A necessidade de resolver os problemas económicos e sociais internos evitando o desequilíbrio da balança comercial e os efeitos da redução do comércio internacional nos anos vinte e trinta levou vários países da Europa a desenvolver políticas de exploração de recursos coloniais e de expansão imperialista no sentido da autosuficiência. Foi o caso da Itália e da Alemanha mas também de Portugal.
Em todos os países se desenvolveram políticas intervencionistas e nacionalistas de redução das importações e de promoção do consumo e da expansão da produção interna.
Na Itália desenvolveram-se políticas dirigistas e centralizadoras de promoção da agricultura, de reequilíbrio da moeda e de elevada taxação aduaneira com o objectivo de reduzir as importações e promover o desenvolvimento da industria. Promoveu-se ainda a expansão territorial em direcção a territórios ricos em matérias primas como a Etiópia e a Líbia. Objectivo: petróleo, cobre, fosfatos. Promoveu-se ainda:
- organização da economia seguindo os principios do corporativismo
- campanhas de mobilização da população para grandes projectos: batalha da lira, campanha do trigo, recuperação de terras abandonadas.
- Institutos dedicados à recuperação das actividades económicas: Instituto para a Reconstrução Industrial e Instituto Imobiliário.
Na Alemanha a necessidade de recuperar a economia reduzindo o desemprego levou a uma política de grandes obras públicas e de défice elevado que financiava o reequipamento do exército, marinha e aviação com objectivos de conquista territorial (espaço vital) em busca de matérias primas mais baratas para a indústria. Promoveu-se ainda:
- fixação de preços
- desenvolvimento da agricultura e criação
- desenvolvimento das indústrias química, metalúrgica, eléctrica e de sectores como os transportes terrestres, navais e aviação.
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