna
  • agravamento do desemprego e endividamento das famílias 
  • concorrência de novas economias europeias acelera crise da indústria nacional
  • envelhecimento da população 
  • baixo nível de escolaridade afecta mão de obra 
  • baixa formação profissional 
  • desertificação progressiva do interior 
  • impactos das vagas de imigração e emigração 

sábado, 11 de maio de 2013

PONTOS ESPECÍFICOS DE ABORDAGEM OBRIGATÓRIA NO TESTE

1. Análise dos dados do quadro apresentado no doc. 1 e respetiva interpretação de acordo com o solicitado na questão:

  • diminuição progressiva da população activa a trabalhar na agricultura;
  • novo modelo de desenvolvimento assente no crescimento industrial (principalmente nos anos 60) concentrado nas grandes cidades do litoral; 
  • as aldeias do interior rural vêem partir as suas populações em busca de melhores condições de vida associadas ao emprego na fábrica ou no escritório (êxodo rural) - é este fluxo migratório que se reflecte no quadro cronológico do doc.
Utilização adequada da terminologia específica da disciplina.

2. Análise dos dados das tabelas apresentadas no doc. 3 e respetiva interpretação de acordo com o solicitado na questão, bem como a informação patente no doc. 2:
  • Os dados reflectem as linhas de orientação económica dos Planos de Fomento Industrial: construção de infraestruturas de comunicação e melhoria dos transportes (doc. 2), característica do I Plano de Fomento Industrial; internacionalização da economia portuguesa a partir dos anos 60 (doc. 3) preconizada pelos planos de fomento que se seguiram - intensificação das relações económicas com o espaço europeu (EFTA/CEE).
Utilização adequada da terminologia específica da disciplina.

3. Interpretação do doc. 4 por referência ao solicitado:
  • Situação vivida no país a partir da década de 60: luta armada dos movimentos independentistas nas províncias ultramarinas, tomando proporções de guerra colonial.
  • Grande esforço financeiro e humano de Portugal para manter a guerra - grupos independentistas cada vez mais organizados, recebendo apoio da comunidade internacional.
  • Portugal isolado nas suas posições.
Utilização adequada da terminologia específica da disciplina.

4. Interpretação do doc. 5 por referência ao solicitado:
  • Aumento da contestação ao regime - guerra colonial; intensificação da violência por parte dos movimentos clandestinos armados;
  • O regime intensifica a repressão, diminuindo ao mínimo as possíveis situações geradoras de contestação.
Utilização adequada da terminologia específica da disciplina.

5. Integração dos documentos na resposta.

Abordar transformações económicas:

  • avanços económicos - surto industrial, posto em prática pelos sucessivos planos de fomento, e urbanístico; adesão a organismos internacionais e abertura ao mercado internacional.
  • bloqueios económicos - falta de infraestruturas adequadas ao aumento da população urbana: habitação, transportes, educação, abastecimento; estagnação agrícola: êxodo rural, emigração.
Abordar transformações políticas:
  • forças internas - oposição democrática (MUD, Norton de Matos, Humberto Delgado); críticas dos sectores católicos (ex: do bispo de Porto); radicalização da oposição (Humberto Delgado no exílio continua a opor-se ao regime a partir do estrangeiro; assalto ao paquete Santa Maria - 61 - protesto público contra a falta de liberdade cívica e política; desvio de um avião da TAP - 61 -  que lança propaganda anti-fascista sobre Lisboa; assalto à dependência do Banco de Portugal na Figueira da Foz - 67, pela LUAR, Liga de Unidade e Acção Revolucionária, para obter fundos de financiamento de acções de revolta; assaltos a quartéis, atentados bombistas, sabotagens); a questão colonial - resistência armada e guerra com os movimentos independentistas de Angola, Moçambique e Guiné (elevados custos materiais e humanos). O regime retalia com repressão.
  • pressões externas - condenação da política ultramarina portuguesa pela ONU: aprovação de várias resoluções para pressionar Portugal a iniciar a descolonização (Portugal transforma as colónias em províncias para não se enquadrarem nas disposições da Carta das Nações Unidas. Mas a ONU aprova a resolução 1514 que confirma a posse de colónias por Portugal, havendo por isso a necessidade de reconhecer a autodeterminação e independência desses territórios). O governo português não acata essas orientações e os movimentos independentistas ficaram legitimados internacionalmente para pegarem em armas (o que vem a acontecer em 61). Internacionalmente Portugal fica isolado ("orgulhosamente sós").
Utilização adequada da terminologia específica da disciplina.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

AS MUTAÇÕES SOCIO-POLÍTICAS E O NOVO MODELO ECONÓMICO

O DEBATE DO ESTADO NAÇÃOUm dos principais legados do liberalismo político, o Estado-Nação surgiu no final das duas grandes guerras   com renovada importância tornando-se assunto estruturante da ordem internacional contemporânea. Surgindo das cinzas dos Impérios Austro-Húngaro, Turco e Alemão em 1919 ressurgiu no final dos anos 40 até aos anos setenta e de novo a partir dos anos noventa com o fim da U.R.S.S. e a reorganização política pós Guerra Fria. Se por um lado países como a Jugoslávia se desmembram em novas pequenas nações, a Alemanha unifica-se, demonstrando que o movimento pode desenvolver-se em dois sentidos, o da fragmentação e o da unificação política. 


Alguns factores provocam porém a crise actual dos Estados Nação: 
  • os conflitos étnicos
  • nacionalismos separatistas
  • valorização das diferenças 
  • rivalidades culturais e económicas 
  • o impacto da mundialização e das questões transnacionais que reduz o sentimento de comunidade nacionalista
Explosões étnicas 

Com motivações linguísticas, religiosas ou culturais de raiz histórica, surgiu com renovada força com o abrandamento do centralismo soviético mas pode acentuar-se como reacção à padronização da cultura global. Geralmente surgidas por motivos económicos, sociais ou políticos têm aparecido em todos os continentes com excepção da Oceania assumindo uma feição intra-estado e não interestados. 
Exemplos: 
  • Tchetchenia reclama a independência da Rússia
  • A Georgia luta contra o separatismo da Ossetia do Sul e da Abecásia
  • Azerbeijão que tenta manter a unidade perante os desejos de independência do Alto Karabath 
  • Afeganistão que reprime a revolta talibã 
  • India que reprime a etnia sikh e o território da Cachemira muçulmana. 
  • Sri Lanka  dividido pelas questões religiosas entre hindus e budistas
  • China que enfrenta o separatismo tibetano, budista
As situações relatadas remetem em geral para genocídios e ondas de refugiados, permitindo o aparecimento de redes mafiosas e terroristas que se movem com agilidade. 

Questões transnacionais

Várias questões que ultrapassam as particularidades e destinos nacionais afectam a vida de todos nós nas sociedades comunicantes em que vivemos: 
  • Migrações provocadas por motivos vários desde os económicos aos políticos passando pelos religiosos que assumem grande importância na Ásia e África. Da Ásia do sul para o Golfo Pérsico, ou para os países mais ricos da Ásia. De África para a Europa, da América Latina para a Europa ou do México e Cuba para os E.U.A. Acolhimento complexo nos países de destino geralmente mais ricos do que os de proveniência desencadeia por vezes rejeições e reacções xenófobas. 
  • Segurança perante o terrorismo internacional que ameaça a economia e as sociedades mais desenvolvidas mas também as mais pobres e culturalmente mais fracas. Vive do contrabando de armas de todo o tipo desde as nucleares às químicas financiando-se frequentemente através do comércio de droga. 
  • Ambiente sujeito a pressões por parte dos países mais industrializados que tardam em efectuar reformas ambientais mas também pressões demográficas particularmente duras em regiões como a África ou o sul e leste da Ásia. Destruição de florestas tropicais, erosão dos solos, avanços do urbanismo e poluição completam um quadro pessimista que é agravado pela destruição colectiva da camada de ozono e o consequente efeito de estufa. Várias conferências têm sido realizadas para enfrentar os problemas ambientais desde o Rio de Janeiro em 1992, a Cimeira da Terra.

AFIRMAÇÃO DO NEOLIBERALISMO E GLOBALIZAÇÃO DA ECONOMIA

A partir dos anos oitenta uma nova via para a resolução dos problemas económicos mundiais ressurgiu pela mão de R. Reagan nos E.U.A. e M. Thatcher no Reino Unido. 
  • Rejeitava o keinesianismo por implicar aprofundamento dos défices e aumento da inflação 
  • o neoliberalismo propunha políticas de rigor e de planificação das políticas económicas 
  • evitava a despesa pública com privatizações, 
  • reduzia despesas com segurança social e cortes no emprego, 
  • controle dos salários com pequenos ajustamentos indexados às taxas de inflação. 
  • Reduziu-se a intervenção do Estado na economia valorizando a iniciativa privada 
  • estimulando a livre concorrência e liberalizando preços
  • reduzindo impostos sobre as empresas. 
  • Propõe-se a liberalização das trocas e o investimento tecnológico. 
Tal política conduziu à chamada globalização aprofundada pelas novas tecnologias de informação e comunicação que se desenvolveram de forma acelerada nos últimos vinte anos principalmente com o advento da Internet e a vulgarização dos telemóveis.

Mecanismos de globalização

Vários factores têm contribuído para o alastramento do fenómeno globalização: 
  • liberalização das trocas através de políticas de livre-cambismo apoiado nas novas tecnologias, na inovação e na criação de grandes espaços de comércio transnacionais como a ASEAN, a APEC e a NAFTA ou a UE, o MERCOSUL, COMESA. Desde 1995 a OMC (Organização Mundial do Comércio) liberalizando as trocas e o comércio internacional
  • Movimento de capitais possível com a utilização de redes de comunicações mundiais que ligam os mercados de valores mundiais e possibilitam a realização rápida de grandes investimentos e capitais 
  • Novo conceito de empresa dispersa por vários pontos do mundo mas ligada instantaneamente pela rede  que permite a valorização dos negócios e do capital tanto a pequenas empresas como a multinacionais. 

Críticas à globalização

Merece destaque a questão do aprofundamento do fosso entre países desenvolvidos e países em desenvolvimento. 
  • A desigualdade. Os mecanismos de globalização podem ser também mecanismos de diferenciação e de aprofundamento das diferenças. No campo económico cada vez se torna mais difícil aos países com menos recursos recuperar o atraso a não ser com grandes custos sociais. 
  • O desemprego crescente a nível mundial transforma este no grande problema do século XXI e que se arrisca a produzir fracturas graves no seio de sociedades mesmo as mais desenvolvidas. 
  • Crises e recuperações tornam-se cada vez mais frequentes. De destacar o Forum Mundial Global que discute desde 2001 as questões do desenvolvimento justificando os crescentes problemas sociais e a desigualdade crescente com as políticas neoliberais dos países mais ricos ou com economias mais dinâmicas. 

segunda-feira, 6 de maio de 2013

PERMANÊNCIA DOS FOCOS DE TENSÃO EM REGIÕES PERIFÉRICAS


FOCOS DE TENSÃO EM REGIÕES PERIFÉRICAS

África subsariana

Desde os anos cinquenta várias regiões do mundo têm sido palco de grande instabilidade e graves problemas económicos e sociais. Se até aos anos oitenta, a Guerra Fria e a dicotomia U.R.S.S. e E.U.A. foram o pretexto que justificava todas as divisões, a partir dos anos noventa após a queda da U.R.S.S. a paz não se instalou em nenhuma região do mundo e a guerra e instabilidade continuam a fazer parte do quotidiano. 
Quatro regiões do mundo merecem alguma preocupação pela dimensão dos problemas que ainda persistem: 
  • África subsariana
  • América Latina
  • Médio Oriente
  • Ex-Jugoslávia
  1. África Subsariana
Problemas mais graves: 
  • fomes, 
  • guerras 
  • epidemias 
  • ditaduras e governos brutais
As difíceis condições de vida têm sido responsáveis pela elevada mortalidade na região, marcada por problemas persistentes: 
  • crescimento incontrolável da população 
  • perda de valor das mercadorias e exportações africanas
  • grandes dívidas externas
  • dificuldade de captação de investimentos produtivos
  • perda das ajudas internacionais
A história das nações africanas foi marcada por questões de difícil resolução: 
  • Nacionalismo africano de raiz autóctone motivou os movimentos de independência mas não contribuíram para a unidade nacionalista dos povos após a independência devido a divisões étnicas demasiado fracturantes. 
  • O neocolonialismo europeu não permitiu o desenvolvimento equilibrado da sociedade africana impondo um modelo de cooperação que favoreceu a implantação de regimes autoritários e brutais. 
  • Apesar do fim da Guerra Fria e das esperanças de abertura à democratização os países africanos e os seus governantes têm dificuldade em aderir a modelos políticos liberais e moderados. 
  • As dificuldades, o desemprego e as crises económicas traduzem-se por graves crises de subsistência e pela elevada mortalidade que é fruto do subdesenvolvimento e de políticas autocráticas.

2. América Latina

O século vinte e o actual assistiram a uma sucessão infindável de problemas políticos e de crises conjunturais na América Central e do Sul. Tais crises têm sido marcadas por aspectos socioeconómicos quase sempre  invariáveis:
  • Sucessão frequente de ditaduras militares em alguns dos maiores países da América Latina.
  • repressão policial feroz.
  • elevado endividamento externo.
  • grande dependência dos capitais e mercados externos. 
Outros graves problemas marcaram o passado recente entre 1960 e 1980:
  • revolução cubana provocou receios de propagação de comunismo.
  • regimes militares fascistas pró-americanos alternando com governos de esquerda provocaram grande instabilidade e frequentes golpes militares e crises políticas.
  • surgimento de guerrilhas armadas anti-governamentais facilitaram a divulgação de um modelo de resistência marxista e a implantação de uma opinião pública anti-americana e pró-marxista. 
  • abrandamento do cariz anticomunista de Jimmy Carter permitiu uma progressiva mas lenta normalização.
A partir dos anos oitenta, o abrandamento da política de intervenção activa americana na América Latina provocou algumas mudanças com reflexos favoráveis na situação política e económica de grande parte desses países: 

  • políticas proteccionistas de substituição das importações aceleraram o desenvolvimento tecnológico e económico das sociedades sul-americanas.
  • défices elevados, desvalorizações monetárias, inflações, subida de juros provocaram graves crises financeiras e bancarrotas.
  • políticas neoliberais de abertura ao comércio, aplicadas nas economias mais poderosas da América do Sul levaram a uma inversão do rumo das economias com aumento e diversificação das exportações, captação de investimentos estrangeiros com bons resultados em países como o Brasil, Argentina, Chile, México e Venzuela. 
  • OEA apoiou a partir de 2001 a democratização dos países da América Latina na Carta Democrática Antiamericana.

3. Médio Oriente

Desde 1948, ano da independência do estado de Israel, a instabilidade política tem tido razões de ordem religiosa na zona da palestina. Ao mesmo tempo as riquezas petrolíferas da região do Golfo Pérsico e península arábica marcaram a época da Guerra Fria e foram pretexto para alguns dos conflitos e crises mais marcantes dos últimos quarenta anos. O fundamentalismo islâmico e a questão palestiniana são questões chave que marcam todos os conflitos da região. 

Fundamentalismo islâmico
  • surgiu em 1979 no Irão após a revolução islâmica que depôs o chá da Pérsia implantando um governo teocrático dominado pelos ayatollahs. 
  • É marcado pelo ideal de Jihad e impõem uma configuração política religiosa baseada no Corão.
  • Rejeitando os princípios laicos das sociedades ocidentais os países fundamentalistas acentuam os caracteres corânicos na sociedade civil.
  • os princípios islâmicos são anti-ocidentais e geralmente aceites pelos países e povos com uma posição mais marcada pelo antisionismo. 

Questão Palestiniana

  • A questão palestiniana embora com antecedentes tornou-se mais activa após a independência do estado de Israel que na opinião dos árabes da Palestina não teve em conta os interesses dos povos árabes. 
  • Em 1967, Israel ocupou os territórios árabes através de uma guerra agressiva que durou apenas 6 dias, com o apoio dos E.U.A. e de países ocidentais. A guerra motivou longas querelas políticas e o fortalecimento da oposição e da resistência antisionista levando os árabes a reforçar o papel da Al-Fatah como movimento de oposição armada ao estado judaico.
  • Várias guerras israelo-palestinianas levaram a crises económicas de graves repercussões em todo o mundo nos anos setenta e oitenta o que tornou indispensável a negociação de acordos que permitissem ultrapassar os diferendos entre Israel e o povo palestiniano 
  • Nos finais dos anos oitenta a 1ª Intifada levou a acordos urgentes que evitassem mais violência contra os palestinianos e permitiram a criação do embrião de estado palestiniano na zona de Gaza e na margem ocidental do rio Jordão, acordos de Oslo de 1993 e 1995. 
  • A Autoridade Palestiniana passou desde então a controlar os territórios habitados maioritariamente por árabes embora com alguma intervenção dos judeus e alguns períodos de violência. 
  • Em 2000 a 2ª Intifada levou Ariel Sharon a construir um muro de separação entre Israel e os territórios palestinianos a fim de evitar os ataques de bombistas suicidas. 
  • A partir de 2005 o movimento palestiniano tem sofrido cisões após a morte de Arafat crescendo a desunião entre partidários do Hamas - fundamentalista islâmico e a Fatah. 

4. Balcãs - Nacionalismos e confrontos
  • 1919 criação do estado da Jugoslávia como monarquia. Pedro I da Sérvia sobe ao trono.
  • 1941 Jugoslávia foi ocupada pelos alemães. Guerrilha liderada pelos partisans e por Josep Tito conseguiu vencer os alemães e evitar a intervenção da U.R.S.S. no território. 
  • 1946 Tito tornou-se presidente da Jugoslávia.
  • Anos 50 Jugoslávia não faz parte do Pacto de Varsóvia nem do Comecon. Socialismo não alinhado. 
  • 1961 Conferência de Belgrado, Tito apadrinha movimento dos não alinhados. 
  • 1980 Tito morre surgindo dificuldades e desentendimentos entre croatas católicos, sérvios ortodoxos, e bósnios muçulmanos. Diferenças religiosas e culturais entre as seis repúblicas (Croácia, Sérvia, Bósnia, Montenegro, Eslovénia e Macedónia).  
  • 1990 eleições na Sérvia deram vitória aos comunistas de Milosevic com a oposição da Croácia, Eslovénia e Bósnia. 
  • 1991 Em consequência Eslovénia e Croácia declararam independência. A independência da Eslovénia foi tolerada pela Sérvia mas esta república pretende criar uma Grande Sérvia agrupando Sérvios da Croácia e Bósnia e não aceita secessão destas repúblicas
  • 1992 Inicio da guerra da Sérvia contra Bósnios e Croatas. ONU intervém mas dá-se uma escalada de violência com bombardeamentos de civis, assassínios em massa, migração de populações, campos de extermínio, limpezas étnicas. 
  • 1995 NATO intervém militarmente com o apoio dos E.U.A. impondo o fim das hostilidades. Acordos de Dayton dividiram a Bósnia em comunidades sérvia e croata-muçulmana. 
  • Em 1999 novo conflito no Kosovo e retirada pela Sérvia depois de intervenção armada da NATO. Milosevic foi capturado e julgado pelo Tribunal Penal Internacional das Nações Unidas mas suicidou-se na prisão.