sábado, 21 de janeiro de 2012

FICHA DE DESENVOLVIMENTO DE COMPETÊNCIAS - ANÁLISE DE DOCUMENTOS

Tal como acordado na aula, os grupos de trabalho (e alguns alunos individualmente) enviaram as respostas de acordo com a distribuição realizada. Aqui ficam elas e a respectiva correcção.

36 comentários:

  1. Ficha de competências – pagina 64 – 69
    Trabalho realizado por Andreia Santos e Ana Luísa Oliveira.

    1-
    Documentos:
    A- outros
    B- outros
    C- outros
    D- outros
    E- históricos
    F- outros
    G- outros
    H- historiográfico
    I- histórico
    J – Histórico
    L- outros
    M- histórico


    12- O que aproxima Charlotte Corday de Olympe de Gouges e de Maria Antonieta? O que as separa?

    - O que aproxima Charlotte Corday de Olympe de Gouges e de Maria Antonieta, é de todas pertencerem aos girondinos, acabando por morrer da mesma forma, guilhotinadas.
    O que as separa é as diferencia nas classes a que pertencem, Maria Antonieta pertence a realeza e as outras duas senhoras pertencem a burguesia.

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    1. A resposta à questão 1 está correcta, mas podiam ter explicitado que os documentos que não são nem históricos nem historiográficos são iconográficos.

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    2. Quanto à questão 12:
      O que as separa são o seu estatuto social (burguesia e nobreza) e as razões pelas quais foram condenadas à morte na guilhotina, que dependeram da ideologia de cada uma.

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  2. 5- A situação descrita no documento B irá mudar no período da constituição. Esta situação pode ser comprovada no documento C.

    14- Os documentos menos relevantes para a redação do texto sintese são os documentos G,L,J,M, pois não abranjem o tema das mulheres e a condição feminina na França.

    Joana Ramos, nº11, 11ºH3
    Leandro Fernandes, nº12, 11 H3

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    1. Questão 5

      A situação presente no doc. B muda quando o 3ºEstado nos Estados Gerais decide proclamar-se em Assembleia Nacional pois eram os representantes de 98% da população. O objectivo seguinte era alterar a situação privilegiada do clero e da nobreza, abolindo os direitos feudais e a sobrecarga do 3º Estado com impostos. O documento que mostra esta mudança é o doc. D mostrando a camponesa a ser transportada pela senhora da nobreza e do clero, precisamente a situação inversa do doc. B. Ou seja, agora já não é o povo que suporta o clero e a nobreza e as obrigações são iguais.

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    2. Seria bom que fundamentassem melhor o desinteresse dos documentos G, L, J e M.

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  3. 8.

    Em Setembro de 1791, Olympe de Gouge – originalmente chamando-se Marie Gouze – redigiu A Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã. Esta obra pretendia alertar os homens para a liberdade e igualdade do sexo feminino, procurando que este contribuísse de forma igual nas despesas da administração. Simultaneamente, demandava que as mulheres seguissem o pensamento de Olympe pois eram raras as situações em que uma mulher aplaudia o trabalho de outra. Considera-se, assim, que Olympe de Gouge era uma feminista, título que a condenou e levou a ser guilhotinada.

    Realizado por:
    Alina Oxente (nº1)
    Sara Augusto (nº16)

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    1. Olympe de Gouges redigiu uma Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã em Setembro de 1791. Nesse mesmo ano o absolutismo deixou de existir sendo substituído pela Monarquia Constitucional e consequente divisão dos poderes, institucionalizando-se a igualdade perante a lei.
      Olympe reivindicava a igualdade de direitos entre as mulheres e os homens, principalmente os direitos políticos. Pode assim ser considerada uma feminista, porque lutou com tudo o que tinha para tentar fazer com que existisse igualdade entre as mulheres e os homens, tentando acabar com a discriminação do sexo feminino por parte dos homens.

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  4. 11- O Rei Luís XVI e a família real pedem o apoio da Assembleia Nacional Legislativa pois uma multidão cercara o palácio das Tulherias. Como podemos observar na gravura, essa multidão está bastante revoltada com o absolutismo do rei, e decide apelar pela liberdade.

    Joana Filipe nº16 , Ricardo Reis 11ºH1

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    1. O documento G ilustra o acolhimento da família real à protecção da Assembleia em 10 de Agosto de 1792. De facto, uma Comuna insurreccional com a ajuda de soldados federados tinham assaltado o Palácio Real e o rei, receoso pela sua vida, procurou a protecção da Assembleia Legislativa que acabou por suspender a Monarquia Constitucional (e consequentemente o rei) em resposta às pressões dos revolucionários, que invadiram a Sala da Assembleia com cartazes e palavras de ordem apelando à defesa da Pátria (referência explícita à guerra movida pelos Estados vizinhos), à Igualdade e à Liberdade.

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  5. 12. O que os aproxima (Charlotte Corday de olympe de gouges e de Maria Antonieta) é serem mulheres e quererem direitos, o que os afasta é serem de grupos diferentes.

    Márcia e Paula

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    1. O que as separa são o seu estatuto social (burguesia e nobreza) e as razões pelas quais foram condenadas à morte, que dependeram da ideologia de cada uma.

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  6. Ana Catarina Lourenço
    Filipa Rodrigues
    Tiago Rebelo

    3) A condição que o quadro de Maria Antonieta representa é a condição de Mãe
    14) A, pois fala da condição natural da mulher mãe. B e D pois ambos os documentos dizem-nos como era antes da revolução mas não explicitamente.

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    1. Questão 3 correcta. A condição feminina apresentada é a condição de mãe.

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    2. Relativamente à questão 14, os documentos que referem são importantes para percebermos o papel da mulher na sociedade da época. No entanto, aceito a vossa argumentação quando dizem que não o fazem de forma explícita.

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  7. Ana Cleusa e Ana Isabel


    Questão 4.

    A imagem do documento B, inseria-se no século XVIII (mais propriamente na segunda quinzena de Julho e ínicios de Agosto de 1789 e está relacionada com o que aconteceu nessa época, a revolução camponesa. Os camponeses, pressionados pela fome (agravada devido às más colheitas), lutaram pela abolição dos direitos feudais (que obrigavam os camponeses a prestar vassalagem ao seu senhor) e pela emancipação completa da terra.
    Esta imagem mostra-nos a opressão do clero e da nobreza sobre os camponeses, em que tinham de dar o pouco que tinham mesmo que o que sobrasse não fosse o suficiente para se sustentarem a eles e as suas famílias.
    Com a revolução dos camponeses contra esta desigualdade, mataram senhores, atacaram castelos e queimaram arquivos senhoriais onde constavam os registos feudais.
    Concluindo, esta imagem nostra a desigualdade que existia nesta época, em que os senhores cobravam aos camponeses não lhes permitindo ter direitos iguais a eles e em que eram eles que trabalhavam e suportavam as dificuldades que tinham de modo a poderem pagar a dízima.

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    1. Clarificando melhor o que queriam responder:

      A imagem B "A corveia da camponesa", retrata a situação que se vivia no periodo pré-revolucionário até 1789. O terceiro estado, de que faziam parte os camponeses, representava uma grande percentagem da população. Era o estado mais prejudicado na sociedade do Antigo Regime, sem privilégios, ao contrário do que acontecia com o clero e a nobreza.
      A imagem ilustra a pobreza/decadência da vida dos camponeses.
      O peso nas costas da camponesa simboliza as pesadas cargas tributárias como a corveia (obrigação de realizar trabalho gratuito nas terras dos grandes senhores)que tinham de pagar em troca de uma terra de onde pudessem retirar o seu sustento e das suas famílias.

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  8. 6. As formas de participação das mulheres na França revolucionária foram : A marcha das mulheres parienses a versalhes ( documento C ); Declaração - Lei com as reivindicações de Olympe de Gouges ( documento E ); A invasão ( documento G ); a petição feminina ( documento I ) e os homicídios ( documento L).

    Bruno Felgueiras nº9 e Catarina Carvalho nº12 11ºH1

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    1. Em conclusão podemos dizer que as mulheres participaram de forma activa na França revolucionária - nos levantamentos populares e manifestações; reivindicando direitos políticos ou sociais e profissionais através de manifestos escritos e petições; participando em conjuras para eliminar os adversários políticos.

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  9. 8. Porque redigiu Olympe de Gouges uma Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã em Setembro de 1791 (doc. E)? Que reivindicava ela? Pode Olympe ser considerada uma feminista? Justifique.

    - Olympe de Gouges redigiu a declaração dos direitos da mulher e da cidadã porque queria que as mulheres tivessem os mesmos direitos que os homens, ou seja, lutavam para que os direitos fossem de igualdade para todos. Olympe reivindicava os direitos e deveres das mulheres, pois as mulheres também eram cidadãs, logo também têm os seus direitos e deveres tal como todos os outros e sem haver distinções. Pelo que está referido no documento E, podemos considerar certamente que Olympe era uma feminista, pois ela lutava pela igualdade dos direitos defendendo principalmente o lado das mulheres, pois as mulheres eram tratadas de maneira inferior aos homens.

    11ºH1
    Carolina Henriques Nº11
    Francisco Branco Nº14

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    1. De forma geral pode-se considerar correcta a vossa resposta, ainda que existam algumas imprecisões ao nível do discurso escrito.

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  10. Questão 7:
    As mulheres que participavam nestes movimentos feministas pertenciam essencialmente à Nobreza e à Burguesia.

    Bruno Pedro
    Pedro Covas

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    1. Os estratos sociais a que as mulheres dos documentos pertencem são a Burguesia e as camadas populares.

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  11. Rita, Hélio e Tiago Cabral

    Questão 9


    9. As reivindicações de Olympe de Gouges (Doc. E) são bastante claras, esta acha que todas as mulheres e todos os homens são iguais, e que por isso, devem ser tratados de igual maneira. Assim, esta diz que a mulher e o homem nascem iguais em questão de direitos; que todos os cidadãos e cidadãs têm o dever e direito de participar na formação das leis; e que se a mulher ajuda em todas as tarefas dolorosas também tem o direito de participar na distribuição de lucros. Esta afirma ainda que as mulheres são superiores aos homens nalguns casos, como na sua beleza e nos sofrimentos maternais.
    Após lermos o Doc. J, do deputado Guyomar, e o Doc. M, do representante Amar, percebemos que existiam dois pontos de vista diferentes, além de os dois considerarem que a mulher deveria ter direitos (ou apenas alguns). Por exemplo, o deputado Guyomar concorda plenamente com Olympe de Gouges, concordando com a total liberdade da mulher, e defendendo-a com frases idênticas a estas: “(…) tratemos as mulheres como iguais, e avancemos na carreira politica.” E “Defensores da liberdade, proclamemos a das mulheres, restituídas á dignidade humana, e franqueemos-lhes perante o espanto da Europa, as portas das assembleias primárias.” Enquanto que o representante Amar concorda com os direitos da mulher, mas acha que esta não pode participar na politica, pois o lugar da mulher é em casa a transmitir paz ao seu lar, e defende a sua ideia com alguns argumentos, tais como: “(…) as mulheres são pouco capazes de elevadas concepções e de meditações sérias.” E “(…) uma mulher não deve sair do âmbito da família para se imiscuir nos assuntos do governo.”

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    1. Concluindo, Olympe e Guyomar defendem os direitos da mulher dizendo que esta é igual ao homem, que todos nascem livres, que as mulheres pagam os mesmos impostos que o sexo masculino e que, por isso, devem ter os mesmos direitos. Por outro lado, o representante Amar não defende a mesma ideia que o deputado Guyomar e Olympe, diz que as mulheres podem falar com os seus esposos comunicando-lhes as suas reflexões, para que este, se achar oportuno, leve essas ideias para a sociedade, de modo a que as mulheres não se "intrometam" nos assuntos políticos, visto que não é essa a sua função.

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  12. Resolução da questão nº2 do manual
    Documento A – 1ª Etapa
    Documento B – 1ª Etapa
    Documento C – 1ª Etapa
    Documento D – 1ª Etapa
    Documento E – 2ª Etapa
    Documento F – 3ª Etapa
    Documento G – 3ª Etapa
    Documento H – 3ª Etapa
    Documento I – 3ª Etapa
    Documento J – 3ª Etapa
    Documento L – 3ª Etapa
    Documento M – 2ª Etapa

    Ana Catarina Faria, Beatriz e Ricardo Fonseca

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    1. Era importante clarificar quais são as etapas da Revolução e, dessa forma, a vossa resposta deveria ser apresentada deste modo:
      O doc. A insere-se no contexto do período do Antigo Regime;
      O doc. B insere-se no contexto revolucionário vivido em França em 1789 durante a Assembleia Nacional, o mesmo se passando com o doc. C;
      O doc. D surge no âmbito da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão e consequente abolição dos direitos feudais;
      O doc. E surge no contexto da Constituição de 1791 e da constatação de que as mulheres continuam sem quaisquer direitos políticos;
      O doc. G surge no contexto da guerra (1792)em que uma Comuna insurreccional se instalou na Câmara e com a ajuda de soldados federados assaltaram o palácio real, tendo o rei procurado a protecção da Assembleia Legislativa que o acabou por suspender em resposta às pressões que sofria por parte dos revolucionários;
      O doc. H já se insere no âmbito das mudanças levadas a cabo pela Convenção republicana: o casamento civil e a lei do divórcio;
      Os documentos I, J, L e M inserem-se no período conturbado da Convenção em que se fazem sentir os efeitos da política de Robespierre e as camadas populares reivindicam mais direitos para quem não os tem, referindo-se o penúltimo à morte de Marat assassinado pela sua namorada girondina (de origem burguesa) Charlotte Corday, e o último à resistência em atribuir às mulheres quaisquer direitos políticos.

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  13. Questão 5

    A situação muda na primeira etapa (1789-1791) quando criada a Assembleia Nacional Constituinte. Sendo que o documento C que revela essa mudança, pois é este que demonstra a revolução do povo.

    Ana Filipa Martins Freire Nº5 e Nair Alexandra Reis Araujo Nº19

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    1. A situação presente no doc. B muda quando o 3ºEstado nos Estados Gerais decide proclamar-se em Assembleia Nacional pois eram os representantes de 98% da população. O objectivo seguinte era alterar a situação privilegiada do clero e da nobreza, abolindo os direitos feudais e a sobrecarga do 3º Estado com impostos. O documento que mostra esta mudança é o doc. D mostrando a camponesa a ser transportada pela senhora da nobreza e do clero, precisamente a situação inversa do doc. B. Ou seja, agora já não é o povo que suporta o clero e a nobreza e as obrigações são iguais.

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  14. Adriana

    Questão 1

    A)Outros;
    B)Outros;
    C)Outros;
    D)Outros;
    E)Doc. Escrito Historiográfico;
    F)Outros;
    G)Outros;
    H)Doc. Escrito Historiográfico;
    I)Doc. Escrito Historiográfico;
    J)Doc. Escrito Historiográfico;
    L)Outros;
    M)Doc. Escrito Historiográfico;

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    1. Confusão entre documento histórico e documento historiográfico. De facto, historiográfico é apenas o documento H. Os documentos E, I, J e M são históricos.

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  15. 7- Como é possível visualizar nos documentos C, E, G, I, e L, as mulheres apresentadas pertencem ao 3º estado. Podemos comprovar com o doc. C onde as mulheres participavam das marchas, devido a falta de cereais para a alimentação, no doc. E, onde o documento apesentado foi escrito por Olympe de Gouges, mulher girondina.

    Shayenny e Carla

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  16. Até ao momento nenhum dos grupos incumbidos da realização da questão 13 a apresentou, por isso aqui fica a reflexão sobre a questão levantada.
    A situação expressa no documento H teve impacto na condição feminina, mas apenas na medida em que o divórcio era possível.
    Mas será que a mulher podia tomar a iniciativa de pedir o divórcio ou continuaria sujeita ao que o elemento masculino decidia? Será que realmente podia dizer o que pensava sobre o casamento e sobre os seus sentimentos, ou seja, já havia liberdade de expressão por parte da mulher?
    Com o divórcio na Revolução, a mulher adquiriu um papel activo, importante e indispensável na sociedade? Conseguiu mesmo mudar a mente dos homens em relação aos deveres e obrigações que tinham?

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  17. Questão 4

    O documento B pertence à primeira etapa da revolução, por isso é possível verificar as “injustiças” patentes na sociedade da época. A imagem da camponesa a carregar membros da nobreza e do clero funciona como metáfora. O povo era sempre o que mais trabalhava e aquele que pagava impostos ao contrário da nobreza e do clero que estavam isentos destes pagamentos, tornando assim uma sociedade injusta.
    Raquel

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    1. Apesar de atrasada, a resposta da Raquel está correcta. Gostei particularmente da identificação da metáfora!

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