domingo, 27 de fevereiro de 2011

FICHAS DE LEITURA - AVISO

As fichas de leitura realizadas na aula no dia 28 devem ser postadas aqui, nos comentários. Quem não conseguir, já sabe o que fazer: enviar para o mail que eu própria me encarregarei de as colocar aqui no blog.

17 comentários:

  1. COUTO, Célia Pinto do, ROSAS, Maria Antónia Monterroso, O tempo da história, 2ª parte, 1º edição, Porto, Edições Asa, 2010, pp. 146-149.


    Romarias e peregrinação
    Na idade média a religião era o centro da vida dos cidadãos, sendo assim eram praticados actos rituais.
    Em toda a cristandade abundavam as igrejas, capelas, ermidas, sendo que estas eram objectos de devoção especial.
    A elas eram feitas inúmeras peregrinações, estas deslocações tanto podiam ser feitas localmente, como poderiam implicar uma longa viagem.
    As romarias, eram celebrações organizadas em honra de um santo, nestas festividades quando se ocorria a chegada ao santuário, os romeiros pegavam suas promessas e participavam das cerimónias religiosas, aproveitando também para realizar negócios devido a data se coincidir com as feiras.
    As romarias foram uma das expressões mais notáveis da cultura.
    As grandes peregrinações, reavivaram-se no século XI, nelas partiam-se individualmente ou em grupo, sendo que os principais destinos eram: Jerusalém (era a mais redentora devido a importância do local para a Cristandade, devido a essa importância em 1095 deu-se inicio as cruzadas), Roma e Santiago de Compostela.
    Estas peregrinações eram cuidadosamente preparadas e quando chegavam aos seus destinos os peregrinos recebiam a bênção e as indulgências próprias do local.

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  2. Ficha de Leitura - págs. 126 - 130

    Na Idade Média, as cidades eram sítios onde se podia verificar um enorme contraste social.
    Enquanto que alguns viviam confortavelmente, cada vez mais pessoas na pobreza apareciam pelas ruas das cidades.
    Com o objectivo de diminuir a miséria e incentivar à solidariedade entre os vários habitantes foram criados vários movimentos de solidariedade. Estes eram maioritariamente destinados aos pobres e opunham-se à vida luxuosa da Igreja Católica (pois acreditavem que esta se estava a contradizer).
    Entre vários movimentos, aquele que se destacou e aquele que levou os vários movimentos a terem êxito foi o movimento das ordens mendicantes, criadas pelo S. Francisco e S. Domingos.
    S. Francisco, que vinha de uma família abastada, renunciou os seus terreos e decidiu dedicar-se a pregar a palavra de Deus e à ajuda dos que mais necessitavam depois de ter ficado gravemente doente, o que o fez "abrir os olhos". Sendo um exemplo a seguir em relação às suas crenças e às suas atitudes, ganhou, rapidamente, bastantes seguidores (franciscanos) e fundou a ordem dos Frades Menores. Estes viviam na pobreza extrema e tal como S. Franciso dedicavam-se à pregação e à ajuda dos menos afortunados. Depois da sua morte os franciscanos instalaram-se em conventos e continuaram com as suas atitudes benévolas.
    Em Portugal a ordem também esteve presente, desde muito cedo, um dos mais importantes conventos era o de Leiria que alojava mendigos e peregrinos.
    A ordem criada por S. Domingos (os dominicanos) seguia os mesmos ideais da ordem dos Frades Menores, no entanto, dava mais importãncia à pregração. Devido a isto os dominicanos estudavam com afinco Teologia.
    O facto de os habitantes de várias cidades quererem praticar caridade levou à criação de confrarias. Estas eram associações de entreajuda bastante bem organizadas que promoviam o culto a um certo santo. Os membros das mesmas organizavam-se, normalmente, por ofícios, que por sua vez, se organizavam-se em corporações: os trabalhadores eram agrupados por profissões e tinham de seguir certos aspectos da sua profissão, também tinham de promover a solidariedade social entre os seus constítuintes e, geralmente, havia um santo representante da profissão. Cada confraria tinha o seu estatuto.

    Sílvia Soares 10ºH3 nº25

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  3. Ficha de leitura

    Referências bibliográficas:

    Autores: Couto, Célia e Rosas, Maria Antónia
    Título: O Tempo da História, 1º Parte
    Número de edição: 1º
    Local de edição: Porto
    Editora: Porto Editora
    Ano de edição: 2010


    Resumo do tema 3.2.2 (manual págs. 140 a 142) - "O Amor Cortês; A influência da literatura":


    O código de cavalaria integra um código de amor, que deveria ser cumprido por todos os cavaleiros. Neste código estão estabelecidas algumas regras de como o cavaleiro deve agir enquanto convive com o sexo oposto (amor cortês).
    Este amor é essencialmente espiritual. O principal traço do cavaleiro deve ser o altruísmo, e este deve ser educado e refinado, ou seja, deve primar pela contenção das acções, sendo assim elevado perante Deus e perante os outros homens.
    Em contrapartida, também a mulher deve corresponder a um ideal: bela, serena, bem-falante e discreta.
    A divulgação deste ideal de amor cortês foi feita através de poemas – poesia trovadoresca.
    A poesia trovadoresca tornou-se, na Península Ibérica, a primeira forma de literatura em língua portuguesa, tendo dois géneros principais, as cantigas de amigo e as cantigas de amor.
    Outra das formas de divulgar o ideal de amor eram os romances, sendo que as mais belas obras deste período tinham como tema o amor e um dos mais destacados deste período, foi o Romance da Rosa.
    O amor assumiu um papel central e indispensável na sociedade e na vida de muitos, na Idade Média.



    André Vieira, nº4
    Catarina Santos, nº12
    Patrícia Simões, nº20
    Tássia Mota, nº28
    10ºH2

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  4. COUTO, Célia Pinto do, ROSAS, Maria Antónia Monterroso, O tempo da história, 2ª parte, 1º edição, Porto, Edições Asa, 2010, pp. 140-142.

    3.2.2. O Amor Cortês

    O código de cavalaria integra, também, um código de amor. Que define o lugar que o amor ocupa na vida do cavaleiro; o cavaleiro é o herói que serve por amor.
    O inicio das Cortes Régias e senhoriais proporcionou um maior convivio entre os dois sexos, adquirindo uma forma especifica, no século XII, conhecida por Amor Cortês. Não ignorando o amor fisico, o amor cortês é essencialmente espiritual.
    A contenção dos gestos e das palavras, o esforço para que pela bravura das suas acções, conquistar a sua dama; ele torna-se tanto um exemplo de educação como de refinamento.
    Mas, também espera-se que a dama corresponda à imagem da mulher perfeita: bela, serena, bem falante, capaz de alimentar a tensão amorosa com apenas um sorriso. Ofereceu então de inicio um lenço, mais tarde um anel, só depois, um beijo.

    A influência da literatura

    Foram os poetas que fizeram do ideal de amor cortês, tema central nas composições musicais da época – poesia trovadoresca. O romance mais conhecido, deste estilo, foi escrito no século XII, o Romance da Rosa, que se tratava de uma alegoria ao amor, em que a rosa simboliza a amada, que só depois de duras provas, pode ser “colhida” pelo cavaleiro.
    Em Portugal, a poesia trovadoresca, tornou-se a primeira forma de literatura em língua portuguesa, dividindo-se em dois géneros principais: cantigas de amigo e cantigas de amor.
    Na sociabilidade cortesã e na cultura erudita da Idade Média, o amor sempre foi uma componente essencial. Este, foi para muitos, um código de vida, até mesmo um ideal de vida.

    Carla Soares Teixeira 10ºH3 Nº28

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  5. Referência Bibliográfica: Couto, Célia Pinto, Rosa, Maria Antónia Monterroso, O Tempo da História, História A, 1ª parte, 1ª edição, Porto, Porto Editora, 2010

    O bom período económico que se atravessava reflectiu-se não só no renascimento das cidades como também, no desenvolvimento cultural. Esta (a cultura) caracterizava-se, agora, pela contenção e delicadeza, contrastando com a anterior violência. Desse modo, o nobre passa a adoptar a figura de um modelo a seguir. Destaca-se, também, o papel da literatura, nomeadamente na difusão dos ideais cavaleirescos.
    Este ideal de nobreza – perfeito cavaleiro – chegou à Europa em 1300, apesar de ainda se viver um período de violência. No entanto, para se ser cavaleiro, eram exigidas várias condições: tinha de ser nobre; deveria possuir uma série de virtudes herdadas – a honra, a coragem e a lealdade para com o seu senhor e ainda a virtude e a piedade. Os cavaleiros combatiam por Cristo, persistindo, assim, o ideal de cruzada, e, para além do arcanjo S. Miguel, considerado o fundador da cavalaria, seguiam ainda outros modelos, entre os quais, César.
    Dentro das sagas cavaleirescas, destacam-se as novelas arturianas. A primeira obra peninsular deste tipo foi o Romance Amadis de Gaule, que teve um enorme sucesso.
    É ainda sublinhada a rigorosa educação necessária para se tornar cavaleiro. Nos primeiros anos de vida encontravam-se sob os cuidados da mãe e depois eram enviados para o paço de um senhor de maior estatuto, onde ficavam até atingir a idade adulta. Começavam como pajens, durante sete anos, iniciando-se na equitação e no manejo de armas. Seguidamente, tornavam-se escudeiros, cuja função era servir o cavaleiro nas mais variadas tarefas, desde tratar do cavalo a acompanhá-lo nas suas expedições. Praticavam-se ainda vários desportos como a caça, os torneios e as justas para avaliar a destreza dos cavaleiros e escudeiros. Relativamente a estas actividades e tudo aquilo que estivesse ligado à cavalaria, o rei D. Duarte escreveu O Livro da Ensinança da Arte de Bem Cavalgar em Toda a Sela, considerado o primeiro tratado de equitação da Europa.
    Ao fim de catorze anos de aprendizagem, o jovem escudeiro profere os votos da cavalaria, que se enquadravam num ritual que compreendia uma noite de vigília na igreja, assistência à missa e a comunhão. Por fim, numa concretização do jovem como cavaleiro, recebia as esporas do cavaleiro e a espada, que simbolizava o direito e o dever de combater.

    Ana Raquel Rodrigues
    Catarina Araújo
    João Paulo
    Sandra Silva

    Turma 10H2

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  6. COUTO, Célia Pinto do, ROSAS, Maria Antónia Monterroso, O tempo da história, 2ª parte, 1º edição, Porto Editora, 2010, pp.126-130

    As Mutações na Expressão da Religiosidade: ordens mendicantes e confrarias

    Na Idade Média, a cidade era considerada um lugar de múltiplos contrastes. Cada vez mais os ricos tornaram-se mais ricos, devido ao aumento das actividades económicas e rivalizavam entre si no luxo das suas vestes e na grandeza das suas casas.
    Na cidade, havia também muita miséria, muitas pessoas saíam do campo, procurando trabalho na cidade, mas nem sempre o conseguiam e consequentemente, ficavam ainda mais pobres do que tinham chegado, sem amigos e família para os ajudar.
    Tentando quebrar esta miséria, desenvolveram-se organizações e cooperações, que mais tarde se tornaram em organismos de solidariedade, destinadas à ajuda mútua e à prática da caridade.
    A renovação espiritual trazida pelas ordens mendicantes, também com êxito ajudando a população a ter uma mentalidade mais solidária e preocupada com o sofrimento dos outros.
    A Igreja católica identificava-se como o grupo mais poderoso.
    O alto clero levava uma vida bastante luxuosa e pouco se importava com o crescimento da pobreza à sua volta.
    Devido a esta situação, muitos crentes deixaram o catolicismo e aderiram a heresias.
    Outros movimentos de protesto ao luxo do clero e de retorno à pobreza nasceram dentro da própria Igreja. Desses movimentos, o que mais se destacou foi o das ordens mendicantes, criadas por S. Francisco e S. Domingos.
    Graças à sua dedicação e solidariedade, S. Francisco conseguiu o apoio de numerosos seguidores e formou a ordem dos Frades Menores, que como ordem mendicante, tinha o objectivo de ajudar os mais pobres e carenciados.
    Depois da morte do Santo, em 1226, os seus seguidores, os franciscanos, apesar de instalados em conventos, privilegiaram as saídas para pregar e fazer caridade o que contribuiu para o regresso dos crentes à Igreja.
    Segundo reza a tradição, a ordem estabeleceu-se desde muito cedo e pela acção do próprio S. Francisco. Depois dos conventos de Alenquer e Guimarães, foram fundados os conventos de Lisboa e Coimbra.
    O convento de Leiria destacou-se pelo seu grande apoio a mendigos e peregrinos, passando a beneficiar ainda, dos bens da albergaria de Vermoim, extinta pelo bispo de Coimbra, em 1382.
    Também a ordem fundada pelo espanhol Domingos de Gusmão (1170-1221) comungava dos mesmos ideais dos franciscanos. No entanto, os dominicanos davam uma particular importância à pregação, como a melhor forma de combater as heresias e por isso, dedicaram-se profundamente ao estudo da Teologia, dando origem a famosos professores universitários, como S. Tomás de Aquino.
    Deste modo, as ordens mendicantes contribuíram, não só para a renovação da vida religiosa em ligação estreita com as comunidades medievais, o que permitiu desenvolver os sentimentos solidários e do amor pelo próximo, inspirando o aparecimento de outras organizações semelhantes.
    As confrarias eram associações de entreajuda de cariz religioso, que tiveram grande destaque na época medieval.
    A ligação das confrarias aos ofícios era bastante vulgar, pois os grupos profissionais organizavam-se em corporações.
    As corporações agrupavam os trabalhadores do mesmo ramo e regulamentavam os aspectos que respeitavam ao exercício da profissão, como os salários.
    Para além disso, as corporações promoviam a solidariedade social, pois os colegas da mesma profissão, entreajudavam-se em caso de dificuldades.
    Cada confraria tinha os seus estatutos, onde geralmente definiam o tipo de ajuda e quando esta deveria ser utilizada. Os fundos para estas actividades provinham de uma quota anual obrigatória e das ofertas generosas dos confrades mais ricos.
    Os confrades planeavam cuidadosamente as suas actividades e encontravam-se na casa da confraria, para se reunirem ou simplesmente, para conviverem.

    Alexandra Barrela
    Carolina Guedes
    Joana Gil
    Ricardo Rogagels

    10ºH2

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  7. Ficha de leitura
    Referências bibliográficas:

    Autores: Couto, Célia e Rosas, Maria Antónia
    Título: O Tempo da História, 1º Parte
    Número de edição: 1º
    Local de edição: Porto
    Editora: Porto Editora
    Ano de edição: 2010
    Resumo do tema 3.2.2 (manual págs. 140 a 142) - "O Amor Cortês; A influência da literatura":
    O código de cavalaria integra um código de amor, que deveria ser cumprido por todos os cavaleiros. Neste código estão estabelecidas algumas regras de como o cavaleiro deve agir enquanto convive com o sexo oposto (amor cortês).
    Este amor é essencialmente espiritual. O principal traço do cavaleiro deve ser o altruísmo, e este deve ser educado e refinado, ou seja, deve primar pela contenção das acções, sendo assim elevado perante Deus e perante os outros homens.
    Em contrapartida, também a mulher deve corresponder a um ideal: bela, serena, bem-falante e discreta.
    A divulgação deste ideal de amor cortês foi feita através de poemas – poesia trovadoresca.
    A poesia trovadoresca tornou-se, na Península Ibérica, a primeira forma de literatura em língua portuguesa, tendo dois géneros principais, as cantigas de amigo e as cantigas de amor.
    Outra das formas de divulgar o ideal de amor eram os romances, sendo que as mais belas obras deste período tinham como tema o amor e um dos mais destacados deste período, foi o Romance da Rosa.
    O amor assumiu um papel central e indispensável na sociedade e na vida de muitos, na Idade Média.

    André Vieira, nº4
    Catarina Santos, nº12
    Patrícia Simões, nº20
    Tássia Mota, nº28

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  8. Boa tarde aqui vai a ficha de leitura!

    COUTO, Célia Pinto / ROSAS, Maria Antónia Monterroso, O Tempo da História, História A, 2ª parte, 1ª edição, Porto, Porto Editora, 2010 pp. 131-134


    Com os avanços na cultura (principalmente na Europa), começou-se a aparecer as primeiras escolas nas zonas urbanas, começando nos mosteiros onde tinham as suas livrarias. Nessas mesmas escolas impôs-se tipos de estudo, uns mais especiais a pedido dos superiores (papa, rei, imperador...), com o nome de estudo geral e o estudo particular, estudo para quem tinha interesse e era leccionado vários temas em qualquer lugar. Conclui-se que as escolas serviam para futuras necessidades na administração e da economia de determinadas zonas.

    Com várias escolas que existiam pelo território Europeu, principalmente, foram tornadas universidades, algumas zonas que atraíam os estudantes, daí fama internacional. Nestas universidades a aprendizagem era mais organizada e exigente. Estas universidades tinham especialidades (principais: Teologia, Direito e Medicina), mas algumas universidades nomeadamente a de Lisboa não tinha especialidade.

    Focando agora na primeira universidade portuguesa, a de Lisboa, fundada, principalmente, através por D. Dinis, no ano de 1290. Esta universidade impunha o Estudo Geral, ou seja, funcionava como faculdade em várias áreas, dai ser considerada na história Europeia como uma universidade não especializada.


    Francisco Correia
    nº11 10ºH3

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  9. Referência Bibliográfica: Couto, Célia Pinto, Rosa, Maria Antónia Monterroso, O Tempo da História, História A, 1ª parte, 1ª edição, Porto, Porto Editora, 2010, pág. 142 - 143

    As memórias dos antepassados eram recordadas devido aos seus feitos valorosos da sua ascendência. Muitas famílias relembravam-os quando se reuniam.
    Com receio que as recordações dos antepassados fossem esquecidas, as famílias decidiram registar as memórias, quer em túmulos, quer em epitáfios, mas não era suficiente. No século XII, com o aumento do nível cultural e o aparecimento de pessoas capazes de compor poemas, foram se escrevendo memórias ancestrais.
    Surgiu assim, uma literatura genealógica, que se expandiu entre a nobreza, dando origem aos Livros de Linhagem. Nesses mesmo livros, eram relatados a reconquista do país aos mouros.
    Destacou.se o 3º Livro de Linhagem, uma espécie de história universal e uma mistura de lendas e narrativas fantásticas.

    Realizado por:
    - Diogo Pires
    - André Ferreira
    - Iolanda
    - Patrícia Alves
    10ºH2

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  10. 144-146

    3.3- A difusão do gosto e da prática das viagens

    Nos séculos XIII e XIV, a Europa começa a descobrir um mundo novo.
    Muita população começou a fazer viagens até Ásia, todo o tipo de classes sociais vai em busca de melhores condições de vida.

    3.3.1- Viagens de negócios e missões político-diplomáticas

    Os mercadores eram grandes viajantes. Os mercadores aprenderam línguas, elaboraram dicionários e fizeram guias de viagem, como o que Giovanni Frescobaldi fez, em que explicava "O que é preciso fazer quando se vai a Inglaterra".
    Até ao século XIII, ninguém se tinha aventurado a ir até ao Oriente. Os italianos percorreram o continente asiático, e os irmãos Niccolò e Matteo Polo foram os primeiros a chegar à China, onde realizaram alguns negócios e foram recebidos na corte do imperador Kubilai Khan.
    Ao regressar a Veneza, a sua cidade natal, as narrativas entusiasmaram Marco, filho de Niccolò, que em 1271 também participou na viagem.
    Marco Polo chegou a Pequim com vinte e um anos e, como tinha muita facilidade em aprender línguas e os seus dotes diplomáticos, recebeu as maiores honras de Kubilai Khan. Eles regressaram vinte anos depois, com muitas mercadorias e conhecimentos. Marco fez o relato das viagens dando origem a "O Livro de Marco Polo", também conhecido como "O Milhão" e " O Livro das Maravilhas" onde descreveu o Oriente, as riquezas e as pessoas. No livro utilizava um estilo simples e directo, misturava a realidade com a fantasia, e inventava e exagerava nos acontecimentos.
    O desenvolvimento do comércio criou laços entre mercadores e governantes que recorriam frequentemente ao financiamento das empresas militares. Assim muitas viagens aliavam-se ao negócio missões político-dilpomáticas e que os comerciantes tivessem desempenhado o papel de embaixadores das cortes da Europa.
    Na altura, as relações diplomáticas não eram só entre soberanos, também era iniciativa dos senhores e das cidades, o que implicava a troca de emissários.
    Em Roma cruzavam-se os embaixadores de todas as nações, e ai resolviam as questões religiosas e políticas. O papa tinha o papel de medianeiro nos Estados e juiz em matéria de Direito Internacional

    Joana Ramos, nº16, 10ºH3

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  11. FICHA DE LEITURA

    Referência Bibliográfica: Couto, Célia Pinto e Rosa, Maria Antónia Monterroso, O Tempo da História, História A, 2ª parte, 1ª edição, Porto Editora, 2010

    Da página 135 à 139:

    O clima de paz e de bom período económico fez-se sentir essencialmente no renascimento das cidades e também no domínio cultural. Tencionava ter-se sempre uma vida requintada e isso não se via apenas nos recintos urbanos (escolas e universidades). Via-se também nas cortes dos reis e dos senhores (realizavam-se banquetes e as pessoas vestiam-se muito bem).
    A violência desapareceu e passou a dar lugar à delicadeza. O nobre começou a ser visto como um cavaleiro ideal, ou seja, um exemplo a seguir pois era ele que se mostrava um homem bom, corajoso e capaz de defender os mais fracos.
    A literatura, nesta época tinha um grande papel. Foi graças a ela que se difundiram as ideais cavaleirescos. Com a literatura, honravam-se memórias dos anos passados e exprimiam-se pensamentos amorosos.
    O ideal de cavalaria chegou às cortes da Europa por volta de 1300. Os tempos ainda eram difíceis, ainda havia violência mas a nobreza tentava sempre identificar-se com um ideal mais elevado, o do perfeito cavaleiro. Para se ser cavaleiro eram exigidas várias condições, como por exemplo a honra, a coragem, a lealdade… Um cavaleiro tinha que combater por Cristo.
    Quanto às sagas cavaleirescas, o que mais se destaca em relação a esse assunto são as novelas arturianas. As novelas arturianas foram as mais divulgadas e inspiraram muitos outros relatos do mesmo género.
    Na Península, a maior parte das pessoas se interessavam por romances. Amandis de Gaula foi algo que teve um enorme sucesso. Amandis era um jovem muito apaixonado e tornou-se um exemplo de cavaleiro andante, isto é, um homem que percorre o mundo em defesa das causas mais nobres e depois é recompensado pelo amor da sua grande amada.
    Quanto à educação cavaleiresca, pode dizer-se várias coisas. Os seus primeiros anos de vida eram passados sob o cuidado da sua mãe. O rapaz era geralmente enviado para o paço de um senhor de maior astuto. O rapaz permanecia lá até à sua idade adulta. Primeiro, era pajem, iniciava-se na equitação e no manejo de armas. Quando se tornava adolescente, tornava-se escudeiro que servia um cavaleiro (o escudeiro tratava do seu cavalo e das suas armas).
    Durante este período, praticavam-se vários desportos como a caça, os torneios e as justas.
    Rei D. Duarte escreveu o Livro da Ensinança da Arte de Bem Cavalgar em Toda a Sela para ensinar todas as normas que diziam respeito à cavalaria.
    Depois de catorze anos de aprendizagem, o jovem escudeiro profere os votos da cavalaria. Esses votos, eram votos sagrados que, para eles tinham grande significado espiritual. Para tudo isso ser cumprido, tinham que assistir à missa.
    Para o jovem ser considerado cavaleiro, no final teria de receber as esporas de cavaleiro e a espada (que é um emblema do direito e do dever de combater).

    Ana Rita Franco, n.º 4
    10.º H3

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  12. Páginas 140-142

    1- O amor cortês proporcionou um convívio entre os dois sexos revestindo uma forma específica.
    O amor cortês define um lugar, e esse mesmo lugar deverá ser mantido essencialmente no modo espiritual. O homem/jovem deve tornar-se um exemplo de educação e refinamento, e a mulher por sua vez deve corresponder aos ideais dele.

    2- Não fiz

    3- D.Dinis nesta cantiga refere o quão bela é a sua amada, e que Deus a fez cheia de qualidades e simplesmente perfeita. E que não há ninguém com tais qualidades

    4- Esta memória dos antepassados é característica de familiares nobres. Relembra-se quem é filho de quem, que bravuras foram praticadas e que honras, por via delas, foram atribuídas à linhagem ou seja o nobre relembra os seus antepassados pois tem como dever substituir o seu pai e deve mostrar-se igualmente valente, virtuoso e se possível cumprir a função que lhe foi dada. Para este fim o nobre deve manter-se informado dos efeitos valorosos da sua ascendência.

    Nídia

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  13. COUTO, Célia Pinto, ROSAS, Maria Antónia Monterroso, O tempo da história, 2ª parte, 1º edição, Porto, Edições Asa, 2010, páginas 146-149

    A religião assumia um papel fundamental na Idade Média. Exprimia-se pela prática de actos rituais e pela edificação de igrejas, capelas e ermidas.
    Por vezes, a peregrinação a estes locais religiosos era longa, podendo até prolongar-se por anos.
    As jornadas que mais fiéis atraíam eram denominadas de romarias. Eram praticadas em honra de um santo e, comummente, assumiam um carácter lúdico durante o percurso. No santuário, realizavam-se missas e procissões. Como as romarias coincidiam, geralmente, com as feiras, exerciam-se negócios e actividades recreativas. Estas celebrações mantêm-se até aos dias de hoje.
    Existiam inúmeros locais de peregrinação da Cristandade Ocidental, dos quais se destacam: Jerusalém (onde eram redimidos todos os pecados pessoais, embora fosse a jornada mais longa e perigosa), Roma (sede do papado) e Santiago de Compostela (local mais visitado pelos peregrinos do Ocidente da Europa).
    Estas peregrinações exigiam uma preparação cuidadosa e, eventualmente, deram origem a guias especializados, que continham descrições pormenorizadas do percurso, advertências, sugestões…
    Quando chegavam ao seu destino, os peregrinos recebiam bênções e assistiam a uma missa.
    Por fim, retornavam ao local de onde tinham partido, crentes de que a sua alma fora revigorada.

    Carolina Sofia Figueiredo
    Turma H2, nº8

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  14. Escola secundária Leal da Câmara 2010/2011

    Ficha de leitura
    Realizada por:
    Beatriz Stein
    Inês Margato
    Pedro Pinto
    Bruno Teixeira
    10ºH2

    Referência Bibliográfica: Couto, Célia Pinto, Rosa, Maria Antónia Monterroso, O Tempo da História, História A, 2ª parte, 1ª edição, Porto, Porto Editora, 2010, pp. 144 a 146.
    Tema: O gosto pelas viagens

    O gosto pelas viagens surgiu no século XIII e XIV, isto porque o Homem sentiu a necessidade de descobrir mais sobre o Mundo que desconhecia, queria desenvolver assim o comércio e ir para além das barreiras geográficas. Os primeiros Homens que iniciaram viagens foram os mercadores, devido à necessidade de desenvolver o comércio, mais tarde peregrinos, missionários, diplomatas, cavaleiros andantes ou simples desenraizados iniciaram viagens com os seus diversos objectivos, alguns em busca de vida melhor, outros o negócio, fosse de que tipo fosse, e outros apenas difundindo e adquirindo culturas. Todo o gosto pelas viagens proveio de relatos, os geógrafos revelaram um mundo mais vasto possível de ser explorado e conhecido, para todos os que o quisessem fazer. Mais tarde a Europa preparou-se para a época dos descobrimentos.
    Os mercadores caracterizam se por serem viajantes experientes, passou a ser então, ainda mais comum, partir em viagem de negócios fosse por tempo indeterminado ou determinado, numa rota com rumo, ou sem ele. Claro que como qualquer outro tipo de trabalhos ou percursos a que outros estão sujeitos, as viagens de negócios não eram isentas de riscos e incómodos, os mercadores tinham de prever de alguma forma o local para se refugiarem quando a noite caísse, por exemplo, o que ao longo dos tempos e evolução do tráfego das estradas, que foram aumentando em número, o refúgio e percurso se tornasse mais previsível. Os mercadores faziam se pessoas cultas, isto no sentido de adquirirem conhecimentos, absorviam e apreendiam outras e diferentes culturas dos locais por onde passavam, a comunicação era essencial o que levava a aprendizagem de línguas, e assim os mercadores eram pessoas astutas e pragmáticas.
    Até ao século XIII nenhum viajante europeu se tinha atrevido a ir ao longínquo oriente, até que ficou tarefa cumprida pelos italianos. Estes que ao conhecerem o Império Mongol tentaram a sua sorte ao percorrer o grande continente asiático. Foram então os Irmãos Niccolò Polo e Matteo Polo os primeiros a chegar à China, onde realizaram excelentes negócios e tiveram a oportunidade de serem recebidos na corte do Imperador Kubilai Khan. Originários de Veneza voltaram os dois irmãos para a sua terra natal trazendo consigo toda uma panóplia de histórias sobre o oriente. Marco Polo filho de um dos irmãos Polo, ainda jovem, acompanhou estes numa das viagens. Marco Polo chegou a Pequim com vinte e um anos, com base nos seus dotes diplomáticos e facilidade em aprender línguas foi nomeado governador, com as maiores honrarias, de uma das províncias, pelo mesmo imperador que outrora recebera o seu pai, o imperador Kubilai Khan. Marco decidiu mais tarde escrever um livro onde falava sobre o oriente de uma maneira directa, descritiva, misturando um pouco o real e o imaginário, exagerando nos acontecimentos, mas simples. Durante dois séculos este livro alimentou a imaginação dos europeus, estes que tão eram sedentos de magia e de novos horizontes.

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  15. COUTO, Célia Pinto do, ROSAS, Maria Antónia Monterroso, O tempo da história, 2ª parte, 1º edição, Porto, Edições Asa, 2010, pp- 144 a 146

    3.3. A difusão do gosto e da prática das viagens.

    Nos séculos XIII e XIV, os europeus adquiriram uma nova visão do Mundo. Devido ao crescimento do comércio, as barreiras geográficas que tinham fechado a Europa sobre si mesma, começaram a ceder.

    3.3.1. Viagens de negócios e missões político – diplomáticas.

    Os mercadores começaram a preparar os conhecimentos essenciais para a deslocação, aprendendo línguas, elaborando dicionários e guias de viagem.
    Os irmãos Polo foram os primeiros a chagar à China, onde realizaram negócios e foram recebidos na corte do Imperador Kubilai Khan.
    Marco Polo chegou a Pequim com vinte e um anos, e recebeu as maiores honrarias do Imperador, que o nomeou governador de uma das suas províncias.
    Marco fez o relato da sua aventura, que deu origem ao seu livro de viagens. O livro descreve o longínquo Oriente, as pessoas e as suas riquezas.



    Trabalho realizado por:
    Sara Augusto nº23, Turma 10ºH3

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  16. Página 142 e 143

    3.2.3 O culto da memória dos antepassados

    Como a herança de um nome confere e legitima a nobreza havia necessidade de quando as famílias se reuniam de falar de descendências, dos feitos praticados e das honras que foram atribuídas à linhagem.
    Os túmulos e os seus longos epitáfios são a prova disso, porem não bastava com o aparecimento de gente letrada os senhores pediam para escreverem as suas memorias, fez nascer assim uma literatura genealógica. Uma das obras mais importantes deste género e o “ Nobiliário do Conde D.Pedro”

    COUTO, Célia Pinto do, ROSAS, Maria Antónia Monterroso, O tempo da história, 2ª parte, 1º edição, Porto Editora, 2010, pp.142-143

    Raquel 10ºH3 ñº22

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  17. Referências bibliográficas:
    Couto, Célia Pinto, Rosas, Maria António Monterroso, O Tempo da História, História A, 2ª parte, 1ª edição, Porto, Porto Editora, 2010, pp. 131 a 134
    Ficha de leitura:
    Até ao século XI, a leitura e a escrita, aprendidas nas escolas, eram privilégio quase exclusivo dos monges. Os mosteiros mais conceituados eram considerados verdadeiros centros de saber, devido às suas livrarias e escolas monacais, destinadas á preparação de jovens candidatos a monges e ao aprofundamento dos conhecimentos dos professores. Devido à revitalização das cidades as escolas decaíram.
    No século XI, organizam-se as primeiras escolas urbanas. A tutela da igreja mantém-se mas o local e os destinatários destas novas escolas são bem outros: junto das sés, estão no centro da cidade e participam do seu dinamismo e do seu espírito. Dirigem-se a um público muito mais vasto, admitindo, além de clérigos, numerosos leigos.
    A multiplicação das escolas urbanas corresponde às novas necessidades da administração e da economia. As cidades precisam de juristas para os seus tribunais, de notários e escrivães para as repartições públicas. A mesma necessidade sentem os príncipes, que reorganizam e ampliam as suas chancelarias.
    O aumento do volume das trocas e a formação das grandes companhias comerciais obrigam também a registos minuciosos. Nas cidades mercantis fundaram-se escolas que ministravam uma espécie de «ensino secundário», onde, além das tradicionais disciplinas de Lógica e Gramática, se insistia na Aritmética.
    Durante o século XII, algumas escolas catedrálicas começaram a obter uma grande fama. Tinham muitos estudantes e trabalhavam áreas como o Direito, Teologia e Medicina.
    Com o passar do tempo foi-se revelando uma grande necessidade de organização rígida. Era preciso definir bem as matérias, os graus académicos e era necessário defender todos os membros da comunidade escolar. Esta organização denominou-se de Universidade.
    As primeiras escolas que aderiram a este modelo foram as de Paris e Bolonha. Em Paris, devido a grandes problemas e lutas, a universidade passou a ter leis próprias e a estar sob jurisdição do Papa. A Universidade de Paris especializava-se em Teologia e a de Bolonha em Direito.
    Os estudos organizavam-se em faculdades. Depois de licenciado em Artes, o estudante especializava-se numa das outras áreas. O ensino era baseado na leitura e comentário, ensinado pelo mestre dos escritos das autoridades.
    A partir do século XIII, as universidades adquiriram cada vez mais uma feição mais nacional, ou seja, estavam mais ligadas ao Estado.
    Tornou-se uma tarefa régia, fundar e privilegiar universidades principalmente onde estas não existiam. Estando ainda dependentes do aval e supervisão da Igreja.
    É então neste contexto que surge a primeira universidade portuguesa: O Estudo Geral de Lisboa. Foi criada por um grupo de prelados e pelo rei D. Dinis no ano 1290.
    Depois de alguns conflitos por parte de estudantes e burgueses de Lisboa, em 1308, o rei decidiu transferir o Estudo Geral para Coimbra. Coimbra era já um local que se destacava no panorama cultural português.
    Contudo, voltou a ser transferida mais do que uma vez para Lisboa, mas em 1537, a universidade portuguesa tomou uma posição definitiva na cidade do Mondego.

    Ana Capote, Catarina Pereira, João Antunes, Rita Francisco
    10ºH2

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