
Segundo reza a lenda, aquando da Reconquista, D. Afonso Henriques prometera construir um mosteiro em homenagem à Virgem Maria, caso ele conseguisse conquistar aos mouros a importante fortaleza de Santarém. Em 1147, deu-se finalmente a vitória, tendo D. Afonso Henriques cumprido o prometido, oferecendo o território de Alcobaça a Bernardo de Claraval (estes acontecimentos encontram-se documentados nos azulejos azuis das paredes da Sala dos Reis do Mosteiro que datam do século XVIII).
Em 1178, os cistercienses iniciaram a construção do Mosteiro, tornando-se este um dos mais ricos e poderosos da Ordem de Cister.
Mas as ligações entre D. Afonso Henriques e a Ordem de Cister já vinham de trás. Após a importante vitória na Batalha de Ourique sobre os Mouros no ano de 1139, D. Afonso Henriques autoproclamou-se Rei de Portugal e libertou-se da prestação de vassalagem ao rei de Castela, D. Afonso VII. Em 1143, D. Afonso VII de Castela reconheceu a independência de Portugal. Mas era fundamental o reconhecimento da independência do estado português pelo Papa, o que levou D. Afonso Henriques a pedir auxílio a Bernardo de Claraval. Enquanto abade e fundador da abadia cisterciense de Claraval, Bernardo foi um dos clérigos mais influentes do seu tempo. Em 1144, D. Afonso Henriques concedeu aos Cistercienses a vila de Tarouca, no norte de Portugal.
Quando em 1147, conquistou Lisboa, Sintra, Almada e Palmela aos mouros o reconhecimento da independência de Portugal era quase certo. Contudo, o reconhecimento do Papa chegou somente no ano de 1179 através da bula “Manifestis Probatum” de Alexandre III (na Sala dos Reis do Mosteiro encontra-se representada a coroação imaginária de D. Afonso Henriques por Bernardo de Claraval e pelo Papa Inocêncio II (1130 - 1143) num grupo de figuras de barro em tamanho real que datam do século XVIII).
A entrega aos mosteiros de terras conquistadas aos mouros durante a Reconquista correspondia a uma política de povoamento geral, destinada a pacificar o território ocupado e a converter os novos súbditos. Desta forma, na luta pela independência, D. Afonso Henriques entregou em 1127 Vimieiro à congregação beneditina de Cluny; em 1128 entregou Soure aos Templários; em 1131, fundou o Mosteiro de Santa Cruz em Coimbra; entregou Tomar aos Templários em 1159 bem como, em 1169, um terço do território conquistado no Alentejo. E outras doações se seguiram.
Doze monges cistercienses e um abade tomaram posse do terreno pertencenteao Mosteiro e construíram, a poucos metros do actual Mosteiro e junto ao rio Alcoa, a abadia provisória de Santa Maria. Quando, no ano de 1178, foram iniciadas as obras de construção da igreja e das primeiras divisórias do Mosteiro, o território ainda não se encontrava pacificado, sendo a construção atrasada pelas investidas dos mouros. No massacre de 1195, muçulmanos vindos de Marrocos, penetraram em terras cristãs e assaltaram o Mosteiro em construção, tendo morto os 95 monges que aí se encontravam a trabalhar. Só no dia 6 de Agosto de 1223, os monges abandonaram a velha abadia, mudando-se para o novo Mosteiro. O túmulo do terceiro rei de Portugal, D. Afonso II, falecido em 1223, foi acolhido nesta igreja em 1224. Contudo, as obras só terminariam em 1240, dando-se a consagração em 1252.
Deste modo, os monges cultivavam e povoavam rapidamente as terras, possuindo um grande poder.
No século XIII, o Mosteiro possuía dois portos (Alfeizerão/São Martinho do Porto situados na Lagoa de Alfeizerão, e Pederneira, hoje uma parte da Nazaré), possibilitando aos monges a prática da pesca, a exportação de vinho e de sal, extraído das salinas da lagoa que existia desde a Pederneira (Nazaré) até poucos quilómetros de Alcobaça. Mais tarde, exportavam azeitonas e azeite, nozes, frutos secos e madeira. Em 1368 e em 1374, por meio de uma doação do rei D.Fernando, o domínio da abadia foi ainda mais alargado com novos territórios. Devido à grande experiência dos monges, os reis pediam-lhes o seu auxílio para a secagem de pauis noutras zonas do território português. Em troca desse auxílio a abadia recebia feudos.
O sucesso económico trouxe consigo uma considerável afluência populacional, o que obrigava a um permanente alargamento das instalações do Mosteiro. Até ao início do século XV, os monges desenvolveram uma grande actividade, cultivando as terras e desenvolvendo a agricultura, dedicando-se à pesca, extraindo sal e ferro, desenvolvendo a arte de forjar, promovendo o artesanato e educando os colonos. Os primeiros monges, monges brancos, tiveram uma acção civilizadora notável: em 1269, criaram uma das primeiras escolas públicas do ocidente, cuja transferência, em 1290, para Coimbra, deu origem à Universidade de Coimbra. Também tiveram um grande incremento as oficinas de imaginária da Abadia e desenvolveram-se acções de assistência e beneficência através da enfermaria.
O abade de Alcobaça era membro das cortes, era o padre principal do rei, tornando-se numa das pessoas mais importantes do reino e tinha o título de Dom Abade do Real Mosteiro de Alcobaça, do Conselho de Sua Majestade, Esmoler-Mor, Donatário da Coroa,Senhor dos Coutos e Fronteiro-Mor. No seu território a abadia não era obrigada a recrutar tropas para o rei.
A partir de 1475, o Mosteiro, que sempre elegeu autonomamente os seus abades, encontrou-se sob a influência de abades colocados pelo rei ( os abades comendatários). Em 1531 Afonso de Portugal (1509-1540), o quarto filho do rei D. Manuel I e irmão do futuro rei D. João III (1502-1557), tornou-se abade de Alcobaça, sendo simultaneamente bispo de Lisboa e cardeal. Após a sua morte, D. João III proclamou o seu irmão Henrique (1512-1580) abade, que era, igualmente, arcebispo de Lisboa bem como inquisidor-mor de Portugal, tornando-se, mais tarde, cardeal. Dois anos antes da sua morte, o cardeal D. Henrique foi proclamado rei de Portugal. Esta ligação íntima do cardeal com a Casa Real - que escolhia o abade há mais de 50 anos -, levou, no ano de 1567, a que o Papa Pio V decretasse numa bula a independência da Ordem dos Cistercienses em Portugal.
A Congregação Autónoma dos Cistercienses de São Bernardo de Alcobaçatornou-se dirigente de todos os mosteiros cistercienses portugueses. Tanto a Ordem de Avis como a Ordem de Cristo, a sucessora da Ordem dos Templáriosem Portugal, estavam subordinados à sua jurisdição.
Após a Restauração da Independência (1640), o Mosteiro sofreu um alargamento (dois novos claustros) e profundas alterações, sendo, nessa altura, construída a cozinha nova que ainda hoje impressiona. A partir de 1702, o Mosteiro recebeu a sua magnífica fachada barroca, tendo a igreja obtido os seus dois campanários. Em 1755, a construção terminou com a criação da Biblioteca, sendo esta, naquela época, uma das maiores da Península Ibérica. O facto de ter sido criada deve-se ao surgimento de inúmeros monges cronistas e historiadores (como Frei Bernardo de Brito, Frei António Brandão e Frei Fortunato de São Boaventura). Estes monges tornaram-se conhecidos como Cronistas de Alcobaça. Eles publicaram durante séculos a Monarchia Lusitana, uma obra que tratava da História de Portugal.
O Mosteiro foi pilhado pela população em 1833 (no contexto das lutas liberais) tendo desaparecido muitos objectos utilitários, de culto e de arte e uma grande parte do acervo da Biblioteca, cujos restos só alguns anos depois puderam ser transferidos para a Biblioteca Nacional em Lisboa. Depois disso, em 1834 decretou-se o encerramento dos mosteiros, revertendo as suas riquezas a favor do Estado. Muros foram derrubados, o pelourinho eliminado, na ala sul do Mosteiro foram criadas habitações e a parte norte passou a ser utilizada por serviços públicos e pelo comércio. O refeitório, existente desde os tempos da Idade Média, foi transformado numa sala de teatro em 1840, existindo até ao ano de 1929. No claustro mais recente, o Claustro da Biblioteca ou Claustro do Rachadoiro, foi inserida uma arena destinada a touradas (1866/68). As partes mais recentes do Mosteiro passaram a ser utilizadas pela cavalaria, transformando-se mais tarde num lar para deficientes e idosos. Os edifícios do Mosteiro entraram em decadência. Só a partir de 1929, o Estado, com a ajuda dos serviços responsáveis pelos monumentos, começou a reparar a Igreja e o Mosteiro, restituindo-lhes o seu aspecto original. Nos anos 1990, a ala sul do Mosteiro passou novamente para o domínio do estado e os dois claustros, juntamente com as suas construções datadas dos séculos XVI a XVIII, foram restituídos, apenas, em 2003. A igreja e a parte medieval foram consideradospatrimónio mundial pela UNESCO em 1989.
Agora tentem responder a estas questões sobre o Mosteiro de Alcobaça:
1 - O que distingue um senhorio laico de um senhorio eclesiástico?
2 - Podemos considerar a Abadia de Alcobaça um senhorio? Justifique.
3 - Que poderes e direitos tinham os monges de Alcobaça nos seus extensos domínios?
4 - Discrimine as actividades económicas praticadas nos coutos de Alcobaça.
5 - Como se explica a generosidade de D. Afonso Henriques para com as ordens religiosas?
6 - Explique a importância cultural da Abadia de Alcobaça.
Responder até 3ª feira (dia 22).
Stora, é para responder aqui ou para entregar em aula ?
ResponderEliminarOlá Solange.
ResponderEliminarSim, as respostas da preparação da visita são colocadas aqui no blog.
Escola secundária Leal da Câmara
ResponderEliminarAno lectivo: 2010/2011
Disciplina: História
Professora: Lucília Oliveira
Trabalho realizado por:
-Diogo Pires nº14 10ºH2
-Inês Margato nº15 10ºH2
Pergunta 1- O que distingue um senhorio laico de um senhorio eclesiástico?
Resposta 1- O senhorio laico é um senhorio atribuído à nobreza, o senhorio eclesiástico é um senhorio atribuído ao clero, estes diferenciam se pelas suas doações e características. A Doação do senhorio eclesiástico é feita pelo rei ao clero, quando o rei o faz tem como objectivo obter o favor divino o que a nobreza não lhe pode atribuir, apenas o clero o fará.
Pergunta 2- Podemos considerar a Abadia de Alcobaça um senhorio? Justifique.
Resposta 2- Sim, podemos considerar que a Abadia de Alcobaça, ou Real Abadia de Santa Maria de Alcobaça, tal como refere o texto nas suas primeiras linhas, um senhorio. Isto porque se demonstrava com um território de quase 500km² e por ter sido um senhorio doado pelo rei, D. Afonso Henriques, ao Abade da Ordem de Cister, membro do clero, Bernardo de Claraval.
Pergunta 3- Que poderes e direitos tinham os monges de Alcobaça nos extensos domínios?
Resposta 3- Os Monges de Alcobaça tinham o poder de tomar decisões judiciais sem a confirmação do rei. Tinham isenção fiscal e militar. Logo o direito de formar leis, dentro do senhorio de Alcobaça, fazê-las executar, e julga-las, era apenas deles. Possuíam o direito de cobrar quaisquer impostos.
Pergunta 4- Discrimine as actividades económicas praticadas nos Coutos de Alcobaça.
Resposta 4- Os coutos de Alcobaça estavam em grande desenvolvimento, os monges conseguiram atingir um grande poder, cultivando e povoando o território rapidamente. No século XIII já tinham dois portos que possibilitavam assim que os monges praticassem a pesca, a exportação de Sal e vinho, linhas 69 e 70 do texto. Mais tarde começaram a exportar azeitonas, azeite, nozes, frutos secos e madeira. Com todo este desenvolvimento o território foi sendo doado e o senhorio aumentado, todo o sucesso económico que veio por acréscimo bem como uma afluência populacional considerável. No século XV já os monges desenvolveram a agricultura, continuando a prática da pesca, a extracção para exportação do sal, inovando com a extracção do ferro, desenvolvendo a arte de soldar o respectivo, ferro, promovendo ainda o artesanato e educando os colonos que povoavam o abrangente senhorio.
Pergunta 5- Como se explica a generosidade de D. Afonso Henriques para com as ordens religiosas?
Resposta 5- D. Afonso Henriques doava os seus reguengos às ordens religiosas e tinha generosidade para com estas para obter recompensa de serviços prestados, mas principalmente para a obtenção do favor divino, bem como a aceitação e consagração papal deste, como rei.
Pergunta 6- Explique qual a importância Cultural da Abadia de Alcobaça.
Resposta 6- A abadia De Alcobaça sofreu alterações ao longo dos tempos, restituições, reconstruções e tanta outra coisa que acabou por não se manter original na integra. Contudo a Importância que a abadia preserva é muita. A igreja e a parte medieval foram considerados património nacional pela UNESCO em 1989.
Realizado por :
ResponderEliminar- Patrícia Alves
- Sandra Silva
- Tássia Mota
1.A diferença entre um senhorio laico e um senhorio eclesiástico consiste na forma como a imunidade foi conquistada. As honras eram terras imunes que pertenciam a nobres obtidas por presúria – ocupação das terras consideradas vagas pela expulsão dos mouros. Os coutos eram áreas privilegiadas concedidas pelo rei ao clero, através da carta de couto.
2. Sim, por um lado poderia ser considerada um senhorio porque a Real Abadia de Alcobaça foi concedida à ordem eclesiástica através de uma doação régia. Para além disso, a abadia recebia feudos em troca de auxílio prestado ao rei, nomeadamente, para a secagem de pauis. Porém, tinha mais características de ser um concelho, uma vez que gozavam de relativa autonomia, a abadia não era obrigada a recrutar tropas para o rei e possuíam funcionários régios como os abades comendatários.
3. Os abades tinham o direito de tomar decisões judiciais sem a confirmação do rei, cultivar e povoar as suas terras.
4. Nos coutos de Alcobaça eram praticadas diversas actividades económicas: pesca; exportação de vinho, sal, azeitonas e azeite, nozes, frutos secos e madeira; agricultura; extracção de sal e ferro; artesanato e ainda o desenvolvimento da arte do forjar.
5. Desde 1139, na Batalha de Ourique, que D. Afonso Henriques se aclamava rei de Portugal e se recusava prestar vassalagem a D. Afonso VII. Apesar de este o ter reconhecido como rei de Portugal e a independência deste face ao reino de Leão e Castela, faltava o reconhecimento de uma figura extremamente importante e influente naquele período – o Papa. Este era o chefe supremo, que reconhecia a formação de um reino, bem como a sua independência. Dessa forma, é explicada a “generosidade” do rei para com as ordens religiosas, através de doações régias – os coutos - e fundações de mosteiros, uma vez que pretendia o reconhecimento como rei de Portugal e da sua independência.
6. A Real Abadia de Alcobaça ao longo de vários séculos, foi um centro espiritual do país, com grande autonomia, o seu abade foi um dos mais altos conselheiros do rei. O abade de Alcobaça era membro das cortes, o padre era principal do rei, tornando-se numa das pessoas mais importantes do reino e tinha o título de Dom Abade do Real Mosteiro de Alcobaça, do Conselho de Sua Majestade,Esmoler-Mor, Donatário da Coroa,Senhor dos Coutos e Fronteiro-Mor. No seu território a abadia não era obrigada a recrutar tropas para o rei.
1- O que distingue um senhorio Laico de um Eclesiástico é que, o Laico ou Honra, são senhorios destinados aos nobres e os Eclesiásticos ou Coutos são senhorios designados aos membros do Clero.
ResponderEliminar2- Sim, podemos considerar a Abadia de Alcobaça um senhorio pois foi uma doação régia.
3- Os poderes e direitos que os monges de Alcobaça portavam eram a autonomia Judicial e direito de receber rendas (poder económico).
4- As actividades praticadas nos Coutos de Alcobaça eram principalmente a pesca agricultura, mineração, metalurgia, salicultura, silvicultura, cerâmica, fabrico de medicamentos e assistência aos doentes.
5- D. Afonso Henriques era generoso com as ordens religiosas, para obter o reconhecimento papal e sobretudo para a exploração e protecção das terras doadas.
6- A Abadia de Alcobaça tinha uma grande importância cultural, pois, esteve sempre ligada as letras, ao ensino e a cultura, isto é, era um grande pólo literário da época.
Olá Stora, daqui o Francisco do H3, aqui vão as minhas respostas ás perguntas:
ResponderEliminar1- Os senhorios Laicos são provenientes da Nobreza e lhes são concedido os senhorios a partir da carta de Honra, diferente são os senhorios Eclesiásticos que são provenientes do Clero e lhes são concedido os senhorios através da carta de Couto.
2- Podemos considerar a Abadia de Alcobaça um senhorio através da seguinte citação contida no texto: "Estas terras foram doações régias de D. Afonso Henriques ao abade da Ordem de Cister, Bernardo de Claraval (carta de couto do ano de 1153)", ou seja, os senhorios são concedidos através de cartas, neste caso a de Couto.
3- Os poderes dos monges de Alcobaça foram: que podiam pedir novas obras a qualquer momento como por exemplo construíram uma abadia provisória em Santa Maria.
4- Existiam várias actividades nomeadamente: agricultura, pesca, extracção de ferro e sal e a arte de forjar.
5- Explica-se porque as ordens das zonas dessas terras eram perto das fronteiras e as ordens que governavam essas terras ajudavam na defesa.
6- A importância cultural da Abadia de Alcobaça é esta ser ser considerada desde 1989 pela UNESCO, património mundial.
João Antunes nº18/Ricardo Rogagels nº24 10ºH2
ResponderEliminar1- Fundamentalmente, o que distingue um senhorio laico de um senhorio eclesiástico é a sua independência em relação à Igreja, ao contrário do segundo, que representa o Clero.
Outra característica importante é que enquanto o senhorio laico (nobre) consegue o privilégio da imunidade através das honras, no caso do eclesiástico, a imunidade era atribuída através da carta de couto.
2- Podemos considerar a Abadia de Alcobaça um senhorio, no caso, eclesiástico, já que nela existem as suas características principais:
- Poder sobre a terra de que era proprietária e de cuja exploração de rendas e bens cobrava rendas e serviços;
- Poder sobre as pessoas que viviam no seu domínio, a quem cobrava impostos e nelas exercia direitos jurídicos.
3- Os monges da Alcobaça exerciam sobre o seu domínio um duplo poder; o económico e judicial sobre as pessoas.
Destaque ainda para imunidade que a Abadia de Alcobaça gozava, que lhe permitia a isenção política, económica e militar face ao rei e a proibição dos seus funcionários exercerem funções no senhorio.
4- As actividades económicas principais, praticadas nos coutos de Alcobaça, foram o cultivo das terras e o desenvolvimento da agricultura. Aproveitando os dois
portos a que tinham acesso, na Lagoa de Alfeizerão e Pederneira, dedicaram-se
também à pesca, à extracção de sal e à exportação de diversos produtos como o
azeite, azeitonas, frutos secos e madeira. De salientar, a extracção do ferro, que
lhes permitiu desenvolver a arte de forjar e desenvolveram ainda o artesanato.
5- Para além de permitir a ocupação e o povoamento das terras conquistadas aos mouros, a generosidade de D. Afonso Henriques para com as ordens religiosas, explica-se por uma razão fundamental; foi uma forma de compensar o clero e de agradar ao papa. As ordens religiosas deram um grande apoio a D. Afonso Henriques, para que este fosse reconhecido pelo papa como rei de Portugal e por outro lado, representaram uma ajuda fundamental na conquista de territórios, como o Alentejo e o Algarve, através das ordens religiosas-militares.
6- A importância cultural da Abadia de Alcobaça foi enorme. Em 1269 os monges criaram uma das primeiras escolas do ocidente. Este facto foi tão importante que depois da sua transferência para Coimbra, em 1290, originou a fundação da Universidade de Coimbra.
Mas desde que se instalaram em Alcobaça, os monges partilharam com a população conhecimentos sobre o artesanato e criaram várias escolas de agricultura.
De realçar ainda, o papel importante na produção de manuscritos e a criação da biblioteca, em 1755, uma das maiores da Península Ibérica, na época.
Enquanto que um senhorio laico - também designado couto - era um domínio do rei e dos nobres, um eclesiástico (igualmente denominado como honra) pertencia à Igreja.
ResponderEliminarSim, a abadia de Alcobaça é correctamente considerada um senhorio pois foi uma doação régia de D. Afonso Henriques ao abade da Ordem de Cister, Bernardo de Claraval.
Os monges de Alcobaça possuíam o direito de receber rendas – tendo assim, o poder económico – e a total autonomia judicial.
Nos coutos de Alcobaça era regularmente praticada a mineração, a metalurgia, a salicultura, a agricultura, a pesca, a cerâmica, a silvicultura, o fabrico de medicamentos e prestavam assistência aos doentes.
D. Afonso Henriques era generoso para com as ordens religiosas com o intuito de obter reconhecimento e autorização para explorar as terras doadas.
A abadia de Alcobaça possuiu uma enorme importância cultural pois manteve sempre uma ligação ao ensino.
Alina Oxente n.º 1
10.º H3
Tarefa de preparação para a visita de estudo:
ResponderEliminar1- Um senhorio laico significa que o dono das terras pertence á burguesia ou á nobreza. Já um senhorio eclesiástico significa que o dono das terras pertence ao clero.
2- Sim, podemos considerar o mosteiro de Alcobaça como senhorio pois nos seus senhorios agrupava terras aráveis, bosques e davam alojamento a habitantes em troca de impostos e os camponeses trabalhavam nos ofícios e nas terras que tinham alugado aos monges do mosteiro de Alcobaça.
3- Os monges de Alcobaça tinham direito à isenção de pagamento de impostos ao rei. Tinham direito de cobrar os impostos aos trabalhadores. Tinham o poder judicial, pois podiam criar as suas próprias leis e os seus próprios tribunas, tinham os poderes militares e estavam isentos de combater.
4- As actividades económicas praticadas nos coutos de Alcobaça eram as seguintes:
-Cultivo das terras;
-A pesca;
-A extracção de sal e ferro;
-E a exportação de vinho, sal, azeitonas, azeite, nozes, frutos secos e madeira.
O Território cedido aos cistercienses permitiu a cultivação das terras e o desenvolvimento da agricultura. Em relação á pesca e á exportação, o mosteiro possuía dois portos possibilitando então a prática dessas actividades económicas.
5- D. Afonso Henriques doou a Real Abadia de Alcobaça ao abade da ordem Cister, devido á sua promessa de construir um mosteiro em homenagem á Virgem Maria caso conseguisse conquistar aos mouros a fortaleza de Santarém. Como conseguiu conquistar essa fortaleza, ofereceu o território ao abade da ordem de Cister. Mas a ligações com o abade da ordem de Cister, já vinham de trás. Bernardo de Claraval (abade da ordem de Cister) teve um papel importante para o reconhecimento da independência do estado português pelo papa. A isto se deve a generosidade de D. Afonso Henriques para com as suas ordens religiosas.
6- Esta abadia tem uma importância cultural bastante grande, pois a igreja e a parte medieval foram consideradas património mundial pela Unesco em 1989. Esta importância cultural também se deve á história desta abadia, pois este território foi doado por D. Afonso Henriques, o primeiro rei de Portugal. O Mosteiro foi consagrado em 1252 e contém o túmulo de D. Afonso II, o terceiro rei de Portugal.
Tarefa realizada por :
Alexandra Barrela, Nº1
Catarina Araújo, Nº 11
10º H2
Trabalho de grupo composto pelos seguintes elementos: Ana Capote Nº2; André Vieira Nº4; Joana Gil Nº17 da turma 10ºH2
ResponderEliminar1- O que distingue um senhorio laico de um senhorio eclesiástico?
Um senhorio laico e um senhorio eclesiástico têm as suas diferenças e semelhanças.
Um senhorio laico pertence à nobreza. São senhorios vulgarmente conhecidos por honras e expandiram-se sobretudo no Norte Atlântico. As honras eram territórios imunes sob administração directa de nobres que nele exerce, por direito próprio e adquirido os poderes públicos de carácter judicial, fiscal, militar e económico.
Enquanto que um senhorio eclesiástico pertence ao clero. Estes senhorios eram normalmente conhecidos por coutos. Os mesmos gozavam perante o rei, isenção fiscal, judicial e militar. No norte Atlântico, sobressaíam as casas das ordens religiosas dos Beneditos, tal como as Sés do Porto e Braga. Os coutos eram territórios com características semelhantes às honras. Distinguiam-se destas por serem criados através de uma doação régia.
2- Podemos considerar a Abadia de Alcobaça um senhorio? Justifique.
Sim. Pois tal como afirma no texto (linha 2), foi um senhorio eclesiástico. O mesmo foi uma doação régia feita por D.Afonso Henriques. E um senhorio é isso mesmo! Um senhorio, basicamente, consiste num território pertencente a um senhor, em que o mesmo tem direitos senhoriais sobre a terra e os camponeses que residiam e trabalhavam nas terras do senhor. Portanto, podemos considerar a Abadia de Alcobaça um senhorio pois possui todas as características para tal.
3- Que poderes e direitos tinham os monges de Alcobaça nos seus extensos domínios?
O território que tinha sido cedido aos cistercientes (anteriormente pertencente aos mouros) muito provavelmente não tinha sido usado para a agricultura devido às incontáveis guerras que tinham acontecido naquele local. Dado isto, os monges começaram imediatamente a povoar os territórios através de granjas habitadas por colonos obrigados a prestar contas à abadia. O abade de Alcobaça tinha o privilégio de poder tomar decisões judiciais sem a confirmação do rei, pelo que alguns fugitivos e alguns criminosos encontravam aqui protecção. Desta forma, os monges cultivavam e povoavam rapidamente as terras, possuindo um grande poder.
Cara professora não couberam todas as respostas num só comentário por isso aqui estão as que faltavam (grupo: ana capote, andré vieira e joana gil 10ºH2)
ResponderEliminar4- Discrimine as actividades económicas praticadas nos coutos de Alcobaça
As actividades praticadas nos coutos de Alcobaça eram cultivar as terras e desenvolver a agricultura, dedicando-se à pesca, extraindo sal e ferro, desenvolvendo a arte de forjar, promovendo o artesanato e educando os colonos.
Os primeiros monges, monges brancos, tiveram uma acção civilizadora notável: em 1269, criaram uma das primeiras escolas públicas do ocidente, cuja transferência, em 1290, para Coimbra, deu origem à Universidade de Coimbra.
5- Como se explica a generosidade de D.Afonso Henriques para com as ordens religiosas?
Nesta época, o papa, chefe supremo da igreja católica tinha muitos poderes. Todos os reis e imperadores cristãos lhe deviam obediência e fidelidade.
Quando se formava um reino cristão era necessário que o papa reconhecesse a sua independência e confirma-se o título de rei ao próprio monarca. Só assim a independência do novo reino seria respeitada pelos outros reis cristãos.
Recordemos então conhecimentos: Como sabemos D. Afonso Henriques queria esse reconhecimento do Papa. Como tal, ao longo dos tempos, foi tentando demonstrar que era um bom católico. E para tal fez inúmeros serviços à igreja. Como mandar construir e restaurar
sés e igrejas, e deu algumas regalias e propriedades aos mosteiros. Para além disso, em 1142, encomendou Portugal à Santa Sé, considerando-se seu vassalo e prometendo um tributo anual em ouro.
Como vemos D. Afonso Henriques tenta a todo o custo receber o tal reconhecimento. É então em 1179, que através da Bula Manifestis Probatum, o Papa Alexandre III, reconhece finalmente, perante toda a cristandade, Portugal como reino independente.
6- Explique a importância cultural da Abadia de Alcobaça
A Abadia de Alcobaça foi durante muitos anos, um centro espiritual do país, com grande autonomia e o seu abade foi um dos mais altos conselheiros do rei. Quando a abadia foi finalmente terminada em 1252, os monges iniciaram de imediato o seu povoamento através da criação de granjas habitadas por colonos obrigados a prestar contas à abadia. Deste modo, os monges cultivavam e povoavam rapidamente as terras, possuindo grande poder. Porém, O abade de Alcobaça foi muito importante pois tinha o privilégio de poder tomar decisões judiciais sem a confirmação do rei.
1- Um senhorio eclesiástico é aquele que pertence ao clero. Este é doado pelo rei (doações régias) através de uma carta de couto, e assim estes territórios são denominados por coutos.
ResponderEliminarUm senhorio laico é um território pertencente à nobreza, e tal como os coutos, é doado pelo rei como recompensa por serviços prestados ou para conseguir lealdade. Estes territórios eram as honras.
2- Sim, a abadia de Alcobaça pode ser considerada um senhorio. Em 1153, D. Afonso Henriques emitiu a carta de couto, oferecendo ao abade da Ordem de Cister, Bernardo de Claraval, este território onde se situa a Real Abadia de Alcobaça, entre a serra do Candeeiros e o Atlântico.
3- O abade de Alcobaça teve um papel muito influente junto do rei. Tinha o privilégio de poder tomar decisões judiciais sem o consentimento do rei e estava isente do recrutamento de tropas para o rei.
4- Nos coutos de Alcobaça as actividades económicas predominantes eram o cultivo das terras (desenvolvimento da agricultura), pesca, exportação de vinho, sal, azeitonas e azeite, nozes, frutos secos e madeira. Desenvolveram ainda a arte de forjar, o que promoveu o artesanato.
5- A generosidade de D. Afonso Henriques para com as ordens religiosas, distribuindo terras por algumas ordens religiosas, explica-se pelo interesse de povoamento dos territórios recentemente reconquistados, de forma a pacificar os territórios e a converter os novos súbditos.
6- A abadia de Alcobaça, tem um importante papel na cultura, sendo este um monumento importante para a história de Portugal. A igreja e a parte medieval do Mosteiro de Alcobaça, foram em 1989, considerados património mundial pela UNESCO.
André Ferreira, nº5
Catarina Santos, nº12
10ºH2
1 – Ambos os dois tipos de senhorios, o laico e o eclesiástico, são doações feitas pelo rei ao clero e á nobreza, no âmbito de recompensar ambos por serviços prestados, obtenção do favor divino ou até mesmo simplesmente pela necessidade da mesma terra precisar de ser povoada.
ResponderEliminarAs diferenças entre estes dois tipos de senhorios podem ser facilmente citadas: os senhorios da nobreza, denominados por laicos ou honras, têm como expressões do grande poder dos senhores vários edifícios tais como o castelo as torres e os solares. Localizam-se mais a norte do oceano Atlântico. Os senhorios do clero: denominados por eclesiásticos ou coutos, tinham como privilégio a isenção judicial, fiscal e militar. Estes senhorios são predominantes na zona centro e sul de Portugal.
2 – Podemos sim. A abadia de Alcobaça foi uma doação feita por D. Afonso Henriques ao abade de Ordem de Cister, Bernardo de Claraval. Foi assim reconhecido como um senhorio eclesiástico e um dos centros espirituais do país.
3 – Os monges de Alcobaça usufruíam de certos direitos tais como: Tinham grande poder ecónomico, influência e privilégios, dedicavam-se á cultura e ao lazer, estavam isentos do pagamento de impostos e exerciam grandes cargos administrativos.
4 - O Mosteiro, as suas quintas, os seus celeiros e adegas foram então saqueados pelos populares. O Estado tomou posse administrativa dos bens monásticos a 29 de Outubro de 1833, vendendo-os mais tarde em hasta pública.
5 - D. Afonso Henriques prometeu um mosteiro em homenagem à Virgem Maria, com a condição de conquistar Santarém aos Mouros. Em 1147, quando finalmente conquistou a cidade, D. Afonso Henriques cumpriu o prometido, e ofereceu o território de Alcobaça a Bernardo de Claraval, isto mostra a generosidade e a crença de D. Afonso Henriques.
6 - Dedicada a Santa Maria, é o primeiro edifício plenamente gótico em Portugal que vem a sofrer alterações mais tarde no período barroco. É importante no sentido de ser a maior e primeira grande obra do gótico primitivo português, depois substancialmente alargada e enriquecida com as sucessivas doações reais.
Beatriz Stein e Rita Isabel Valentim Francisco 10º H2
O Ricardo Amorim enviou a resposta para o mail. Aqui está ela:
ResponderEliminar1- O que distingue 1 senhorio laico de 1 eclesiástico é que no caso deste último é dirigido, ou está sobre as ordens, orientação eclesiástica de um abade que dispõe de uma grande autonomia para orientar esse território espiritual.
2- Sim podemos porque a Abadia de Alcobaça compreende 1 território de quase 500km2 que foi oferecido/doado por D. Afonso Henriques ao Abade Bernardo de Claraval
3- Poderes: O Abade de Alcobaça podia tomar decisões judiciais sem a confirmação do rei.
-O povoamento do território do Mosteiro estava a cargo dos monges que criaram granjas habitadas por colonos que despendiam da Abadia
- O abade de Alcobaça era membro das cortes, era o padre principal do rei
4- Os monges dedicavam se à prática da pesca, à exportação de vinho e sal.
Exportaram também azeitonas, azeite, nozes, frutos secos e madeira.
Auxiliaram também na secagem de pauis. Cultivaram as terras, desenvolveram a agricultura, extracção de ferro e sal e desenvolveram a arte de forjar e o artesanato.
5- D. Afonso Henriques pretendia suspender os laços de vassalagem com Castela e tornar se independente perante a Santa Sé.
6- Em 1755 o Mosteiro possuía uma das maiores bibliotecas da Península Ibérica e inúmeros monges cronistas e historiadores.
Respostas do Leandro, que também foram para o mail:
ResponderEliminar1-Um senhorio laico é dominado pela nobreza e um senhorio eclesiástico é dominado pelo clero.
2-Sim, podemos considerar a Abadia de Alcobaça um senhorio pois o rei doou uma carta de couto ao abade da ordem de Cister.
3-Os monges de Alcobaça tinham o poder económico.
4-As actividades económicas praticadas em Alcobaça são: a agricultura, a pesca, salinicultura, silvicultura, mineração, metalurgia, cerâmica, fabrico de medicamentos, assistência aos doentes
5-D. Afonso Henriques quer ficar bem visto perante o clero para ter o reconhecimento do papa. Quer também que o clero o ajude no povoamento, defesa do território e exploração económica.
6-A Abadia de Alcobaça está ligada ás letras, ao ensino e cultura por isso podemos afirmar que é um pólo cultural.
Boa-noite Professora,
ResponderEliminarTentámos fazer um comentário no blog mas não conseguimos, pensamos que seja devido ao tamanho, mas deixamos aqui em anexo.
Muito obrigada e continuação de uma boa noite.
Trabalho realizado por:
Ana Raquel Rodrigues
Catarina Pereira
Patrícia Simões
10º ano - Turma H2
1- Num senhorio laico, as terras são conhecidas por honras. Estas são territórios imunes sob a administração directa de qualquer nobre que nele exerce, por direito próprio e adquirindo os poderes públicos de carácter judicial, fiscal, económico e militar.
Num senhorio eclesiástico, as terras são conhecidas por coutos. Estes são territórios imunes com características semelhantes às honras. Distinguiam-se destas por serem criados através de uma doação régia. O senhor é um elemento do clero.
2- Sim, podemos considerar a Abadia de Alcobaça um senhorio, visto que foi uma doação feita por D. Afonso Henriques ao abade da Ordem de Cister. É uma área mais ou menos extensa e nem sempre contínua, cujo detentor – o senhor – exercia poderes sobre a terra e sobre os homens que nela residiam. Os senhorios do clero eram normalmente conhecidos por coutos. Estes senhorios gozavam, perante o rei, de isenção (não precisavam de prestar contas ao rei) a nível fiscal, judicial e comunitária.
3- Como sabemos, o poder senhorial é baseado na posse da terra, terra esta que é a principal fonte de rendimento.
Para além disto, o senhorio é, ainda, imune no que toca aos poderes judicias, militares e direitos ficais.
Relativamente ao poder judicial, este estava isento de impostos, era proibida a entrada, no senhorio de funcionários régios ou de outros senhores, era feita a cobrança de impostos de natureza militar ou económica e de multas e por fim tinham ainda a hipótese de criarem os seus próprios tribunais.
Quanto ao poder militar podiam criar os seus próprios exércitos compostos pela população armada que habitava o senhorio. Defendiam o território e auxiliavam o rei nas reconquistas, garantindo assim a segurança e a manutenção dos territórios conquistados.
Por fim, em relação aos direitos fiscais sofriam isenção de pagamento de impostos e podiam ainda cobrar impostos senhoriais. Em virtude do poder senhorial exercido sobre os dependentes que pagavam numerosos impostos em géneros, dinheiros ou serviços. Essas prestações dependiam de dois direitos, de natureza diferente: O que derivava do poder que o senhor exercia sobre os homens e o que provinha do poder sobre a terra. O monopólio de meios e instrumentos de produção, levava á cobrança de outro tipo de impostos - banalidades.
Aqui está a segunda parte da resposta da Ana Raquel, da Catarina Pereira e da Patrícia Simões.
ResponderEliminar4- Os monges rapidamente iniciaram o povoamento do território, que anteriormente pertencia aos mouros, através da criação de quintas habitadas por colonos obrigados a prestar contas à abadia. Desta forma, os monges podiam cultivar e povoar rapidamente a terras, possuindo um grande poder.
As actividades económicas que eram praticadas nos coutos de Alcobaça eram as seguintes:
• Pesca;
• Exportação de vinho e sal;
• Mais tarde, exportação de azeitonas e azeite, nozes, frutos secos e madeira;
• Agricultura;
• Extracção de sal e ferro;
• Artesanato;
• Educação dos colonos.
5- No decorrer de vários séculos, a abadia foi um centro espiritual do país, com bastante autonomia, sendo o seu abade um dos mais destacados conselheiros do rei.
D. Afonso Henriques, durante a Reconquista Cristã, prometeu construir um mosteiro em homenagem à Virgem Maria, se conseguisse conquistar a fortaleza de Santarém, aos mouros. Quando, em 1147, finalmente se deu a vitória, D. Afonso Henriques não faltou ao prometido, oferecendo assim o território de Alcobaça a Bernardo de Claraval. Trinta e um anos mais tarde, os cistercienses iniciaram a construção do Mosteiro, tornando-se este, um dos mais ricos e poderosos da Ordem de Cister.
6- Todo o sucesso económico do Mosteiro de Alcobaça trouxe consigo um crescimento notável da população, pois era uma área bastante atractiva.
Os primeiros monges assumiram um papel preponderante na educação dos colonos e o resultado disso foi a criação, em 1269, de uma das primeiras escolas públicas do ocidente, cuja transferência, em 1290, para Coimbra, deu origem à, tão conhecida, Universidade de Coimbra.
Este foi, é e será sempre um marco importante no desenvolvimento cultural de qualquer país, sendo que, no nosso caso, deveremos perpetuar este feito e ter nele o maior orgulho como um dos marcos mais importantes da cultura nacional senão, mesmo, da cultura mundial.
Bom dia professora,
ResponderEliminarem anexo envio um documento com as respostas. Peço desculpa por não ter cumprido o prazo (dia 22 à meia-noite) mas a minha internet estava com problemas de ligação e não consegui aceder ao hotmail...
Um excelente dia para si,
Carolina Figueiredo
1 - O que distingue um senhorio laico de um senhorio eclesiástico?
Os senhorios laicos (também denominados de Honras) eram domínios da nobreza, doados pelos reis como recompensa de fidelidade e auxílio militar. Em Portugal localizavam-se, de um modo geral, a norte de Coimbra.
Os senhorios eclesiásticos (ou Coutos) eram domínios do clero. Em Portugal situavam-se maioritariamente a sul de Coimbra.
2 - Podemos considerar a Abadia de Alcobaça um senhorio? Justifique.
Sim, podemos, pois a Abadia de Alcobaça foi uma doação do rei (D. Afonso Henriques) a um membro do clero (Bernardo de Claraval, um abade da Ordem de Cister). Deste modo, a Abadia de Alcobaça era um senhorio eclesiástico.
3 - Que poderes e direitos tinham os monges de Alcobaça nos seus extensos domínios?
O abade de Alcobaça tinha o privilégio de poder tomar decisões judiciais sem a confirmação do rei. Assim, os monges cultivavam e povoavam a terra livremente.
4 - Discrimine as actividades económicas praticadas nos coutos de Alcobaça.
Em XIII, os monges praticavam a pesca e a exportação de vinho e de sal. Um pouco mais tarde, exportavam azeitonas, azeite, nozes, frutos secos e madeira. A prosperidade económica dos coutos de Alcobaça acentuava-se quando os reis lhes pediam o seu auxílio para a secagem de pauis noutras zonas do território português, sendo os monges recompensados com feudos.
5 - Como se explica a generosidade de D. Afonso Henriques para com as ordens religiosas?
Uma das muitas marcas do primeiro rei de Portugal foi a sua tolerância em relação a outras ordens religiosas. De facto, os judeus eram nomeados comummente para a área financeira, não só devido à sua habilidade para tal, mas visando igualmente um bom entendimento entre as comunidades judaica e cristã.
6 - Explique a importância cultural da Abadia de Alcobaça.
A Abadia de Alcobaça assume uma importância cultural reforçada em relação a outros mosteiros pois foi a primeira obra inteiramente gótica de Portugal e o segundo panteão da monarquia nacional.
Boa tarde professora. Ontem à noite não lhe enviei as questões de preparação para a visita de estudo porque a minha internet não estava a funcionar correctamente.
ResponderEliminarMas junto a este mail, mando o meu trabalho realizado na aula do dia 21 de Fevereiro.
1- O que destingue um senhorio laico de um senhorio eclesiástico?
O que destingue um senhorio laico de um senhorio eclesiástico é que, um senhorio laico contém membros da nobreza e um senhorio eclesiástico contém membros do clero.
2- Podemos considerar a Abadia de Alcobaça um senhorio?
Sim, a Abadia de Alcobaça é um senhorio (eclesiástico).
3- Que poderes e direiros tinham os monges de Alcobaça nos seus extensos domínios?
Poderes- Tomavam decisões judiciais sem a autorização do rei.
Direitos- Recebiam as rendas das granjas.
4- Discrimine as actividades económicas praticadas nos Coutos de Alcobaça.
As actividades económicas praticadas nos Coutos de Alcobaça são:
a agricultura; a pesca; a salinicultura; a silvicultura; a mineração; a metalurgia; a cêramica; o fabrico de medicamentos e assistência a doentes.
5- Como se explica a generosidade de D. Afonso Henriques para com as ordens religiosas?
D. Afonso Henriques queria o reconhecimento papal e queria explorar e protecção do território.
6- Explique a importância cultural da Abadia de Alcobaça.
Foram responsáveis por uma das primeiras escolas públicas da Europa; construiam bibliotecas nos mosteiros (ex: biblioteca de Alcobaça).
Alcobaça esteve sempre ligada à cultura, às letras e ao ensino.
Ora vamos lá corrigir as respostas a este exercício.
ResponderEliminar1. O que distingue um senhorio laico de um senhorio eclesiástico?
Muitas questões estão correctas, mas indico a que considero a melhor resposta: é a do grupo da Patrícia Alves, da Sandra e da Tássia.
2. Podemos considerar a Abadia de Alcobaça um senhorio? Justifique.
Neste caso considero as melhores respostas as da Catarina Santos (H2), do Leandro e a do Francisco (H3), ainda que a deste último um bocadinho mais atabalhoada.
3. Que poderes e direitos tinham os monges de Alcobaça nos seus extensos domínios?
A melhor resposta é a da Alina, clara e concisa.
4. Discrimine as actividades económicas praticadas nos coutos de Alcobaça.
Várias respostas estão correctas, mas distingo a da Ana Rita (H3), no post anterior.
5. Como se explica a generosidade de D. Afonso Henriques para com as ordens religiosas?
Destaco as respostas da Catarina Santos (H2), do Leandro e da Shay (H3).
6. Explique a importância cultural da abadia de Alcobaça.
De destacar, principalmente, a resposta do grupo constituído pelo João Antunes e Ricardo Rogagels, mas também a do Ricardo Amorim (H2), do Leandro, da Ana Rita e da Shay (H3).
Olá stôra
ResponderEliminaracho que as minhas respostas não ficarm no blog:
1-Os senhorios laicos pertenciam à nobreza e eram atribuídos pelo rei por recompensas. Um senhorio Eclesiástico pertencia ao clero e era atribuído por cartas de Couto.
2- Sim, a Abadia de Alcobaça é um senhorio pois foi atribuído ao abade Bernardo de Claraval pelo rei d. Afonso Henriques após a conquista de Santarém.
3- Os monges de Alcobaça tinham o poder de tomar decisões judiciais (autonomia judicial)e o Direito de receber as rendas das granjas.
4-As actividades praticadas nos Coutos de Alcobaça eram: a agricultura, pesca, salicultura, aproveitamento da madeira ( silvicultura), mineração, metalúrgica e cerâmica.
5- Por um lado ele queria ficar bem visto pelo clero e assim ser reconhecido pelo Papa e o outro motivo é ajudar o povoamento e defesa do território e a sua exploração económica.
6- Em meados do século XVIII tinha uma das maiores bilbiotecas da Europa. Estava portanto ligada as letras, cultura e ensino (Polo intelectual
Raquel nº22 10ºH3