quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

A ARTE DE LER

Aqui estou para relembrar que, quem faltou à visita de estudo, tem pela frente a tarefa de escolher uma destas obras e fazer a ficha de leitura de um capítulo à escolha, para apresentar no início do 2º período. O primeiro livro é este:

Só para vos aguçar a curiosidade e facilitar a escolha, explico-vos o contexto da obra. Situa-se no século III, numa cidade da Lusitânia sob administração romana. O Império atravessa uma crise, marcada pela ameaça dos bárbaros, pelo fervilhar das intrigas políticas e sobretudo pela expansão de uma seita religiosa cada vez com mais seguidores – a dos cristãos. Retratando com lucidez a sua época e fixando-se em certas personagens fortes, este romance dá-nos a perspectiva de um homem,
Lúcio Valério Quíncio, que procura a todo o custo manter a rectidão e a serenidade dos seus princípios estóicos, em face de um mundo agitado por paixões que o seduzem, mas que nunca chega a entender profundamente por fazerem parte de um outro universo.




A outra obra é esta e, em termos literários, talvez seja de mais fácil leitura e compreensão para vós.
Em 147 a.C., alguns milhares de guerrilheiros lusitanos encontram-se cercados pelas tropas do pretor Caio Vetílio. Em princípio, trata-se apenas de mais um episódio da guerra que a República Romana trava há longos anos para se apoderar da Península Ibérica. Mas os Lusitanos, acossados pelo inimigo, elegem um dos seus e entregam-lhe o comando supremo. Esse homem, que durante sete anos vai ser o pesadelo de Roma, chama-se Viriato. Entre 147 e 139, ano em que foi assassinado, Viriato derrotou sucessivos exércitos romanos, levou à revolta grande parte dos povos ibéricos e foi o responsável pelo início da célebre Guerra de Numância. Viriato foi um verdadeiro génio militar, político e diplomático. Mas, sobretudo, Viriato foi o defensor de um mundo que morria asfixiado pelo poderio romano: o mundo em que mergulham as raízes mais profundas de Portugal e de Espanha. É esse mundo, já então em declínio, que este livro tenta evocar.
Agora a escolha é vossa.
Mas nunca se esqueçam de relacionar o contexto das obras com a matéria abordada nas aulas, porque essa relação é a principal razão de ser deste exercício.
Quanto aos outros colegas, se quiserem fazer a leitura de qualquer uma destas obras, só faz é bem e enriquece o espírito ... e o vocabulário!

COMO ELABORAR UM RELATÓRIO

Em diversas situações, na comunicação social falada e escrita, já leram ou ouviram alguém dizer que foi pedido um relatório sobre determinada ocorrência. É usual, por exemplo, pedir um relatório na sequência de um determinado acidente ou na sequência de uma situação problemática com graves consequências, assim como é normal que determinada comissão de inquérito, no âmbito, por exemplo, da Assembleia da República, elabore um relatório onde apresenta os resultados das suas investigações.
No âmbito das aulas, os alunos também podem ser convidados a usar esta estratégia.
A redacção de relatórios é um trabalho que parece perfeitamente adequado e legítimo, por exemplo, na sequência das viagens de estudo ou na sequência do visionamento de um filme. Mas a sua realização pode também ser solicitada a partir das próprias aulas, uma vez que pode ser apresentado e elaborado a partir de uma sequência de aulas em que foi tratada determinada matéria ou abordado determinado tema.

Como fomos em visita de estudo a Conimbriga, já sabem que têm de elaborar um relatório.



Aqui fica um plano de como elaborar um relatório de visita de estudo:
1. Introdução
• Local ou locais visitados;
• Data da visita;
• Horário;
• Meio de transporte;
• Turmas participantes;
• Professores acompanhantes;
• Responsáveis pela organização.
2. Desenvolvimento
• Objectivos da visita de estudo;
• Relacionamento dos temas de estudo (aulas) com os locais visitados;
• Expectativas pessoais relativamente à visita;
• Descrição objectiva dos locais visitados ou das actividades realizadas;
• Aspectos considerados mais importantes, mais relevantes;
• Grau de satisfação das expectativas pessoais;
• Ambiente em que decorreu a visita (pontualidade, relações entre colegas, entre alunos e professores; clima de afectividade, convívio, maneira como foram acolhidos pelas instituições, etc.)
3. Conclusão• Opinião pessoal sobre a visita;
• Aspectos que foram mais conseguidos e menos conseguidos;
• Sugestões para ter em conta em futuras visitas.
4. Anexos
• Fotografias; Documentos preparatórios ou motivadores previamente distribuídos; Documentos recolhidos durante a visita; Outros.
J. Vieira Lourenço, Ferramentas do aprendiz de filósofo. Porto: Porto Editora, 2004, pp.57-60 (texto adaptado)
NOTA: Não esquecer que se trata de um texto e não da apresentação de tópicos.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

PORQUE É FERIADO HOJE?

Hoje é feriado religioso por ser dia da Imaculada Conceição, padroeira de Portugal.

A Imaculada Conceição é, segundo o dogma católico, a concepção da Virgem Maria sem mancha ("mácula" em latim) do pecado original. A festa da Imaculada Conceição, que se comemora hoje, 8 de Dezembro, foi definida como uma festa universal em 1476 pelo Papa Sisto IV.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

DE 10 DE DEZEMBRO A 2 DE JANEIRO COM ALGUMAS NOVIDADES!

Logo



Inauguram no próximo dia 4 de Dezembro, já amanhã, em Óbidos, o Bar de Gelo e o Chocolate Lounge. Dois espaços que vão dar mais cor, animação e magia ao Natal de Óbidos. O Chocolate Lounge inaugura às 16 horas e o Bar de Gelo às 18 horas. No sábado passado, dia 27 de Novembro, foram ligadas as luzes de Natal de Óbidos, na Rua Direita e nas Muralhas do Castelo.


Chocolate Lounge

O Chocolate Lounge é um espaço gourmet inteiramente dedicado ao chocolate, localizado na Praça de Santa Maria, em Óbidos. Vai ter grande variedade de bombons e chocolate proveniente de plantações de cacau de todo o mundo. Este será também um espaço de desenvolvimento de novos produtos utilizando o chocolate.

Este novo espaço não pretende ser mais uma loja ou um mero local de venda de chocolate. Existirá uma programação cultural regular, com worshops, apresentação de livros, entre outras iniciativas, como a produção de alguns bombons. O chocolate utilizado é considerado um dos melhores do mundo e os preços serão muito acessíveis (diz a organização).
  

Bar de Gelo

Também a partir de dia 4 de Dezembro Óbidos passa a contar com um espaço com 24 metros quadrados e temperaturas a rondar entre os 5 e os 7 graus negativos. Trata-se do Bar de Gelo, localizado na antiga sede dos Bombeiros de Óbidos, na Rua Direita, dentro das muralhas.

Esta será uma nova experiência habitual na Europa do Norte mas inusitada por paragens mais meridionais (mais a sul). O único problema é o preço do bilhete (independente do evento Óbidos Vila Natal) e que é de 10 euros, sendo fornecido à entrada a cada cliente do bar um casaco e luvas especiais para este tipo de temperaturas. Lá dentro, poderão ser bebidas, em copos de gelo, vodka, ginja e sumos. Todo o mobiliário é também feito em gelo, desde o balcão, aos bancos onde os visitantes vão sentar-se. Será, sem dúvida, uma experiência inesquecível.

Aqui ficam algumas informações referentes a preços e à programação diária.

MELHOR FICHA DE LEITURA

Aspecto muito positivo apresentado em muitas das fichas de leitura elaboradas é a referência bibliográfica. Destaco ainda em particular, pela relativa boa qualidade do resumo das ideias apresentadas, as fichas de leitura dos alunos: Catarina (penso que Pereira, pois não colocou apelido e só na turma H2 são três); Catarina Santos, Shayenny e Ricardo Rogagels. A melhor ficha de leitura é a seguinte:

Ficha de leitura


Referências bibliográficas:

Autores: Couto, Célia e Rosas, Maria Antónia
Título: O Tempo da História, 1º Parte
Número de edição: 1º
Local de edição: Porto 
Editora: Porto Editora
Ano de edição: 2009


Resumo do tema 2.2.4 (manual págs. 103 a 106) - "A Apologia do Império na Épica e na Historiografia":

Durante o séc. I, no principado de Augusto, Roma sofreu uma grande transformação, esta passou a ser um verdadeiro centro artístico, quer a nível da sua constituição (passou a possuir ainda mais monumentos e obras de arte), assim como a nível cultural (criação de diversas obras literárias e de poesia). Mecenas (amigo do imperador) foi uma figura que se destacou imenso pois reuniu os maiores talentos literários da época, incentivando-os de tal forma, que ainda hoje o seu o nome é ligado à protecção das artes. A literatura atinge assim o seu auge.
A poesia era utilizada por Octávio para fazer propaganda dos benefícios do seu império e das suas características.
Píblio Virgílio Maro foi um grande poeta da época. Os últimos anos da sua vida foram dedicados a uma grande obra épica- a Eneida. Esta grande obra é um cântico às origens de Roma e ao seu lado conquistador.
O Império de Roma sempre fascinou os historiadores, devido à grande persistência que mostrou na sua construção. Tito Lívio, historiador romano que mais dignificou a história da sua pátria, escreveu mais de uma centena de obras sobre Roma. Nestas obras elogiava as diversas conquistas do império Romano e a sua acção civilizadora. Algumas destas obras chegaram a ser usadas como livros escolares na extensa rede de escolas espalhada por todo o império.

Patrícia Simões
Nº20- 10ºH2

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

POR CONTA DAS AULAS DE EDUCAÇÃO SEXUAL

É sempre bom saber - como se faz um bebé.

HOJE É FERIADO PORQUÊ?

Como devem saber, e já deram por isso porque hoje não há aulas, o dia 1 de Dezembro é feriado em Portugal. Neste dia comemora-se o Dia da Restauração da Independência.
Sabem porquê?
Tudo começou em finais do séc. XVI: o rei de Portugal era D. Sebastião. Em 1578, D. Sebastião morreu na batalha de Alcácer-Quibir, no norte de África. Portugal ficou, assim, sem rei, pois D. Sebastião era muito novo e ainda não tinha filhos, não havia herdeiros directos para a coroa portuguesa.
Assim, quem subiu ao trono foi o Cardeal D. Henrique, que era tio-avô de D. Sebastião. Mas só reinou durante dois anos, também já estava velhote...
Mas atenção: estas coisas nunca são simples, houve muitos pretendentes e isto deu muita confusão...
Em 1580, nas Cortes de Tomar, Filipe II, rei de Espanha, foi escolhido como o novo rei de Portugal. A razão para a escolha foi simples: Filipe II era filho da infanta D. Isabel e também neto do rei português D. Manuel, por isso tinha direito ao trono.
Nesta altura, era frequente acontecerem casamentos entre pessoas das cortes de Portugal e Espanha, o que fazia com que houvesse espanhóis que pertenciam à família real portuguesa e portugueses que pertenciam à família real espanhola.
Durante 60 anos, viveu-se em Portugal um período que ficou conhecido na História como "Domínio Filipino" ou, mais correctamente, União Ibérica. Depois do reinado de Filipe II (I de Portugal), veio a governação de Filipe III (II de Portugal) e Filipe IV (III de Portugal). Estes reis governavam Portugal e Espanha ao mesmo tempo, como um só país.
Os portugueses acabaram por revoltar-se contra esta situação e, no dia 1 de Dezembro de 1640, puseram fim ao reinado do rei espanhol num golpe palaciano (um golpe só para derrubar o rei e o seu governo).
Sabiam que havia também defensores do rei espanhol em Portugal? Mas o povo não gostava disso porque o País não era governado com justiça e havia muitos problemas e ataques às províncias ultramarinas e, especialmente, ao Brasil.
Na altura, a Duquesa de Mântua era vice-rainha e Miguel de Vasconcelos era escrivão da Fazenda do Reino. Tinha imenso poder.
No dia 1 de Dezembro de 1640, os Restauradores mataram-no a tiro e foi defenestrado (atirado da janela abaixo) no Paço da Ribeira.
Filipe III abandonou o trono de Portugal e os portugueses escolheram D. João IV, duque de Bragança, como novo rei.
O dia 1 de Dezembro passou a ser comemorado todos os anos como o Dia da Restauração da Independência de Portugal, já que o trono voltou para um rei português.