Depois de analisadas as respostas ao vosso desafio democrático (quem quiser pode ler todas as respostas dadas nos comentários) aqui fica aquele que pode ser considerado o mais completo, organizado, coerente e bem escrito:
1- A democracia ateniense era uma democracia em que todos os cidadão eram iguais, quer fossem ricos ou pobres. A democracia grega baseava-se em três fundamentos: a isonomia (igualdade perante a lei), a isegoria (liberdade de expressão) e por ultimo a isocracia (igualdade de acesso aos cargos políticos). Estes fundamentos completaram-se quando Péricles, prestigiado político helénico, criou as mistoforias. As mistoforias eram um ordenado que o Estado pagava aos cidadãos que exerciam cargos na função pública. Foram estes ordenados que tornaram a democracia grega numa democracia verdadeiramente directa (todos os cidadãos podiam fazer parte ou seja participar directamente na eclésia- assembleia de todos os cidadãos), pois dava o direito aos mais pobres de participarem também na vida política (convém dizer que cidadão Ateniense era aquele filho de pai e mãe Ateniense, do sexo masculino, com serviço militar cumprido, todos os outros eram excluídos). Tal como a democracia actual a democracia ateniense estava dividida em três poderes: poder legislativo (eclésia e bule), judicial (areópago e hilieu) e por ultimo executivo (estrategos e arcontes). Era a partir da eclésia- assembleia de todos os cidadãos- que se sorteavam os cidadãos para a bulé (responsável pelas leis), para o helieu (tribunal responsável dos crimes mais vulgares) e para os arcontes (funções religiosas e judiciais), elegiam os estrategos (chefes militares e políticos) e os cidadãos para o areópago (antigos arcontes que tratavam os crimes mais importantes). Todos estes cargos, à excepção do areópago, eram mudados anualmente, com a finalidade de evitar a corrupção e para que todos os cidadãos participem de igual modo na eclésia. Um dos maiores medos do povo ateniense era sem dúvida a tirania, ou seja, um tirano apoderar-se da democracia devido ao seu poder e riqueza. Para evitar que tal coisa acontecesse criaram o ostracismo. O ostracismo consistia na votação do elemento que os cidadãos achassem vir a ser um possível tirano. Este era obrigado a sair da cidade-estado durante dez anos, não perdendo nenhum dos seus bens. A democracia ateniense dava bastante importância à igualdade social, por essa razão pagava uma recompensa aos cidadãos que trabalhavam pela cidade e os mais ricos eram obrigados a pagar uma espécie de imposto, as liturgias, para navios de guerra e festas religiosas.
A principal diferença entre a democracia actual e a ateniense, é que a democracia actual é uma democracia representativa ou seja os cidadão elegem os seus representantes (deputados) para governar o país (através da assembleia), e a democracia ateniense era uma democracia directa pois todos os cidadãos participam directamente na eclésia.
2- A democracia ateniense é considerada actualmente como uma democracia bastante limitada, isto porque a maior parte da população não tinha direitos políticos (mulheres, metecos e escravos). Para além disso era uma democracia que autorizava a existência de escravos, que nem sequer eram considerados pessoas mas apenas bens.
As mulheres atenienses tinham poucos direitos. Estas dedicavam toda a sua vida à educação das crianças e a trabalhos domésticos. Quando casadas, passavam da tutela do pai para a do marido. Se enviuvassem ficariam sob a tutela do filho mais velho ou do parente do sexo masculino mais próximo. Nas casas mais ricas as mulheres habitavam uma zona específica da casa- o gineceu. A principal função da mulher era passar despercebida na sociedade.
Os metecos eram extremamente importantes pois dedicavam-se às actividades artesanais e comercias. No entanto tinham uma vida bastante complicada na Polis. A sua condição de "estrangeiro" era hereditária, ou seja, passava de pais para filhos. Estes não podiam de qualquer forma participar na política, não tinham direito a possuir bens, tinham de cumprir o serviço militar para depois poder combater a favor da sua cidade-estado, eram obrigados a pagar impostos, o metécio, e por fim podiam participar nas diversas festas e jogos.
Os escravos, por sua vez, nem eram considerados pessoas. A lei não lhes reconhecia personalidade civil. Não eram autorizados a possuir bens, a formar família e tinham que obedecer ao seu ‘patrão’. Trabalhavam essencialmente nos serviços domésticos, campos e minas.
Patrícia Simões
10º H2
Parabéns pelo teu trabalho!
ResponderEliminarObrigada Professora.
ResponderEliminarContinuação de bom feriado