Regimes
nazi-fascistas
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Rejeitam
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Defendem
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O individualismo,
o respeito pelos direitos do homem e pela dignidade humana; os direitos do
individuo têm de estar submetidos aos interesses do Estado (que comanda os
pensamentos e os comportamentos). Os indivíduos não existem por si só, só
existem enquanto enquadrados no Estado;
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O princípio liberal da igualdade dos homens no nascimento. Defendem que determinadas
raças nascem para comandar e outras para obedecer e é dever das raças superiores
imporem-se às inferiores;
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O princípio liberal da liberdade, porque liberdade é tolerância que degenera em
permissividade de que resulta divisão e enfraquecimento do grupo;
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A democracia,
considerado um regime de fraqueza, incapaz de salvaguardar o interesse
nacional. A escolha dos governantes pelo povo é inútil e demagógica;
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O pluripartidarismo
que apenas gera divisões e discussões inúteis que põem em causa a coesão e a
força da Nação;
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O sistema
parlamentar, manifestação de fraqueza do poder, alheio aos interesses da
Nação;
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A razão
no comando dos comportamentos do homem. Mais do que as qualidades
intelectuais pretendem desenvolver as suas qualidades animais;
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O socialismo
e o comunismo, porque assentam na
luta de classes que leva a divisões e enfraquecimento do corpo social;
propõem formas de poder em que a maioria de inferiores nascidos para obedecer
se sobrepõem às elites nascidas para governar; com a sua política de
internacionalização contrariam a coesão e a afirmação nacional;
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O liberalismo
económico por privilegiar os interesses individuais contra os interesses
do Estado.
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O ultranacionalismo,
ao considerarem a nação como um valor sagrado, um bem supremo. Por esta razão
repudiam a época liberal e procuram os seus modelos no passado mais glorioso
das nações, nos tempos áureos de afirmação das nacionalidades, tentando
encontrar as origens míticas das raças;
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O imperialismo,
ao defenderem que o nacionalismo deve ser altivo e ambicioso. Deve impelir a
Nação superior para fora das suas fronteiras (pela via diplomática ou pela
conquista militar). As nações superiores devem subordinar as nações
inferiores;
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O militarismo,
ao defenderem o culto da violência e da força, traduzido no exercício físico
e no treino militar, nas paradas e desfiles e na intimidação dos opositores.
Ridicularizam as políticas pacifistas e exaltam o conflito e a guerra;
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O autoritarismo
do Estado como condição fundamental para a prosperidade da Nação. Contra os
particularismos locais afirmam a centralização do poder; o interesse coletivo
sobre os interesses individuais, dos grupos profissionais ou das classes
sociais. Propõem regimes de ditadura, estados policiais em que a justiça é
colocada às suas ordens para “limpar” as impurezas nacionais;
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O culto
do chefe, providencial, guia e salvador da Nação, que se impõe pela sua
forte personalidade e que incarna o Estado. Traduz-se pela difusão ilimitada
da sua imagem em todos os sítios que a isso se proporcionem, sendo ouvido e aclamado
freneticamente e com a saudação “imperial”;
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O partido
único na intermediação das relações entre o chefe e o povo, onde se forma
a classe dirigente;
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O socialismo
nacional, na forma corporativista,
considerado a melhor arma para
combater o internacionalismo comunista e a luta de classes. Patrões e operários
cooperam para o mesmo objetivo, a grandeza nacional, em vez de lutarem por
interesses individuais;
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O ideal de autarcia, ao defenderem que o Estado deve ser autossuficiente, quer em produtos agrícolas quer
em produtos industriais. É com o desenvolvimento da produção nacional que o
Estado se pode tornar forte e independente, além de proporcionar emprego aos
cidadãos;
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A formação e desenvolvimento de um homem novo, viril, apto para o
comando, duro para si próprio e para os seus subordinados. As suas grandes
características deveriam ser a coragem, o espírito de disciplina, o rigor no
cumprimento do dever nacional. Desprovido de qualquer espírito crítico, deve
ser formado para acreditar, obedecer e
combater. (O homem ideal é o autómato, desprovido de sensibilidade e de
qualquer sentido humanitário, capaz de executar, sem discussão, todas as
ordens que recebe. Nesta sociedade a mulher é desprezada e considerada cidadã
de segunda, limitada à cozinha, à educação dos filhos e aos assuntos
religiosos.
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