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sábado, 11 de maio de 2013

PONTOS ESPECÍFICOS DE ABORDAGEM OBRIGATÓRIA NO TESTE

1. Análise dos dados do quadro apresentado no doc. 1 e respetiva interpretação de acordo com o solicitado na questão:

  • diminuição progressiva da população activa a trabalhar na agricultura;
  • novo modelo de desenvolvimento assente no crescimento industrial (principalmente nos anos 60) concentrado nas grandes cidades do litoral; 
  • as aldeias do interior rural vêem partir as suas populações em busca de melhores condições de vida associadas ao emprego na fábrica ou no escritório (êxodo rural) - é este fluxo migratório que se reflecte no quadro cronológico do doc.
Utilização adequada da terminologia específica da disciplina.

2. Análise dos dados das tabelas apresentadas no doc. 3 e respetiva interpretação de acordo com o solicitado na questão, bem como a informação patente no doc. 2:
  • Os dados reflectem as linhas de orientação económica dos Planos de Fomento Industrial: construção de infraestruturas de comunicação e melhoria dos transportes (doc. 2), característica do I Plano de Fomento Industrial; internacionalização da economia portuguesa a partir dos anos 60 (doc. 3) preconizada pelos planos de fomento que se seguiram - intensificação das relações económicas com o espaço europeu (EFTA/CEE).
Utilização adequada da terminologia específica da disciplina.

3. Interpretação do doc. 4 por referência ao solicitado:
  • Situação vivida no país a partir da década de 60: luta armada dos movimentos independentistas nas províncias ultramarinas, tomando proporções de guerra colonial.
  • Grande esforço financeiro e humano de Portugal para manter a guerra - grupos independentistas cada vez mais organizados, recebendo apoio da comunidade internacional.
  • Portugal isolado nas suas posições.
Utilização adequada da terminologia específica da disciplina.

4. Interpretação do doc. 5 por referência ao solicitado:
  • Aumento da contestação ao regime - guerra colonial; intensificação da violência por parte dos movimentos clandestinos armados;
  • O regime intensifica a repressão, diminuindo ao mínimo as possíveis situações geradoras de contestação.
Utilização adequada da terminologia específica da disciplina.

5. Integração dos documentos na resposta.

Abordar transformações económicas:

  • avanços económicos - surto industrial, posto em prática pelos sucessivos planos de fomento, e urbanístico; adesão a organismos internacionais e abertura ao mercado internacional.
  • bloqueios económicos - falta de infraestruturas adequadas ao aumento da população urbana: habitação, transportes, educação, abastecimento; estagnação agrícola: êxodo rural, emigração.
Abordar transformações políticas:
  • forças internas - oposição democrática (MUD, Norton de Matos, Humberto Delgado); críticas dos sectores católicos (ex: do bispo de Porto); radicalização da oposição (Humberto Delgado no exílio continua a opor-se ao regime a partir do estrangeiro; assalto ao paquete Santa Maria - 61 - protesto público contra a falta de liberdade cívica e política; desvio de um avião da TAP - 61 -  que lança propaganda anti-fascista sobre Lisboa; assalto à dependência do Banco de Portugal na Figueira da Foz - 67, pela LUAR, Liga de Unidade e Acção Revolucionária, para obter fundos de financiamento de acções de revolta; assaltos a quartéis, atentados bombistas, sabotagens); a questão colonial - resistência armada e guerra com os movimentos independentistas de Angola, Moçambique e Guiné (elevados custos materiais e humanos). O regime retalia com repressão.
  • pressões externas - condenação da política ultramarina portuguesa pela ONU: aprovação de várias resoluções para pressionar Portugal a iniciar a descolonização (Portugal transforma as colónias em províncias para não se enquadrarem nas disposições da Carta das Nações Unidas. Mas a ONU aprova a resolução 1514 que confirma a posse de colónias por Portugal, havendo por isso a necessidade de reconhecer a autodeterminação e independência desses territórios). O governo português não acata essas orientações e os movimentos independentistas ficaram legitimados internacionalmente para pegarem em armas (o que vem a acontecer em 61). Internacionalmente Portugal fica isolado ("orgulhosamente sós").
Utilização adequada da terminologia específica da disciplina.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

CORRECÇÃO DO TESTE

GRUPO I

1. Resposta divide-se em duas partes: análise do gráfico e interpretação dos dados.
O gráfico mostra evolução do número de eleitores do Partido Nazi entre 1928 e 1933. Neste período de 5 anos há um aumento da base eleitoral nazi de 2,6% para 43,9%.
Interpretação: período coincide com o início da grande depressão dos anos 30, que atinge gravemente a Alemanha - a economia alemã ressente-se da retirada de capitais e corte dos empréstimos americanos e as empresas alemãs vão à falência levando a um desemprego em larga escala. O Partido Nazi põe em marcha a sua máquina de propaganda fazendo promessas de alterações profundas nas políticas económicas e sociais para resolver os problemas do país e dos alemães e, ao mesmo tempo, leva a cabo acções de violência através das suas milícias paramilitares, enfraquecendo os seus opositores políticos. Isto acaba por influenciar grandemente o sentido de voto dos alemães, resultando na substancial subida de votos nas eleições de 1933 que, aliás, conduziu o partido ao poder. (20 pontos)

2. Os regimes totalitários em causa têm muitas práticas em comum mas, de acordo com os documentos apresentados, o fascismo italiano (doc. 2) tem como particularidade o corporativismo "Os valores autónomos do individuo e os comuns a mais indivíduos, expressos em pessoas colectivas organizadas (...) são promovidos, desenvolvidos e defendidos sempre no âmbito da Nação a que estão subordinados". Este é um modelo de organização económica em que todas as forças de produção eram organizadas através da integração de patrões, empregados e representantes do Estado em corporações, isto é, organismos de cooperação em todas as profissões. Isto permitia ao Estado dirigir a produção no sentido de cumprir uma autarcia nacional, intervir nos conflitos laborais, consolidando o equilíbrio social e dispensando os sindicatos livres de inspiração socialista, subordinando o trabalho ao capital.
Quanto ao nazismo alemão (doc. 3) apresenta, em particular, um carácter militarista e mesmo racista, pois a base da ideologia nazi assentava na crença de que os alemães descendiam de uma raça superior, a raça ariana, que tinha como principal obrigação dominar o mundo pela eliminação das raças consideradas inferiores. Tal convicção está bem patente no doc. 3 que nos mostra o número de mortes, por grupos étnicos considerados inferiores, que tiveram lugar no campo de concentração de Auschwitz, com predominância de judeus, ciganos e eslavos (polacos e soviéticos). (40 pontos)

3. O cartaz apresentado no doc. 4 remete para o período em que Estaline se instala no poder, instaurando uma ditadura do Partido Comunista na pessoa do seu dirigente máximo. De facto, Estaline, a partir da morte de Lenine, perseguiu todos aqueles que se lhe pudessem opor, eliminando através de purgas todos os potenciais concorrentes ao poder, tornando-se no chefe incontestado da URSS, controlando todas as estruturas do poder e da direcção do partido. 
Paralelamente a este reforço do centralismo político, Estaline reforçou o centralismo económico, nacionalizando todos os sectores da economia. Em 1933 praticamente já não existia propriedade privada na URSS; o Estado tinha-se apropriado de tudo - fábricas, terras, comércio, minas... Tem início uma rigorosa planificação da economia, dirigida e subordinada aos planos fixados pelo Estado, que impunham metas de produção a atingir em determinados períodos de tempo (5 anos), bem como os sectores económicos a privilegiar. (50 pontos)

4. Em França formou-se uma aliança política que congregava todas as forças democráticas - a Frente Popular - com vista a travar tanto as dificuldades económicas decorrentes da crise que se fazia sentir como os avanços da extrema-direita fascista que tentava chegar ao poder, à semelhança do que tinha acontecido noutros países da Europa. Disso mesmo é reflexo o seu programa eleitoral (doc. 5) que apresenta medidas no sentido de defender a liberdade dos cidadãos, dificultando a ascensão da extrema-direita, ao propor "o desarmamento e a dissolução efectiva das formações paramilitares" que a caracterizavam. Por outro lado, propõe o desenvolver de uma política intervencionista por parte do Estado, dando um grande impulso à legislação social com o objectivo de melhorar a qualidade de vida das populações afectadas pela crise e fomentar o consumo necessário à revitalização económica. São exemplos "a instituição do fundo nacional de desemprego", a redução do horário de trabalho semanal e o investimento numa política "de grandes trabalhos públicos" para combater o desemprego. (40 pontos)

GRUPO II

1. A partir do documento deveria identificar-se as características do regime do Estado Novo:

  • conservador ("1. (...) vanguarda moral, social e política") - tradicionalista, apelo à ruralidade e às tradições simples e conservadoras da sociedade, de forte pendor moral e religioso; papel da mulher e do homem na sociedade...;
  • autoritário ("6. (...) Estado forte (...)" - recusa do pluripartidarismo, partido único identificado com o governo, autoridade exercida pelo governo na pessoa de Salazar;
  • corporativo ("5. No Estado Novo o individuo existe (...) fazendo parte dos grupos (...) profissionais (...) e é nessa qualidade que lhe são reconhecidos todos os direitos (...).") - semelhante ao fascismo italiano e com os mesmos objectivos; organização e controle de toda a vida económica e social do país;
  • nacionalista ("9. O Estado Novo quer reintegrar Portugal na sua grandeza histórica, na plenitude da sua civilização universalista de vasto império (..).") - exaltação dos valores nacionais, da história Pátria, do império, missão civilizadora...;
  • totalitário ("3. O Estado Novo não se subordina a nenhuma classe. Subordina (...) todas as classes à suprema harmonia do interesse nacional.") - valor absoluto do Estado, ao qual se devem subordinar todos os interesses do individuo. (50 pontos)

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

PARLAMENTO DOS JOVENS - PLANO DE TRABALHO PARA JANEIRO



Como as duas listas concorrentes ao Parlamento dos Jovens integram na sua maioria alunos do 12º ano, aqui fica um plano do trabalho que nos espera neste mês de Janeiro de 2013:

7 de Janeiro (2ª feira) - Reunião de trabalho com os elementos das listas concorrentes: discussão de ideias e preparação de debate público sobre o tema "Os Jovens e o Emprego: Que Futuro?" - 14:00 horas no Auditório;

14 de Janeiro (2ª feira) - Debate público com a presença do deputado da Assembleia da República Basílio Horta - 10:00 horas no Auditório;

14-16 de Janeiro - Período de campanha eleitoral (em que devem convencer os colegas a votar na vossa lista no ato eleitoral de 18 de Janeiro);

18 de Janeiro (6ª feira) - Eleições;

22 de Janeiro (3ª feira) - Sessão Escolar: redação do projeto de recomendação da escola à sessão distrital, eleição dos representantes da escola à sessão distrital e escolha do candidato à presidência da mesa da sessão distrital (a ter lugar no dia 12 de Março) - 10:00-13:30 no Auditório.

Para quem já se esqueceu, aqui fica a constituição das duas listas concorrentes:

Lista A - 12º H3

1 - Francisco Correia
2 - André Vieira
3 - Sílvia Soares
4 - Inês Margato
5 - Ricardo Lucas
6 - Catarina Santos
7 - Shayenny Carmo
8 - Alina Oxente
9 - Carolina Figueiredo
10 - Diogo Pires

Lista B (se houver lugar a reajustamentos na ordenação dos elementos da lista devem ser feitos até dia 7)

1 - Daniel Xavier - 12º H1
2 - Bruno Pedro - 12º H1
3 - Ana Catarina Faria - 12º H1
4 - Beatriz Gaspar - 12º H1
5 - Catarina Gaspar - 11º H4
6 - Ana Raquel - 10º H2
7 - Ana Rita - 10º H2
8 - Ana Margarida Félix - 11º H4
9 - Pedro Covas - 12º H1
10 - Francisco Branco - 12º H1

Aqui ficam sugestões de ligação a páginas de interesse para o debate do tema e o manual do jovem deputado para saberem melhor as regras de funcionamento da sessão escolar.

domingo, 9 de dezembro de 2012

PROPOSTA DE RESOLUÇÃO DE TESTE

GRUPO I

1. As afirmações de Ana de Castro Osório inserem-se no contexto de intensificação do processo de emancipação da mulher, que teve lugar no início do século XX, e que foi marcado pela luta das mulheres ao nível do reconhecimento da igualdade de direitos civis e políticos (como o direito de voto).
Para a feminista portuguesa era claro que, com o tempo, também a mulher em Portugal daria o primeiro passo no sentido da emancipação, tornando-se independente, ao ingressar no mercado de trabalho e conseguir a sua autonomia financeira "À mulher portuguesa há-de chegar também a sua vez de compreender que só no trabalho pode encontrar a sua carta de alforria (...) sem estar à espera do homem, fonte de todo o dinheiro que hoje a sustenta (...).
Estas ideias tiveram, ainda maior expressão durante a 1ª guerra, quando as mulheres passaram a estar presentes em todos os setores de atividade económica, ao assegurarem funções anteriormente destinadas aos homens, tendo consciência do seu papel no processo económico. 
Trabalhadoras e conscientes do seu valor e do seu novo papel na sociedade, as mulheres libertaram-se de preconceitos e mudam os comportamentos: frequentam festas, clubes, espaços públicos, sem companhia masculina; mudam a sua aparência física (cabelos curtos de mais simples manutenção e vestuário mais confortável e mais adaptado à vida dinâmica); praticam desporto, bebem e fumam em público... (30 pontos)

2. Nas primeiras décadas do século XX jovens artistas organizam-se em movimentos de vanguarda cultural e iniciam-se num conjunto de experiências inovadoras, que acabam por revolucionar as velhas concepções plásticas ao proporem uma estética inteiramente nova. Contribuindo para essa rutura temos os casos de Picasso e Duchamp (Docs. 2 e 3). No caso de Picasso, representante da vanguarda cubista, desmantela a perspectiva, regra da representação clássica e apresenta uma nova visão do espaço, combinando diferentes planos em que o objecto pode ser observado. Quanto a Marcel Duchamp, representante do movimento dada, cujo objectivo fundamental é negar todos os conceitos de arte e de técnicas artísticas, vulgarizando a criação, encara a arte como antiarte, apresentando-se de forma irreverente e provocatória, subvertendo os valores artísticos, chocando pelo absurdo do próprio objecto artístico, pretendendo suscitar reações negativas. (20 pontos) 


GRUPO II

1. O gráfico apresentado no doc. 1 mostra-nos a evolução eleitoral do Partido Nacional Socialista na Alemanha entre 1928 e 1932. Simultaneamente, apresenta-nos a progressão da taxa de desemprego no mesmo período de tempo. Assim, verificamos que no espaço de quatro anos a base eleitoral do Partido Nazi passou de menos de 2 milhões para quase 14 milhões de eleitores. No mesmo período de tempo, a taxa de desemprego subiu de menos de 5% para 30%.
A subida da taxa de desemprego verificada no período em causa, prende-se com a situação vivida na Alemanha, reflexo da crise económica americana que arrastou para a falência a economia mundial. Ao mesmo tempo, a base de apoiantes do Partido Nazi cresce, resultado da máquina de propaganda nazi que promete o relançamento da economia alemã e a resolução do problema dos desempregados. (30 pontos)

2. O doc. 2 faz referência às seguintes características ideológicas do fascismo italiano: rejeição do individualismo "Os valores autónomos do individuo (...) são promovidos, desenvolvidos e defendidos sempre no âmbito da Nação a que estão subordinados", isto é, os direitos do individuo estão submetidos ao interesse do Estado pois o individuo só existe quando enquadrado no Estado; autoritarismo "Os governos devem administrar a coisa pública (...) no supremo interesse da Nação", isto é, o Estado tem como objectivo fazer prosperar a Nação. Para isso, centraliza o poder e coloca o interesse coletivo sobre os interesses individuais, dos grupos profissionais ou das classes sociais. (20 pontos)

3. O ponto 4 do Programa do Partido Nacional Socialista (doc. 3) defende a retirada da nacionalidade alemã a todos os que não sejam considerados de sangue alemão, incluindo os judeus. Ao chegar ao poder, o governo nazi resolve colocar em prática esta legislação discriminatória de carácter antissemita: os judeus foram socialmente segregados, proibidos de se relacionarem com os não judeus, viram os seus negócios boicotados e foram excluídos dos serviços públicos. Os seus bens foram vandalizados, as suas lojas destruídas bem como os seus locais de culto, sendo-lhes retirada a cidadania alemã. Com o decorrer do tempo a segregação intensificou-se, sendo encerrados em guetos e obrigados a usar a estrela de David como elemento identificador nas suas roupas. Com o início da guerra foram levados para campos de concentração e obrigados a condições de vida e de trabalho humilhantes, sendo na sua maioria exterminados. (20 pontos)

4. A juventude italiana estava organizada em escalões de formação consoante a sua faixa etária como nos mostra o doc. 4. Esta organização das crianças e jovens era uma forma de integrar estes setores da população em órgãos de carácter militarista, onde imperava a ordem e a disciplina, e onde eram educados e doutrinados, tendo em vista a formação de fiéis e submissos servidores do partido e do Estado. (30 pontos)

5. Após a guerra, a Europa era assolada por enormes dificuldades económico-financeiras, o que se refletia nas condições de vida das populações de todos os estratos sociais. Perante estas dificuldades económicas, generalizou-se entre a população um sentimento de insatisfação e de agravamento de tensões que levou à revolta e ao confronto político - de um lado a burguesia conservadora, do outro a agitação revolucionária socialista. De facto, este quadro económico e social de crise desenvolve-se numa época em que surgem novos partidos, particularmente de inspiração socialista, e em que os sindicatos intensificavam as suas ações com o objectivo de dinamizarem a causa do proletariado - com o triunfo da revolução soviética e a reorganização do movimento operário, assente na III Internacional (Komintern), promovem a união da classe operária internacional e a divulgação do socialismo marxista-leninista.
Assim, a Europa, nos anos 20, foi afetada por movimentos revolucionários que tentavam instalar no poder soluções governativas inspiradas no socialismo marxista e os regimes democráticos vigentes revelaram grandes dificuldades no seu controlo. A principal consequência desta ação revolucionária foi o aparecimento dos movimentos fascistas numa reação violenta e organizada contra o avanço do comunismo. Estas forças em ascensão ganham cada vez mais apoiantes entre os grupos conservadores e as classes médias, atraídos pela propaganda nacionalista (doc. 3) e anticomunista, prometendo autoridade e disciplina (doc. 2), apelando ao orgulho nacional e denunciando a incapacidade dos governos democráticos e as fragilidades do parlamentarismo.
Com a falência da economia americana, a partir de 1929,  e o consequente arrastamento da economia mundial para a depressão, os países europeus sofreram, mais uma vez, o agravamento das suas condições de vida, com as empresas a fechar e o desemprego e a miséria a aumentar (doc. 1). Os regimes totalitários estabeleceram-se na Europa ainda com mais vigor, destacando-se, todavia, dois casos particulares, o italiano (doc. 4) e o alemão (doc. 1).
Estes regimes, contrariando a democracia parlamentar, encaram o Estado como um valor absoluto ao qual se devem subordinar todos os interesses individuais; é ao Estado que compete controlar todas as manifestações da vida política e social (doc. 4), que passam a ser subordinadas a uma única orientação ideológica - a ideologia do partido único.

sábado, 17 de novembro de 2012

PROPOSTA DE CORREÇÃO DO TESTE

GRUPO I

1. Deviam referir:
 a desagregação dos impérios autocráticos: russo, alemão, austro-húngaro, otomano;
o surgimento de novos Estados independentes: Finlândia, Estados bálticos, Polónia, Checoslováquia, Áustria,  Hungria;
os ajustamentos territoriais - por exemplo, o caso da Alsácia e da Lorena que passaram da soberania alemã para a posse da França;
que os novos Estados são repúblicas parlamentares. (20 pontos)

2. A criação da SDN justifica-se com o objetivo de evitar um novo conflito à escala mundial, garantindo a "integridade territorial e a independência política" dos Estados. Os seus membros comprometiam-se a salvaguardar a paz, subordinando-se às leis do direito internacional. O Estado que infringisse os princípios acordados seria sancionado, "romper imediatamente com ele todas as relações comerciais e financeiras". A agressão a um dos países membros obrigava os outros a intervir em sua defesa: "Se um membro recorrer à guerra (...) será considerado como tendo cometido um acto de guerra contra todos os outros membros da Sociedade (...)". (20 pontos)

3. No período do pós-guerra, devido à pouca oferta e à enorme procura de bens, os preços dos produtos tornaram-se galopantes, dificultando a vida das populações cujos salários não acompanhavam este aumento. Para tentar resolver o problema, os governos alemães aumentavam a massa monetária em circulação, desvalorizando a moeda. É esta evolução da desvalorização do marco alemão (em relação ao dólar) que é bem visível no doc. 3, principalmente a partir de 1923. (20 pontos)

4. Keynes critica as condições estabelecidas nos Tratados de Paz (em particular no Tratado de Versalhes) na medida em que os responsáveis políticos das nações vencedoras estão mais preocupados em resolver os seus problemas internos, querendo a reconstrução dos seus países à custa da asfixia económica dos vencidos: "As reparações foram a sua principal preocupação no domínio económico", não se preocupando em definir políticas para a "restauração económica da Europa". Esta política do pague a todo o custo acabou por agravar a inflação e a desvalorização monetária, como se constata no caso alemão patente no doc. 3. (20 pontos)

5. A caricatura apresentada (doc. 5) mostra o presidente norte-americano da época, Woodrow Wilson, numa conversa com Deus em que este lhe pergunta o que era feito dos seus "14 Pontos" enunciados antes das negociações de paz - e que entretanto acabaram por não ser totalmente respeitados no pós-guerra. 
De facto, a paz entre vencedores e vencidos não foi acordada entre os dois lados mas imposta pelos vencedores, sendo os vencidos humilhados, vindo ao de cima as tradicionais rivalidades e ambições hegemónicas; na redefinição de fronteiras a questão das minorias nacionais não foi devidamente considerada, não havendo respeito pela identidade étnica e cultural dos povos (doc. 1).
A existência da SDN acabou por ser muito complicada pois os EUA, que a idealizaram, descontentes com as pretensões hegemónicas das potências europeias e com o facto de os vencedores reconstruirem as suas economias à custa da asfixia dos vencidos (doc. 4) não ratificaram o Tratado de Versalhes e acabaram por nunca a integrar. Assim, a ordem internacional definida pela Sociedade das Nações (doc. 2) acabou por sair ameaçada pelos próprios países que a instituíram.
Para além das alterações geopolíticas, a guerra provocou profundas transformações na situação económica da Europa: para travarem a inflação galopante os governos aumentavam a massa monetária em circulação, mas sem ser acompanhada pelo desenvolvimento do processo produtivo. Assim, a moeda rapidamente perdia o seu valor (doc. 3) agravando ainda mais a inflação. (50 pontos)

GRUPO II

1. O Estado soviético desde a Revolução de Outubro levou a cabo variadíssimas mudanças na economia como forma de defender a Revolução e os seus ideais. Na sequência da publicação dos decretos revolucionários, determinou-se a entrega  da propriedade fundiária aos sovietes (assembleias) de camponeses, sem qualquer indemnização aos antigos proprietários, abolindo a propriedade privada: "esforçámo-nos por destruir completamente (...) a propriedade senhorial (...) criámos o pequeno e o muito pequeno campesinato"; para além disso, "destruímos a indústria capitalista" atribuindo-se a supervisão das grandes empresas e respetiva produção aos sovietes de operários.
No entanto, a produtividade é muito baixa devido ao período que se seguiu de guerra civil entre os bolcheviques e os seus opositores políticos (mencheviques ou russos brancos). É instituído um "comunismo de guerra" em que as fábricas e as terras foram retiradas do controlo dos sovietes passando para o controlo do Estado através da nacionalização de toda a economia. 
Esta política económica, contudo, arruinou o país e Lenine colocou em prática uma Nova Política Económica (NEP) em que se recuou no processo da estatização dos meios de produção e aceitou-se a iniciativa privada em sectores secundários, mas essenciais, da produção, mantendo nacionalizados os sectores chave da economia, como a indústria pesada. Deu-se liberdade de trocas aos sectores industrial, agrícola e comercial para fomentar o mercado interno e a produção de bens essenciais. Este era um recuo que Lenine considerava estratégico para que o Estado soviético implantasse o socialismo de forma sólida. (30 pontos)

2. De acordo com o documento, a Rússia Soviética enfrentou problemas internos:
resistência de vários sectores da população às mudanças introduzidas, por exemplo, a resistência dos camponeses à colectivização das terras e à nacionalização da produção, mantendo um "nível extremamente baixo de produtividade no trabalho";
e problemas externos: a oposição por parte dos países capitalistas da Europa que apoiaram os opositores internos do regime bolchevique "fizeram o possível por nos afundar, por aproveitar a guerra civil na Rússia, para arruinar ao máximo o nosso país...". (20 pontos)

3. Lenine tem como objectivo impor o Estado socialista de forma sólida para que este consiga resistir às forças capitalistas contra-revolucionárias do resto da Europa e fazer vingar a revolução. Para tal, reorganiza o Estado fundindo o Partido com os órgãos estatais, implantando um centralismo democrático.
Aqui o poder é hierarquizado de baixo para cima, sendo exercido de forma autoritária pelas altas figuras do Partido (nomenklatura) que eram, simultâneamente, as altas figuras do Estado. Os diferentes níveis do poder  deviam respeitar a rígida hierarquia, em que cada nível devia obedecer aos níveis superiores do Partido/Estado. Só assim, com disciplina, ordem e autoridade, Lenine acreditava ser possível fazer triunfar a revolução dos pobres proletários sobre os capitalistas exploradores. (20 pontos)

sábado, 6 de outubro de 2012

VAMOS AO TRABALHO

A partir do conjunto de imagens apresentadas nas pp. 112-113 do manual, elaborar um texto síntese sobre as alterações da vida e do estatuto da mulher, nas primeiras décadas do século XX. (Portefólio)

TRABALHO INDIVIDUAL

Aqui ficam os temas do trabalho individual para apresentar oralmente a partir de dia 5 de Novembro:

JORGE BARRADAS: entre o naturalismo e o modernismo

NOMES FEMININOS DO MODERNISMO EM PORTUGAL: Sonia Delaunay, Sarah Afonso e Mily Possoz

MAX ERNST: da iconoclastia dada ao surrealismo

BALLA, BOCCIONI E SEVERINI: a crença no futuro

PICASSO: original e inconfundível

KANDINSKY: a conquista de uma nova harmonia

MATISSE: a fera que simplificou a arte

AMADEO DE SOUZA CARDOSO - percurso artístico

ALMADA NEGREIROS - percurso artístico

EDUARDO VIANA - percurso artístico



O trabalho será avaliado de acordo com os seguintes critérios:

Conteúdo do Powerpoint

Pertinência e organização da informação seleccionada ....................... 60 pontos
Diversificação das fontes utilizadas .......................................................... 30 pontos
Correcção ortográfica e gramatical .......................................................... 10 pontos
Apresentação gráfica ................................................................................. 10 pontos

Apresentação Oral

Encadeamento do discurso e clareza da linguagem ................................... 30 pontos
Domínio do tema ............................................................................................... 50 pontos
Capacidade de esclarecer dúvidas colocadas ............................................. 10 pontos

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

COMO TRABALHAR EM HISTÓRIA


Ao realizar um trabalho escrito, seja ele exercício ou teste, deve-se ter em atenção:
- a relevância da resposta relativamente à questão;
- a exploração da fonte (documentos), devendo-se valorizar a interpretação e não a simples paráfrase;
- a transcrição correcta de excertos usados como suporte de argumentos;
- a mobilização de informação circunscrita ao assunto em análise;
- o domínio do vocabulário específico da disciplina.

Na prática, a manifestação correcta destas competências passa por:
- Entender bem a questão e responder de forma rigorosa e objectiva ao que é pedido;
- Interpretar o conteúdo das fontes e integrar o resultado dessa interpretação na resposta por vós construída.

  •  Se a fonte for um documento escrito devem inserir na resposta transcrições ou adaptações do seu conteúdo; se for outro tipo de documento, devem fazer referência ao seu conteúdo. 
  • No entanto, quer seja transcrição, quer seja adaptação do texto ou simples referência, devem ser correctamente integradas na vossa composição escrita. Devem recorrer às fontes para demonstrar que entenderam o seu conteúdo e para fundamentarem as vossas posições sobre a problemática abordada pela questão, resultando uma composição mais enriquecida. 
  • Para um mais fácil entendimento do conteúdo dos documentos, é fundamental que prestem particular atenção ao título ou a outras formas de identificação.
  • É muito negativo, ao fim de 12 anos de escolaridade, responder exclusivamente com transcrições dos documentos.
- Manifestar os conhecimentos adquiridos sobre a problemática abordada nas questões e expressá-los com correcção científica.

PROPOSTA DE RESOLUÇÃO DA FICHA DIAGNÓSTICA


1.  O documento alude ao pós-II Guerra Mundial, que originou a  divisão do mundo em dois blocos político-militares (advento da Guerra Fria).

2.  Para localizar no espaço e no tempo estes acontecimentos poderemos referir-nos à Europa, nomeadamente a Europa de Leste, onde, segundo o orador, “caiu uma cortina de ferro”.
Quanto ao tempo, falamos do século XX, meados do século XX, podendo referir concretamente a data do documento: 1946.

3. A questão é algo ambígua com o objectivo de provocar o aluno. Podemos falar de Nações, e podemos identificar três das participantes na II Guerra Mundial, ou podemos falar em personalidades, líderes políticos e militares do período da guerra e do pós-guerra. O próprio autor do discurso pode ser identificado.

4  Neste item, como nos outros, o objectivo não é aferir os conteúdos, mas a capacidade de distinguir causa de consequência. Assim, poderiam ser genericamente apresentadas a II Guerra Mundial como causa e a divisão da Europa como consequência (ou a Guerra Fria), por exemplo.

5. No documento, Churchill denuncia a divisão da Europa por uma “cortina de ferro”, em consequência do crescimento da influência soviética nos países do Centro e Leste europeus. O orador  denuncia também a forma totalitária como os partidos comunistas destes países se instalam no poder, em prejuízo da democracia liberal. Nota-se uma oposição ideológica radical que irá abrir caminho ao antagonismo da Guerra Fria que se seguiu. 

quarta-feira, 30 de maio de 2012

PROPOSTA DE RESOLUÇÃO DO TESTE

GRUPO I

1. A doutrina liberal aplicada à economia resultou no livre-cambismo, sistema adotado no Reino Unido e que se foi expandindo pelos países industrializados da Europa durante a segunda metade do século XIX.
No documento 1, Robert Peel, primeiro ministro inglês, ao recusar-se a estabelecer um preço mínimo para o trigo, exprimia o princípio básico do regime livre-cambista: a ausência de intervenção do Estado nos mecanismos económicos ("sejam os senhores os próprios a garanti-lo pondo-se em igualdade com os seus competidores pela atividade e pela inteligência"). O livre-cambismo eliminava ou reduzia bastante os direitos alfandegários, deixando funcionar o sistema da livre concorrência. Passava, assim, a ser da responsabilidade dos produtores especializarem-se na produção de recursos nacionais de maneira a conseguirem colocá-los no mercado a preços competitivos ("Não compete ao Governo garantir-lhes os lucros que hão-de ter").

2. O século XIX é o século da vitória burguesa mas também da miséria operária.
A sociedade da época substituiu o nascimento pelo estatuto económico como critério de diferenciação social. No século XIX, devido à aplicação maciça do capital nas atividades industriais, a burguesia enriqueceu e conseguiu o pleno reconhecimento social. Para tal, contribuiu em muito, a legislação liberal, que retirou privilégios ao clero e à nobreza, abrindo as portas à burguesia do acesso aos cargos mais elevados.
A pintura representada no documento 3 evidencia a importância do grupo familiar para a prosperidade burguesa. Os membros das várias gerações desta família da alta burguesia mostram-se prósperos e unidos, é uma burguesia com consciência de classe, orgulhosa de si própria que se faz representar na comodidade do lar, num momento festivo; que não dispensa nenhum dos seus membros, desde os mais novos (a criança tem um lugar de destaque na cena familiar ganhando grande importância na família burguesa do século XIX) aos mais idosos (o ancião não dispensa a leitura do jornal, fundamental na formação da opinião pública e que reflete a importância da instrução).
Na imagem representada no documento dois, os habitantes do bairro operário encontram-se na miséria; apesar de muitos deles terem um salário, as suas roupas são velhas e rotas, a postura corporal revela abatimento, não há sorrisos. Ás crianças espera-as as mesmas condições de trabalho dos adultos. Aqui a casa não é um lugar aconchegado, mas sim sobrelotado e promiscuo. A rua onde são representados também não é um local agradável: sujidade, água contaminada, animais e roupa a secar são o cenário do seu quotidiano.


3. A expansão da revolução industrial, no século XIX, agudizou as diferenças sociais. Apesar de os regimes políticos liberais terem conquistado a igualdade de tratamento na lei, não impediram a desigualdade nos rendimentos. A total liberdade de produção e de comércio (Doc. 1) contribuía para a supremacia dos detentores do capital (os patrões burgueses) sobre aqueles que apenas possuíam o seu salário (os proletários). Também este salário dependia, como qualquer produto, da lei da oferta e da procura.
Vários pensadores oitocentistas, chocados com a falta de proteção social dos regimes capitalistas, propuseram teorias alternativas que reclamavam da injustiça do sistema capitalista que reservava aos detentores do capital, o bem-estar (Doc. 3), e aos operários, a miséria (Doc. 2). 
O sistema de pensamento e com consequências práticas mais visíveis consistiu no socialismo científico (ou marxismo), delineado por Marx e Engels.
No Manifesto do Partido Comunista, os autores concluem que "A história de toda a sociedade até aos nossos dias não é mais do que a história da luta de classes", logo também na sociedade industrial os interesses do capitalista e do operário são opostos. Marx previa, então, que dessa luta resultaria a "supremacia política" dos operários durante a etapa da ditadura do proletariado. O estádio final do processo histórico consistiria na sociedade sem classes - o comunismo.
A ideologia marxista contribuiu para a conquista de direitos sociais pelos trabalhadores. Sob o lema "Proletários de todos os países, uni-vos" o movimento operário organizou-se em associações internacionais para conseguir o direito à greve, à redução das horas de trabalho e à melhoria das condições de vida do operariado.

GRUPO II

1. No século XIX, o crescimento económico e demográfico de vários países europeus criou exigências novas. A rápida expansão industrial, aliada ao protecionismo de finais do século, conduziu os estados a exercerem preponderância política, económica e cultural sobre determinadas áreas de influência. A industrialização agravou o fosso entre um mundo desenvolvido e um mundo atrasado. Por um lado, os países industrializados, (Inglaterra, Alemanha, França, Bélgica...) exploravam as matérias-primas das suas colónias, obtendo-as a baixos preços; por outro lado, procuravam mercados para a colocação de "todo o excesso da (...) produção"; as colónias eram, também, locais para onde podia ser escoada a população europeia. Por último, afigurava-se , ainda, como justificação razoável para o colonialismo uma certa missão civilizadora, que atribuía ao colono «branco» o direito (e a obrigação) de espalhar os progressos materiais e a cultura europeia pelo mundo.
No contexto do imperialismo europeu, a África, com as suas riquezas inexploradas, foi um dos continentes mais procurados, passando a ser entendida, como referem os exploradores portugueses, como "um dos vastos quarteirões do mundo", para se tornar em "amplo campo de afã comercial".


2. Em 1884, reuniram-se as potências industriais europeias com o fim de estabelecer as regras da partilha de África entre os estados industrializados.
Uma das principais resoluções da Conferência de Berlim dizia respeito à legitimidade da ocupação dos territórios africanos: estabeleceu-se o princípio da ocupação efetiva segundo o qual, para a ocupação de um território ser reconhecida, os países colonizadores deviam mostrar-se capazes de assegurar uma autoridade suficiente para fazer respeitar os direitos adquiridos.
Esta decisão tinha implicações sobre a política colonial portuguesa, pois Portugal, que até então havia assegurado as colónias com base no direito histórico (era o país que tinha descoberto ou que primeiro ocupara os territórios), tinha de mostrar que tinha meios para manter o seu domínio em África.
A expedição de Hermenegildo Capelo e de Roberto Ivens inscreve-se, precisamente, na tentativa de corresponder ao princípio de ocupação efetiva. Ainda antes da Conferência de Berlim, a Sociedade de Geografia de Lisboa delineara um projeto de ocupação da faixa de território entre Angola e Moçambique (ligando o oceano Indico ao oceano Atlântico), apelidado de "Mapa Cor-de-Rosa". Em 1886, Capelo e Ivens convidavam à leitura das aventuras ao longo da "tortuosa vereda (por nós trilhada), desde Angola até Moçambique".

3. No Doc. 1 Capelo e Ivens antevêem o interesse económico do continente africano para os europeus, prognosticando que, "de esquecido e oculto que foi, tornar-se-á dentro em pouco opulento, cobiçável e assaz visitado". Assim aconteceu, nomeadamente no que diz respeito à cobiça. O imperialismo gerou disputas pelos territórios africanos, sendo que, para Portugal o episódio de maior impacto foi a questão do ultimato. O projeto português do Mapa Cor-de- Rosa colidia com o projeto inglês de ligar o Norte ao Sul de África, do Cairo ao Cabo. Em 1890, a Inglaterra forçou Portugal a prescindir dessa zona entre Angola e Moçambique por meio de uma intimação - o Ultimato, que ameaçava com o corte de relações diplomáticas e o recurso à força. O governo português cedeu, receando exigências maiores por parte dos ingleses.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

GUIÃO DO FILME "GERMINAL"

Aqui ficam as linhas orientadoras para a elaboração do guião do filme visionado na aula:

Título:

Contexto

Tema:
Época e local da acção:

Conteúdo

Personagem principal:
Personagens secundárias:
Caracterização psicológica da personagem principal:
Ambiente (político/social/religioso/económico/cultural) em que decorre a acção:
Grupos sociais representados:
Usos e costumes retratados:
Vestuário:
Música:

Espaço de opinião

O que aprendi com o filme:
Cena ou frase preferida. Justifico.

terça-feira, 27 de março de 2012

TRABALHO INDIVIDUAL - ESCLARECIMENTOS


Esta tarefa foi solicitada no último dia de aulas, mas para o caso de ainda existirem quaisquer dúvidas aqui ficam alguns esclarecimentos.
Trata-se de uma ficha de leitura dos primeiros quatro capítulos desta obra de Eça de Queirós, "A Cidade e as Serras". Para aprofundar e melhor compreender alguns conceitos e mudanças culturais/de mentalidade verificadas a partir dos finais do século XIX, vamos utilizar estes capítulos como fonte histórica, reflexo do tempo em que viveu o autor, representante da corrente do Realismo em Portugal.
Alguns de vós mostraram-se preocupados pelo facto de não possuírem o livro, nem existirem exemplares disponíveis em número suficiente no CRE. 
Para resolver este problema podem consultar/fazer download gratuito das cópias colocadas à disposição do público pela Biblioteca Nacional aqui. (ainda por cima, esta é a 1ª edição da obra, publicada em 1901, já depois da morte do autor).

Esclareço, desde já, que escusam de apresentar os resumos variados que se encontram disponíveis na internet, pois já são sobejamente conhecidos e não se adequam aos nossos propósitos. Passo a explicar:

Ao fazer a ficha de leitura, os alunos devem:
  •  Procurar destacar os elementos referentes à valorização dos inventos tecnológicos que vão surgindo e referir o seu impacto no quotidiano;
  • Salientar a importância da Ciência e da Tecnologia;
  • Explicar o conceito implícito de Civilização;
  • No contexto dos excertos lidos explicar a ideia PROGRESSO = FELICIDADE;
Podem utilizar excertos (citações) que sustentem as vossas conclusões.

quinta-feira, 15 de março de 2012

segunda-feira, 12 de março de 2012

CORRECÇÃO DA FICHA FORMATIVA REALIZADA NA AULA

1. As seguintes frases demonstram que o pensamento do autor se baseava nos princípios do liberalismo político:
"A liberdade é o direito de qualquer homem estar apenas submetido à lei, o direito de não ser preso, julgado, morto (...) por capricho de um ou vários indivíduos"; remete para os direitos inalienáveis do individuo - liberdade, igualdade perante a lei, segurança - que protegem o homem das ameaças à sua liberdade;
"Direito de cada um exprimir a sua própria opinião"; continua a remeter para os direitos inalienáveis do individuo, neste caso o direito de liberdade de expressão;
"Direito de se reunir a outros indivíduos (...) para professar um culto"; remete para a liberdade de reunião e para a liberdade de culto;
"Direito que todos temos de influenciar a administração do Estado, quer pela nomeação de todos ou de alguns dos seus funcionários, quer representando a Nação"; remete para o direito que o cidadão tem de intervir na governação através dos seus direitos políticos: elegendo os representantes da Nação ou sendo eleito para o desempenho de cargos públicos.


2. O doc. 4 da p. 134 baseia-se nos princípios políticos do liberalismo pois trata-se de uma Carta Constitucional que defende a igualdade perante a lei de todos os cidadãos; todos podem desempenhar cargos públicos (do Estado); garante a liberdade de opinião e de expressão; regulamenta a separação dos poderes e o sufrágio censitário como forma de eleição de parte dos representantes da Nação. Todas estas garantias se opõem ao que acontecia no Antigo Regime, em que os poderes estavam concentrados na pessoa do rei e em que os cidadãos se distinguiam de acordo com os seus direitos de nascimento, em que determinados grupos tinham privilégios e foro próprio (clero e nobreza) e só eles podiam desempenhar cargos públicos.


3. Podemos considerar os seguintes fundamentos essenciais do Estado Liberal:

  • O Constitucionalismo: os regimes liberais elaboram as suas constituições. Cada país democrático tem uma Constituição que é a sua lei básica, regulando todas as outras leis, normas e regulamentos que as instituições do país têm de seguir. 
  • A Separação dos Poderes: com base na teoria da Separação dos Poderes, cada órgão de soberania não deve intrometer-se nos assuntos e competências dos outros órgãos. 
  • A representatividade da Nação: através do sufrágio, os cidadãos elegem os seus representantes nos órgãos de soberania. 
  • A Secularização das instituições: o liberalismo procura assegurar a independência da religião face ao Estado. Tomaram-se medidas com o objectivo de retirar poder à Igreja: revertendo para a Nação o usufruto dos seus bens; retirando-se-lhe o controlo dos registos civis e das instituições de ensino e apoio social, através da criação de redes nacionais escolares e de saúde. Tenta-se descristianizar o pensamento e as mentalidades libertando-as do peso opressivo da religião, dando apoio à investigação científica e às universidades. 

4. As propostas dos principais teóricos do liberalismo económico (Quesnay, Gournay e Adam Smith) têm por base os princípios orientadores da organização económica dos estados contemporâneos como: a iniciativa individual e a livre concorrência, a ausência do controlo do Estado sobre as actividades económicas (defendendo a ausência de proteccionismo e dirigismo estatal). Assim:
  • Quesnay, defensor do fisiocratismo, considera que a actividade agrícola era a base da riqueza dos países e que devia ser dada aos agricultores a liberdade de aproveitarem os solos de forma a deles retirar o maximo de rendimentos. Considerava que a liberdade era a essência de toda a actividade humana,  contrariamente às ideias proteccionistas e dirigistas dos economistas mercantilistas da época. 
  • Gournay, para quem a busca do lucro e a livre iniciativa do capitalista deviam ser protegidas pelo Estado, defendia a importância do comércio como fonte de riqueza das nações. 
  • Adam Smith, considera que o trabalho é a verdadeira fonte de riqueza e a livre iniciativa dos individuos contribui para o enriquecimento dos Estados. A livre iniciativa deve ser, assim, protegida pelo Estado que não lhe deve colocar restrições. Deveriam suprimir-se os monopólios, exclusivos e todos os mecanismos proteccionistas de forma a promover o livre cambismo no comércio internacional. Defende a lei da oferta e da procura e a livre concorrência que equilibram a produção e o consumo. 

5. Na França a escravatura foi abolida em 1791 mas permaneceu  nas colónias devido aos  interesses dos comerciantes e proprietários de plantações das Antilhas. A Convenção aboliu definitivamente a escravatura em 1794. Restabelecida por Napoleão em 1802 foi definitivamente abolida em 1848. 
Em Portugal, desde Pombal, em 1761,  que era proibido o transporte de escravos negros para Portugal tendo-se proposto a libertação dos filhos de escravos aqui residentes. A escravidão continuou porém nas colónias a apoiar um intenso tráfego principalmente com o Brasil. Em 1869 e sem o controlo do Brasil tornou-se possível a abolição do tráfego a sul do Equador proibindo a sua movimentação para fora do continente africano apoiando pelo contrário o desenvolvimento económico dos territórios coloniais africanos. 

sexta-feira, 9 de março de 2012

GUIÃO DO FILME

Aqui ficam os temas orientadores para a elaboração do guião do filme visionado na aula:

Título:

Contexto

Tema:
Época e local da acção:

Conteúdo

Personagem principal:
Personagens secundárias:
Caracterização psicológica da personagem principal:
Ambiente (político/social/religioso/económico/cultural) em que decorre a acção:
Grupos sociais representados:
Usos e costumes retratados:
Vestuário:
Música:

Espaço de opinião

O que aprendi com o filme:
Cena ou frase preferida. Justifico.

domingo, 4 de março de 2012

VAMOS AO TRABALHO - O ROMANTISMO

Com este trabalho pretende-se a abordagem ao Romantismo nas suas várias vertentes, para que os alunos percepcionem o carácter inovador e de clivagem com a ordem estética clássica e académica anterior, em que a liberdade na criação e o sentir individual são a expressão estética da ideologia liberal.

PROCESSO

Os alunos formam cinco grupos de trabalho, pesquisam em livros e na web. Organizam a informação pesquisada segundo o que é solicitado nas Tarefas e apresentam o trabalho aos colegas de turma.

TAREFAS

O Romantismo na Pintura

  • Elaborar uma apresentação em powerpoint sobre a "Expressão da Sensibilidade" na pintura romântica;
  • Contemple os autores apresentados no manual de História e outros que entender pertinentes;
  • Não exceda 20 diapositivos;
  • Para cada quadro apresentado não esquecer a identificação da pintura;
  • Sugere-se a exploração das seguintes rubricas temáticas:
- Características gerais da pintura romântica (cores, temas, perspectiva...);
- Estados de alma;
- Sentimento da Natureza;
- O nacionalismo;
- O fascínio do exótico e o interesse por eventos contemporâneos.
  • Termine a apresentação com um comentário ao quadro que tiver reunido as preferências do grupo. 

O Romantismo na Escultura

  • Elaborar uma apresentação em powerpoint sobre a "Expressão da Sensibilidade" na escultura romântica;
  • Contemple os autores apresentados no manual de História e outros que entender pertinentes;
  • Não exceda 10 diapositivos;
  • Enuncie as características gerais da escultura desta época;
  • Apresente algumas obras, temas e autores, não esquecendo de referir obras e autores nacionais;
  • Para cada obra apresentada não esquecer a identificação;
  • Seleccione uma das obras e comente-a detalhadamente.



O Romantismo na Arquitectura


  • Elaborar uma apresentação em powerpoint sobre a "Expressão da Sensibilidade" na arquitectura romântica;
  • Contemple os autores e obras apresentados no manual de História e outros que entender pertinentes;
  • Não exceda 20 diapositivos;
  • Para cada edifício apresentado não esquecer a identificação do monumento;
  • Deve referir os revivalismos históricos e os exotismos, com referências concretas a monumentos quer em Portugal quer no estrangeiro;
  • Apresentar em pormenor um edifício à escolha.
O Romantismo na Música


  • Elaborar uma apresentação em powerpoint sobre a "Expressão da Sensibilidade" na música romântica;
  • Contemple os compositores apresentados no manual de História e outros que entender pertinentes;
  • Não exceda 20 diapositivos;
  • Apresente as características gerais da música romântica;
  • Faça a biografia de três músicos da época romântica;
  • Apresente extractos musicais de obras representativas dos seguintes géneros:
- Ópera;
- Sinfonia;
- Técnica instrumental.
  • Apresente os apontamentos musicais com uma nota introdutória sobre o compositor, temática da obra, como foi aceite na época e outras informações que considere pertinentes.

O Romantismo na Literatura

  • Elaborar uma apresentação em powerpoint sobre a "Expressão da Sensibilidade" na literatura romântica;
  • Contemple os autores apresentados no manual de História e outros que entender pertinentes (tem de apresentar obrigatoriamente um português);
  • Não exceda 20 diapositivos;
  • Para cada autor apresentado não esquecer a sua correcta identificação, nacionalidade e fotografia;
  • Fazer um pequeno resumo biográfico, principais obras e sua temática;
  • Deve apresentar excertos de obras em que as características da literatura romântica estejam presentes, em poesia e prosa.
AVALIAÇÃO

O trabalho será avaliado de acordo com os seguintes critérios:
Itens de avaliação
Critérios a observar
Pontuação
Desempenho individual
Autonomia
10

Cumprimento das tarefas/Responsabilidade
10
Desempenho em grupo
Interactividade
10

Respeito pelos colegas
10
Produto Final
Conteúdo do Powerpoint
Pertinência e organização da informação seleccionada
50


Abordagem de todos os itens do processo
50


Correcção ortográfica e gramatical
10


Apresentação gráfica
10

Apresentação oral
Encadeamento do discurso e clareza da linguagem
15


Recursos utilizados
15


Capacidade de esclarecer dúvidas colocadas
10

RECURSOS

Aqui ficam alguns recursos que podem utilizar como ponto de partida para o vosso trabalho:
Saraiva, A. J. e Lopes, Óscar, 1993, História da Literatura Portuguesa, 17.ª ed., Porto, Porto Editora
Manuais de História 11º ano (Módulo 5, unidade 5.2)
Enciclopédias (procurar entradas relativas aos temas e personalidades pretendidas).

Concluindo: no final da realização de cada um dos trabalhos e respectiva apresentação à turma, os alunos terão apreendido como as várias expressões que a Arte Romântica adquiriu, demonstram:
  • o predomínio da sensibilidade e da imaginação sobre a razão através do individualismo
  • a revolta contra as normas sociais e religiosas
  • a exaltação da liberdade e da emancipação das nações
  • a evasão das realidades do quotidiano para lugares exóticos e épocas distantes como a Idade Média.