segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

OS REINOS BÁRBAROS

• Francos: estabeleceram-se na região da actual França e fundaram o Reino Franco;
• Lombardos: invadiram a região norte da Península Itálica;
• Anglos e Saxões: penetraram e instalaram-se no território da actual Inglaterra;
• Burgúndios: estabeleceram-se no sudoeste da França;
• Visigodos: instalaram-se na região da Gália, Itália e Península Ibérica;
• Suevos: invadiram e habitaram a Península Ibérica;
• Vândalos: estabeleceram-se no norte da África e na Península Ibérica;
• Ostrogodos: invadiram a região da actual Itália.
Como vimos na aula, o processo das invasões bárbaras foi de grande importância para que o Império Romano e o seu conjunto de valores e tradições passassem por um processo de junção com a cultura germânica. Dessa maneira, a Idade Média, além de ser inaugurada pelo estabelecimento dos reinos bárbaros, também ficou marcada pela mistura de instituições e costumes de origem romana e germânica.

domingo, 2 de janeiro de 2011

O FIM DO MUNDO ANTIGO E A DECADÊNCIA CULTURAL


No processo de invasão e formação dos reinos bárbaros, deu-se ao mesmo tempo, a “barbarização” das populações romanas e a “romanização” dos bárbaros.
Na economia, a Europa adoptou as práticas económicas germânicas, voltadas para a agricultura, onde o comércio era de pequena importância.
Apesar de dominadores, os bárbaros não tentaram destruir os resquícios da cultura romana; ao contrário, em vários aspectos, assimilaram-na e revigoraram-na.
Isso deu-se, por exemplo, na organização política. Estes povos, que tinham uma primitiva organização tribal, adoptaram parcialmente a instituição monárquica e algumas normas da administração romana.
Muitos povos bárbaros adoptaram o latim como língua oficial.
Os novos reinos converteram-se progressivamente ao catolicismo e aceitaram a autoridade da Igreja Católica, à cabeça da qual se encontrava o bispo de Roma.
Com a ruptura da antiga unidade romana, a Igreja Católica tornou-se a única instituição universal europeia. Essa situação deu-lhe uma posição invejável durante toda a Idade Média.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

FELIZ NATAL - MUITO MODERNO!

AINDA CONÍMBRIGA

 Tudo a tentar perceber a antiga estrutura do forum e as suas verdadeiras dimensões originais



Josemar a liderar o grupo (ainda se lembrava da visita do ano passado!)


H3 - foto para a posteridade


H2 - bem juntinhos por causa do frio


Algumas meninas do H3
Finalmente, chegou a melhor hora do dia - o almoço. Tivemos sorte, pois esteve sempre sol o que compensou o frio que se fazia sentir à chegada. Valeu pelo piquenique, pelo convívio e pelo ar puro que se respirou no meio das oliveiras.

Nham nham!
Mais um dedo de conversa, mais uma dentadinha na sandes, mais uma risadinha (não é Joana?)


Haja alguém que faz pose para a fotografia!

Mais um grupo a fingir-se de bem comportado para ficar na foto!

O grupo mais animado do almoço!
Ou não estivesse aqui o Josemar!
Pois, pois, nesta altura foi quando descobri o vosso hobby!
Muito animadas as meninas do H2
O casal de pombinhos!
Finalmente consegui um plano dos fabulosos olhos da Shay!

PROPOSTA DE CORRECÇÃO DO TESTE

Grupo I

1.1 As guerras civis e perseguições que marcaram o século I a. C. desencadearam uma profunda crise política, derrubando a ordem estabelecida pelas instituições republicanas. O primeiro imperador romano, Octávio, ao ser proclamado Princeps, aceitou também o título de Augusto (um título divino) e esta aquisição de uma origem divina legitimou e fortaleceu a sua autoridade. Esta autoridade assentava no reconhecimento do bom serviço prestado por Octávio (o título de imperador era concedido aos generais vitoriosos cujos feitos tinham sido honrados com o triunfo). Os romanos aceitavam a divinização das virtudes imperiais - benefícios que o imperador trouxe ao seu Império, associando-lhe o culto à deusa Roma - representação do povo romano. O culto a Roma e ao imperador tornaram-se um elemento importante de unidade e coesão assumindo uma importância crescente, que se reflectiu na multiplicação por todo o Império dos templos dedicados ao culto imperial.

1.2 O conceito de cidadania difere entre gregos e romanos. Para os primeiros tinha um carácter redutor, para os segundos é uma noção aberta, que podia advir do próprio nascimento ou por aquisição. Contudo, a plena cidadania implicava um conjunto de direitos civis e políticos (direito de proceder a actos jurídicos, possuir terra, direito de votar e ser eleito nas magistraturas, entre outros, prerrogativas que eram dissociáveis). Inicialmente a categoria de cidadão estava reservada aos naturais de Roma e seus descendentes, posteriormente os habitantes das terras conquistadas alcançaram um estatuto jurídico que variava de região para região e que foi melhorando em virtude da aceitação do domínio romano. Normalmente a condição jurídica de uma cidade estendia-se aos seus habitantes e era vulgar a atribuição do título de cidadão a quem se distinguisse pelos seus méritos. A concessão por Caracala da plena cidadania a todos os habitantes do Império, em 212 d. C., promoveu a igualdade entre conquistados e conquistadores, conferindo unidade ao Império.

1.3 A cidade romana organizava-se em torno do fórum, praça pública principal, constituído pelos edifícios religiosos e administrativos, onde se destaca a cúria, a basílica e os templos. Junto do fórum podiam existir bibliotecas, mercados e lojas. As cidades estavam equipadas com termas e quase todas possuíam anfiteatro, teatro e circo.

1.3.1 A área pública mais importante das cidades romanas era o fórum.
O fórum, centro administrativo e religioso, era rodeado por edifícios e colunatas e possuía uma área ao ar livre destinada a reuniões. Nele se encontravam as repartições públicas como a cúria, onde se reunia o Senado, e a basílica, que era o tribunal público, bem como os templos.
Todas as cidades do Império obedeciam a este padrão urbanístico.

1.4 Há nas construções romanas um grande sentido de eficácia e organização. Dando prioridade à utilidade, as suas cidades são, essencialmente, construídas para usufruto dos cidadãos. Este sentido utilitário revelou-se através da construção de aquedutos, circos, termas, anfiteatros, estradas, sistemas de saneamento (água e esgotos)... O pragmatismo romano está igualmente presente no modo como afirmaram a sua condição de grandeza imperial reflectido na monumentalidade das suas construções e nas cidades organizadas como células de administração territorial extremamente eficazes.

Grupo II

1.1 Os agentes de romanização presentes no texto consideram-se: o exército; os comerciantes; as clientelas locais promovidas pelos governadores; os emigrantes; as alianças efectuadas com os poderes indígenas e consequente reforma administrativa e fundação de colónias; a implantação de uma rede de centros urbanos, através da progressiva assimilação de hábitos e instituições romanas; as vias romanas.

1.2 A política de urbanização entende-se como um pilar da romanização da Península Ibérica. A imposição do poder do Império foi lenta e gradual e o processo de aculturação baseou-se na fundação de colónias onde predominava um regime administrativo que se adaptava às características e tradições locais, mas com uma organização politico-administrativa semelhante à de Roma. A romanização da Península Ibérica centrar-se-ia, pois, no desenvolvimento da vida urbana. As cidades revestiam-se de características de monumentalidade e funcionalidade das suas estruturas e edifícios, podendo constituir-se sob vários estatutos jurídicos, como por exemplo Conímbriga que, de estipendiária foi promovida à categoria de município, na primeira metade do século I.