domingo, 9 de janeiro de 2011
AS CRUZADAS


As Cruzadas são tradicionalmente definidas como expedições de carácter “militar” organizadas pela Igreja Católica, para combaterem os inimigos do Cristianismo e libertarem a Terra Santa (Jerusalém) das mãos dos infiéis.
O movimento estendeu-se desde os fins do século XI até meados do século XIII. O termo Cruzadas passou a designá-lo em virtude dos seus adeptos (os chamados soldados de Cristo) serem identificados pelo símbolo da cruz bordado nas vestes. A cruz simbolizava o contrato estabelecido entre o indivíduo e Deus.
CRONOLOGIA DAS CRUZADAS
Tradicionalmente fala-se em 9 Cruzadas, mas, na realidade, foi um movimento quase permanente.
- Primeira Cruzada – 1095 (Urbano II)
(Cruzada Germânica; Cruzada Popular ou dos Mendigos, do monge Pedro, o Eremita; Cruzada de 1101, do Papa Pascoal II)
- Segunda Cruzada – 1145 (Eugénio III)
- Terceira Cruzada – 1189 (Gregório VIII)
- Quarta Cruzada – 1202 (Balduíno IX, Conde de Flandres e Bonifácio II, Marquês de Montferrant)
(Cruzada das Crianças – 1212)
- Quinta Cruzada – 1217 (Inocêncio III)
- Sexta Cruzada – 1228 (Gregório IX)
- Sétima Cruzada – 1245 (Inocêncio IV)
- Oitava Cruzada – 1270 (rei francês Luís IX, São Luís)
- Nona Cruzada – 1271 – (Gregório X)
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
A SOCIEDADE FEUDAL
O conceito de Feudalismo assenta numa forma de organização social, política e económica que se desenvolveu na Europa entre os séculos XI e XIII, ainda que algumas das suas características se tenham prolongado até ao século XV, refletindo-se numa mentalidade e conjunto de relações humanas, económicas e de poder, que marcaram significativamente a vida na Idade Média.
O poder central estava dividido por diferentes feudos (territórios; senhorios). Neles, o senhor apropriou-se das diferentes funções próprias do Estado, como legislar, cobrar impostos e aplicar a justiça.
A terra adquiriu uma enorme importância económica, com a diminuição do comércio e da circulação monetária. A agricultura era a base da economia e a vida rural predominava sobre a urbana.
A obediência e serviços que antes se prestavam ao Estado, entregavam-se agora a um senhor, com o qual se estabelecia um vínculo de dependência pessoal. Os serviços recebidos pagavam-se com um feudo (terra).
A sociedade hierarquizada era dominada por dois grupos sociais privilegiados: a nobreza e o clero. A Igreja marcava os traços mais importantes da cultura e da sociedade.
A Sociedade Feudal assentava em três "Ordens" claramente diferenciadas. A cada um destes estratos correspondia uma função social determinada: aos nobres, combater; ao clero, rezar; aos outros, trabalhar para sustentar o resto da sociedade.
Na mentalidade medieval, o trabalho destes três grupos era complementar - a sociedade funcionava como um corpo único. E todos dependiam uns dos outros.
Mas na prática, a ordem social era hierárquica. Baseava-se mais na complementaridade de funções, na subordinação dos indivíduos a quem tinha mais poder.
A ordem dos "bellatores" (os que combatem), a nobreza, era encabeçada pelo rei que não era vassalo de ninguém e que, teoricamente, era senhor de todos. A nobreza combatia pela necessidade de defesa ou pelo desejo de prestígio e poder.
A ordem eclesiástica - "os oradores"- também funcionava como o poder feudal, no topo da qual se encontrava o Papa.
As condições de vida do clero variavam consideravelmente, segundo a ordem que ocupavam na hierarquia eclesiástica: o alto clero era constituído por nobres que recebiam as suas dioceses como concessões dos reis e de outros nobres e eram verdadeiros senhores dentro delas.
Os membros do baixo clero, pelo contrário, viviam em condições mais precárias.
Os "laboratores" (os que trabalham) eram um grupo muito heterogéneo, pois a ele pertenciam camponeses, servos e habitantes de aldeias e cidades que desempenhavam uma multiplicidade de ofícios como artesãos, comerciantes, estalajadeiros, almocreves...
A vassalagem era fundamental para o suporte do sistema feudal. A vassalagem teve origem no mundo bárbaro dos germânicos, em cuja sociedade os indivíduos se ligavam a um chefe através de laços de fidelidade pessoal. Na época feudal a vassalagem deixou de ser uma prática exclusivamente ligada ao rei e passou a ser um contrato (um compromisso) entre dois homens livres. Um, o vassalo, solicitava protecção ao senhor e este, mais poderoso, dava-lha em troca de determinados serviços.
O Contrato de Vassalagem
Estabelecia os direitos e obrigações que, daí em diante, caracterizavam a ligação entre o senhor e o vassalo. Enquanto o vassalo se comprometia a ajudar o senhor com auxílio militar e conselhos, o senhor comprometia-se a proteger o vassalo e a dar-lhe recompensas.
O contrato era confirmado através de uma cerimónia que incluía a Homenagem e a Investidura.
No acto da Homenagem o futuro vassalo ajoelhava-se perante o senhor e jurava-lhe fidelidade. Seguia-se a cerimónia da Investidura: o senhor entregava ao vassalo um ramo ou um punhado de terra que simbolizava a entrega de um feudo (terra).
Camponeses e Servos
Fora do mundo dos grandes senhores, mas a ele diretamente ligados, encontravam-se os camponeses, que trabalhavam e pagavam impostos que sustentavam a nobreza e o clero.
Mas, nem todos os camponeses tinham a mesma categoria, alguns eram livres e outros servos.
Os homens livres arrendavam um manso ou viviam nas aldeias, vilas ou cidades junto dos castelos.
Os servos, dependiam de um nobre ou de um senhor eclesiástico e não podiam abandonar a terra onde tinham nascido.
Os servos tinham obrigação de trabalhar gratuitamente para um senhor ou entregar-lhe uma parte da sua própria colheita. A servidão era hereditária e o servo pertencia ao património do senhor.
A maioria dos camponeses vivia em condições de pobreza, dependência e exploração.
Deviam de produzir tudo aquilo de que necessitavam para sobreviver e, para ter acesso a serviços especiais como o moinho ou o forno, tinham de pagar uma taxa pela sua utilização.
As condições de vida eram muito duras, especialmente quando as más colheitas traziam a fome e as doenças.
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
A EUROPA MEDIEVAL
Depois da queda do Império Romano do Ocidente, tem início uma época que se estende, em traços gerais, até ao ano 1000, e a que os historiadores convencionaram denominar Alta Idade Média.
A principal característica deste período é a fragmentação do território europeu, após a desintegração do mundo romano, surgindo inúmeros reinos liderados por povos germânicos (Bárbaros): francos, visigodos, ostrogodos, burgúndios...
Tradicionalmente considerou-se esta Europa da Alta Idade Média como um mundo regido pela barbárie e pela ignorância - uma idade das trevas. Esta visão formou-se, em grande medida, pela comparação entre este período e o do esplendoroso mundo romano, época de grande desenvolvimento da civilização ocidental.
Contudo, deslumbrados pelo mundo romano e pelas suas instituições , os povos bárbaros tentaram, à sua maneira, recuperar o legado latino, de tal forma que o extinto império romano seria sempre uma referência a alcançar.
Uma das tentativas de reconstrução do império romano foi levada a cabo por Carlos Magno, rei dos francos (século VIII), quando uniu sob a mesma coroa extensos territórios: as fronteiras do reino Franco estender-se-ão até à Península Ibérica e à Europa Central (Itália, Alemanha, Saxónia, Dácia...) chegando ao rio Danúbio. Daí o seu cognome Carlos Magnus (Grande), que se fez coroar como imperador, em Roma, pelo Papa Leão III, igualando-se aos imperadores do Oriente, assumidos como os autênticos herdeiros dos imperadores romanos.
Os seus projectos de criação de um grande império depararam-se, no entanto, com inúmeros problemas:
- primeiro, havia que contar com um novo poder (o da cruz), consolidado durante a última etapa do império romano: o Papado, cada vez mais poderoso, disputa com os príncipes cristãos o poder temporal (o deste mundo);
- por outro lado, no Oriente, mantém-se o verdadeiro herdeiro do império romano, denominado agora Bizantino, que alcança um grande desenvolvimento económico, político e cultural (principalmente no tempo de Justiniano, a idade de ouro bizantina). As relações entre Bizâncio e o Papado, disputando ambos o domínio sobre a cristandade, passarão por momentos de tensão e confronto;
- dividido entre vários poderes, o mundo cristão será obrigado a unir-se para fazer frente a uma ameaça comum: a expansão do Islão. A nova religião liderada por Maomé estende-se desde a Península Arábica tanto para Oriente, até à Índia, como para Ocidente, até às fronteiras do reino Franco. Na Península Ibérica, o mundo muçulmano terá uma definição própria, Al-Andaluz, criando um esplendoroso estado islâmico com capital em Córdova. A partir desse momento, e nos séculos seguintes, o Islão desempenhará um papel de relevo nas relações internacionais;
- a intenção de restaurar o esplendoroso passado romano chocará também com a multiplicidade de poderes existente. A nobreza feudal acumula os seus próprios poderes: domínios territoriais, exércitos próprios, alianças familiares, exploração das populações rurais em seu benefício. Perante os nobres, o poder do rei tem pouca base de sustentação, sendo considerado quase como o "primeiro entre iguais".
Perante a nobreza guerreira, numa época de grande servidão, o povo refugia-se na fé cristã, fortemente disseminada a partir dos inúmeros mosteiros criados de acordo com a Regra de São Bento. Verdadeiros oásis de paz num mundo em convulsão, seguindo a máxima "reza e trabalha" (ora et labora) a leitura e o trabalho convertem-se em métodos de aproximação a Deus.
A Igreja enfrenta também outro dos seus inimigos: a bruxaria e a magia, pois na época subsistia um acentuado apego ao mágico, continuando presentes na sociedade as tradições pagãs. Para desenraizar este paganismo, a Igreja põe em marcha uma série de iniciativas que conduzirão à cristianização da vida privada, criando novos espaços sagrados, afirmando o culto das relíquias, promovendo novas celebrações litúrgicas ou procissões.
A IGREJA E A TRANSMISSÃO DO LEGADO POLÍTICO-CULTURAL CLÁSSICO
O papel do Imperador Constantino na afirmação do Cristianismo no Império Romano
Constantino (272 – 337; governou de 324 a 337) entrou na História como primeiro imperador romano a professar o cristianismo, na sequência da sua vitória sobre Maxêncio na Batalha da Ponte Mílvio, em 28 de Outubro de 312, perto de Roma, que ele mais tarde atribuiu ao Deus cristão: segundo a tradição, na noite anterior à batalha sonhou com uma cruz, e nela estava escrito em latim “In hoc signo vinces” (“sob este símbolo vencerás”), e de manhã, um pouco antes da batalha, mandou que pintassem uma cruz nos escudos dos soldados e conseguiu uma vitória esmagadora sobre o inimigo. Esta narrativa tradicional não é hoje considerada um facto histórico, tratando-se antes da fusão de duas narrativas de factos diversos encontrados na biografia de Constantino pelo bispo Eusébio de Cesareia.
No entanto, é certo que Constantino era atraído pela religiosidade e pelas práticas piedosas – ainda que se tratasse da piedade ritual do paganismo: o Senado Romano, ao erguer em honra a Constantino o seu arco do triunfo, o Arco de Constantino, fez inscrever sobre este que a sua vitória se devia à “inspiração da Divindade”(instinctu divinitatis mentis), o que certamente ia de encontro às ideias do próprio imperador.
Até um período muito tardio do seu reinado, no entanto, Constantino não abandonou claramente a sua adoração ao deus imperial Sol, que manteve como símbolo principal das suas moedas até 315. Só após 317 é que ele passou a adoptar lemas e símbolos cristãos, como o “chi-rô”, emblema que combinava as duas primeiras letras gregas do nome de Cristo (“X” e “P” sobrepostos).
Aquando da sua entrada solene em Roma em 312, Constantino recusou-se a subir ao Capitólio para oferecer culto a Júpiter, atitude que repetiria nas suas duas outras visitas solenes à antiga capital para a comemoração dos jubileus do seu reinado, em 315 e 326.
Fonte: Wikipédia (resumo)
Resumo:
- Em 313 publicou o Édito de Milão – concede a liberdade de culto e a igualdade de direitos aos Cristãos, decretando a restituição dos bens anteriormente confiscados à Igreja. Os Cristãos deixaram a clandestinidade das reuniões e passaram a fazê-lo nas suas basílicas.
- Em 325 convocou um concílio ecuménico – o Concílio de Niceia: condenou as heresias donatista e ariana, instaurou o cesaropapismo (supremacia do Estado sobre a Igreja) e determinou o carácter universal do Cristianismo.
- Favoreceu e enriqueceu a Igreja, inseriu na legislação imperial os princípios da moral cristã e no final da vida chegou a aceitar o baptismo.
A importância do Concílio de Niceia para a Fé e para a Igreja Católica
Resumo:
- Foi o 1º Concílio ecuménico, convocado por Constantino para pôr ordem na organização da Igreja
- Condenou o arianismo e definiu o Credo (dogma) da Fé Cristã.
- Instaurou um sistema de relações entre a Igreja e o Estado, o cesaropapismo, defendendo a supremacia do poder político (do Imperador) sobre o religioso (da Igreja Católica), o que irá originar conflitos ao longo da História.
- Afirmou o carácter católico e universal do Cristianismo.
- Definiu a organização hierárquica da Igreja Cristã, afirmando-se esta como uma única comunidade dos fiéis, depositária da Doutrina da Salvação.
O papel do Imperador Teodósio na afirmação do Cristianismo no Império Romano
Teodósio nasceu em Espanha por volta de 346 e faleceu em Milão em 17 de Janeiro de 395. O Cristianismo torna-se a religião oficial do Império Romano, com o Imperador Teodósio (Édito de Tessalónica).
Proibição dos demais cultos em 395.
Proibiu também os Jogos Olímpicos, considerados pagãos.
Inicialmente, o imperador detinha o controle da Igreja.
A decisão não foi aceite uniformemente por todo o Império; o paganismo ainda tinha um número muito significativo de adeptos. Uma das medidas de Teodósio I para que a sua decisão fosse ratificada foi tratar com rigidez aqueles que se opuseram a ela. O massacre de Tessalónica, devido a uma rebelião pagã, deixou clara esta posição do imperador. Pelo Édito de Tessalónica, em 391 d.C., o Imperador Teodósio estabeleceu que o Cristianismo tornar-se-ia a religião oficial do Império Romano, sendo imposta a toda a população, abolindo assim todas as práticas politeístas dentro dos domínios do Império.
A importância do 1º Concílio de Constantinopla para a unidade do dogma cristão
O Concílio de Constantinopla (381), convocado pelo imperador Teodósio I:
- Retomou os trabalhos de Niceia e ordenou com precisão a organização eclesiástica
- Reconheceu o primado do bispo de Roma sobre todo o mundo cristão
- Eliminou o arianismo e pôs o Estado ao serviço da Fé.
O papel da Igreja romano-cristã na transmissão de grande parte do legado cultural clássico.
A Igreja romano-cristã continuou o pensamento filosófico antigo, adaptando-o à doutrina cristã e promovendo o seu ensino.
- Os Padres da Igreja, ou mestres da patrística, foram escritores cristãos que definiram, nas suas obras, a doutrina cristã, tornando-a clara e distinta das heresias, do judaísmo, dos cultos pagãos e das concepções filosóficas greco-romanas (exs: Tertuliano, Gregório de Nisa, João Crisóstomo); alguns foram estudiosos da filosofia clássica e do Direito Romano, pondo estes conhecimentos ao serviço da Igreja, permitindo assim que a cultura clássica não se perdesse (exs: S. Jerónimo, Sto. Agostinho, Sto. Ambrósio).
- Através do ensino também foi possível que o legado clássico chegasse até nós, através: do ensino dos sofistas; do ensino da retórica; da produção de obras literárias de estilo clássico, como panegíricos de imperadores, discursos de circunstância, escritos de natureza política, etc. (muitos mestres foram conselheiros de imperadores).
Constantino (272 – 337; governou de 324 a 337) entrou na História como primeiro imperador romano a professar o cristianismo, na sequência da sua vitória sobre Maxêncio na Batalha da Ponte Mílvio, em 28 de Outubro de 312, perto de Roma, que ele mais tarde atribuiu ao Deus cristão: segundo a tradição, na noite anterior à batalha sonhou com uma cruz, e nela estava escrito em latim “In hoc signo vinces” (“sob este símbolo vencerás”), e de manhã, um pouco antes da batalha, mandou que pintassem uma cruz nos escudos dos soldados e conseguiu uma vitória esmagadora sobre o inimigo. Esta narrativa tradicional não é hoje considerada um facto histórico, tratando-se antes da fusão de duas narrativas de factos diversos encontrados na biografia de Constantino pelo bispo Eusébio de Cesareia.
No entanto, é certo que Constantino era atraído pela religiosidade e pelas práticas piedosas – ainda que se tratasse da piedade ritual do paganismo: o Senado Romano, ao erguer em honra a Constantino o seu arco do triunfo, o Arco de Constantino, fez inscrever sobre este que a sua vitória se devia à “inspiração da Divindade”(instinctu divinitatis mentis), o que certamente ia de encontro às ideias do próprio imperador.
Até um período muito tardio do seu reinado, no entanto, Constantino não abandonou claramente a sua adoração ao deus imperial Sol, que manteve como símbolo principal das suas moedas até 315. Só após 317 é que ele passou a adoptar lemas e símbolos cristãos, como o “chi-rô”, emblema que combinava as duas primeiras letras gregas do nome de Cristo (“X” e “P” sobrepostos).
Aquando da sua entrada solene em Roma em 312, Constantino recusou-se a subir ao Capitólio para oferecer culto a Júpiter, atitude que repetiria nas suas duas outras visitas solenes à antiga capital para a comemoração dos jubileus do seu reinado, em 315 e 326.
Fonte: Wikipédia (resumo)
Resumo:
- Em 313 publicou o Édito de Milão – concede a liberdade de culto e a igualdade de direitos aos Cristãos, decretando a restituição dos bens anteriormente confiscados à Igreja. Os Cristãos deixaram a clandestinidade das reuniões e passaram a fazê-lo nas suas basílicas.
- Em 325 convocou um concílio ecuménico – o Concílio de Niceia: condenou as heresias donatista e ariana, instaurou o cesaropapismo (supremacia do Estado sobre a Igreja) e determinou o carácter universal do Cristianismo.
- Favoreceu e enriqueceu a Igreja, inseriu na legislação imperial os princípios da moral cristã e no final da vida chegou a aceitar o baptismo.
A importância do Concílio de Niceia para a Fé e para a Igreja Católica
Resumo:
- Foi o 1º Concílio ecuménico, convocado por Constantino para pôr ordem na organização da Igreja
- Condenou o arianismo e definiu o Credo (dogma) da Fé Cristã.
- Instaurou um sistema de relações entre a Igreja e o Estado, o cesaropapismo, defendendo a supremacia do poder político (do Imperador) sobre o religioso (da Igreja Católica), o que irá originar conflitos ao longo da História.
- Afirmou o carácter católico e universal do Cristianismo.
- Definiu a organização hierárquica da Igreja Cristã, afirmando-se esta como uma única comunidade dos fiéis, depositária da Doutrina da Salvação.
O papel do Imperador Teodósio na afirmação do Cristianismo no Império Romano
Teodósio nasceu em Espanha por volta de 346 e faleceu em Milão em 17 de Janeiro de 395. O Cristianismo torna-se a religião oficial do Império Romano, com o Imperador Teodósio (Édito de Tessalónica).
Proibição dos demais cultos em 395.
Proibiu também os Jogos Olímpicos, considerados pagãos.
Inicialmente, o imperador detinha o controle da Igreja.
A decisão não foi aceite uniformemente por todo o Império; o paganismo ainda tinha um número muito significativo de adeptos. Uma das medidas de Teodósio I para que a sua decisão fosse ratificada foi tratar com rigidez aqueles que se opuseram a ela. O massacre de Tessalónica, devido a uma rebelião pagã, deixou clara esta posição do imperador. Pelo Édito de Tessalónica, em 391 d.C., o Imperador Teodósio estabeleceu que o Cristianismo tornar-se-ia a religião oficial do Império Romano, sendo imposta a toda a população, abolindo assim todas as práticas politeístas dentro dos domínios do Império.
A importância do 1º Concílio de Constantinopla para a unidade do dogma cristão
O Concílio de Constantinopla (381), convocado pelo imperador Teodósio I:
- Retomou os trabalhos de Niceia e ordenou com precisão a organização eclesiástica
- Reconheceu o primado do bispo de Roma sobre todo o mundo cristão
- Eliminou o arianismo e pôs o Estado ao serviço da Fé.
O papel da Igreja romano-cristã na transmissão de grande parte do legado cultural clássico.
A Igreja romano-cristã continuou o pensamento filosófico antigo, adaptando-o à doutrina cristã e promovendo o seu ensino.
- Os Padres da Igreja, ou mestres da patrística, foram escritores cristãos que definiram, nas suas obras, a doutrina cristã, tornando-a clara e distinta das heresias, do judaísmo, dos cultos pagãos e das concepções filosóficas greco-romanas (exs: Tertuliano, Gregório de Nisa, João Crisóstomo); alguns foram estudiosos da filosofia clássica e do Direito Romano, pondo estes conhecimentos ao serviço da Igreja, permitindo assim que a cultura clássica não se perdesse (exs: S. Jerónimo, Sto. Agostinho, Sto. Ambrósio).
- Através do ensino também foi possível que o legado clássico chegasse até nós, através: do ensino dos sofistas; do ensino da retórica; da produção de obras literárias de estilo clássico, como panegíricos de imperadores, discursos de circunstância, escritos de natureza política, etc. (muitos mestres foram conselheiros de imperadores).
OS REINOS BÁRBAROS

• Francos: estabeleceram-se na região da actual França e fundaram o Reino Franco;
• Lombardos: invadiram a região norte da Península Itálica;
• Anglos e Saxões: penetraram e instalaram-se no território da actual Inglaterra;
• Burgúndios: estabeleceram-se no sudoeste da França;
• Visigodos: instalaram-se na região da Gália, Itália e Península Ibérica;
• Suevos: invadiram e habitaram a Península Ibérica;
• Vândalos: estabeleceram-se no norte da África e na Península Ibérica;
• Ostrogodos: invadiram a região da actual Itália.
Como vimos na aula, o processo das invasões bárbaras foi de grande importância para que o Império Romano e o seu conjunto de valores e tradições passassem por um processo de junção com a cultura germânica. Dessa maneira, a Idade Média, além de ser inaugurada pelo estabelecimento dos reinos bárbaros, também ficou marcada pela mistura de instituições e costumes de origem romana e germânica.
domingo, 2 de janeiro de 2011
O FIM DO MUNDO ANTIGO E A DECADÊNCIA CULTURAL

No processo de invasão e formação dos reinos bárbaros, deu-se ao mesmo tempo, a “barbarização” das populações romanas e a “romanização” dos bárbaros.
Na economia, a Europa adoptou as práticas económicas germânicas, voltadas para a agricultura, onde o comércio era de pequena importância.
Apesar de dominadores, os bárbaros não tentaram destruir os resquícios da cultura romana; ao contrário, em vários aspectos, assimilaram-na e revigoraram-na.
Apesar de dominadores, os bárbaros não tentaram destruir os resquícios da cultura romana; ao contrário, em vários aspectos, assimilaram-na e revigoraram-na.
Isso deu-se, por exemplo, na organização política. Estes povos, que tinham uma primitiva organização tribal, adoptaram parcialmente a instituição monárquica e algumas normas da administração romana.
Muitos povos bárbaros adoptaram o latim como língua oficial.
Os novos reinos converteram-se progressivamente ao catolicismo e aceitaram a autoridade da Igreja Católica, à cabeça da qual se encontrava o bispo de Roma.
Com a ruptura da antiga unidade romana, a Igreja Católica tornou-se a única instituição universal europeia. Essa situação deu-lhe uma posição invejável durante toda a Idade Média.
Com a ruptura da antiga unidade romana, a Igreja Católica tornou-se a única instituição universal europeia. Essa situação deu-lhe uma posição invejável durante toda a Idade Média.
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