Milhões de cristãos em todo o mundo assinalam a Sexta-Feira Santa, a paixão e morte de Jesus, dia que a Igreja Católica instituiu de jejum, silêncio e oração.
É um dia de mais recolhimento, de algum jejum, de contenção. É um dia de luto e de alguma tristeza, mas para os cristãos é também um dia de muita esperança, porque quem tem fé sabe que depois da morte a vida continua.
A Sexta-Feira Santa, único dia no calendário católico em que não se celebra a eucaristia, tem três grandes momentos: as leituras sobre a paixão e morte de Jesus, as orações solenes, em que se pede por todas as intenções do mundo, e a adoração da cruz.
A via-sacra é feita noutro momento, à tarde ou à noite, para representar os últimos momentos da vida de Jesus, desde a condenação até à colocação do seu corpo no sepulcro.
De acordo com a lenda, Maria, mãe de Jesus, percorreu, nos primeiros anos do Cristianismo, por várias vezes, o caminho que Cristo fez entre a casa do prefeito romano Pôncio Pilatos até ao Calvário, devoção que terá sido adoptada depois pelos peregrinos que visitavam Jerusalém.
Posteriormente, esta devoção foi espalhada por todo o mundo, tendo o papa Bento XIV, no século XVIII, dado forma final à via-sacra, estabelecendo as 14 estações em que se encontra actualmente dividida, e que se podem distribuir no interior de uma igreja ou ar livre.
À volta das celebrações pascais há muitas manifestações de religiosidade popular que variam de terra para terra.
O Tríduo Pascal, nome dado ao conjunto das celebrações litúrgicas que assinalam a morte e ressurreição de Cristo, iniciado esta sexta-feira, tem no sábado o seu apogeu com a vigília pascal, terminando com as vésperas do domingo de Páscoa, que é a primeira festa cristã em importância e antiguidade.
O tempo pascal continua até à celebração do Pentecostes, 50 dias depois da Páscoa.