segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

ORDENS MONÁSTICAS

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Estas ordens religiosas são constituídas por membros do clero regular.
Desde o início do Cristianismo existiram homens e mulheres que consagraram a sua vida a Deus. No final do Império Romano, muitos fiéis recém-convertidos abandonaram as suas casas, as suas cidades e refugiaram-se em lugares desertos ou mais isolados, de forma a levarem um modo de vida mais de acordo com aquilo que entendiam que era o modelo de vida de Cristo e dos primeiros cristãos. Por vezes, esses cristãos agrupavam-se em pequenas comunidades, para as quais se tornou necessário criar algumas regras de convivência, e até mesmo um modelo de sociedade que pudesse ser repetido noutros locais. Nasciam, assim, as primeiras ordens.
O primeiro grande codificador e fundador de uma ordem religiosa foi São Bento de Núrsia. A regra propagou-se e criaram-se dezenas de mosteiros por toda a Europa.
A regra era simples e cobria quase todos os aspectos da vida quotidiana de uma comunidade religiosa, definindo tempos de oração, tempos de trabalho, tempos de descanso, bem como os deveres mútuos, a resolução de conflitos, penas...
Posteriormente, outros fundadores foram adaptando a alterando a Regra de São Bento, criando novas comunidades e novas ordens.
A ordem de São Bento é uma ordem religiosa monástica católica que se baseia na observância dos preceitos destinados a regular a convivência comunitária. Foi composta no século VI, em 529 para a abadia de Montecassino, por Bento de Núrsia: a Regula Beneticti. Os monges desta ordem são conhecidos como beneditinos.
A "Regra" deixada por São Bento, tem por princípio fundamental Ora et labora, o que quer dizer "Reza e trabalha."
Os mosteiros beneditinos são sempre dirigidos por um superior que, dependendo da categoria do mosteiro, pode chamar-se de prior ou abade.
O ritmo de vida beneditino tem como eixo principal o Oficio Divino, também chamado de Liturgia das Horas, que se reza sete vezes ao dia, tal como São Bento havia ordenado. Juntamente com a intensa vida de piedade e oração, em cada mosteiro trabalha-se arduamente em diversas actividades manuais e agrícolas para o sustento e o auto-abastecimento da comunidade.
Na Idade Media os monges beneditinos usavam hábito preto, pelo que foram chamados de monges negros, em oposição aos cistercienses, que usam túnica e escapulário branco, denominados monges brancos.
Ao longo da sua história, a Ordem Beneditina passou por muitas reformas, talvez devido à decadência da disciplina no interior dos mosteiros. A primeira reforma importante teve lugar no século X, num mosteiro situado em Cluny (França), tornando-se de tal forma importante que durante grande parte da Idade Média muitos dos mosteiros beneditinos estavam sob o domínio de Cluny, que adquiriu grande poder económico e político e os seus abades chegaram a fazer parte das cortes imperiais e papais. Aliás, muitos Papas foram beneditinos vindos de mosteiros cluniacenses.
Tanto poder levou à decadência da reforma de Cluny, que encontrou substituta na reforma cistercience (de Cister - França), onde se fundou o primeiro mosteiro desta reforma. O principal objectivo da nova reforma era impor o regresso à vida contemplativa, sendo o seu principal impulsionador São Bernardo de Claraval (1090-1153), encarregue da fundação da abadia de Claraval (França), da qual foi abade durante cerca de 40 anos.
Bernardo de Claraval tornou-se no principal conselheiro dos Papas e muitos dos seus monges chegaram, igualmente a ocupar o cargo.

ORDEM DE SANTIAGO



A Ordem Militar de Santiago é uma ordem castelhano-leonesa instituída por Afonso VIII de Castela e aprovada pelo Papa Alexandre III, tornando-a assim uma ordem supranacional, directamente responsável perante o chefe máximo da Cristandade.
Os cavaleiros de Santiago, ou Espatários (por o seu símbolo ser uma espada em forma crucífera), fizeram votos de pobreza e de obediência, mas, seguindo a regra de Stº Agostinho, os seus membros não eram obrigados ao voto de castidade, podendo, assim, casar.
Os Espatários participaram na batalha de Navas de Tolosa (1212), tendo os reis concedido muitos privilégios e a posse de extensas regiões, com o objectivo de as repovoar.

ORDEM DE CALATRAVA



No ano de 1150, Afonso VII de Castela doou à Ordem dos Templários os domínios e o castelo de Calatrava, junto ao rio Guadiana, para os defenderem dos ataques dos Mouros. Com o número de cavaleiros a aumentar rapidamente, o Papa reconheceu a Ordem de Calatrava em 1164.
Alguns frades da nova Ordem estabeleceram-se em Évora em 1211 e D. Afonso II doou-lhes os domínios de Avis. Provavelmente, já nessa época a Ordem portuguesa de Avis tinha um estatuto independente, embora continuasse subordinada à castelhana.
A insígnia da Ordem é uma cruz vermelha floreada no hábito.

MAIS UMA ORDEM RELIGIOSA MILITAR

Ordem dos Hospitalários

A Ordem de Malta (oficialmente Ordem Soberana e Militar Hospitalária de S. João de Jerusalém de Rodes e de Malta, também conhecida por Ordem do Hospital) é uma organização internacional católica fundada no século XI na Terra Santa, durante as Cruzadas, encarregada de assistir e proteger os peregrinos que aí se dirigiam.
Perante as derrotas e perda dos territórios na Palestina pelos Cruzados, a Ordem passou a operar a partir da ilha de Rodes, onde era soberana, e mais tarde desde Malta, como estado vassalo do reino da Sicília.
Actualmente, a ordem de Malta é uma organização humanitária internacional que dirige hospitais e centros de reabilitação em diversos países.

ORDENS MILITARES RELIGIOSAS

Ordens Militares Religiosas e data da sua instituição

1118 - Ordem dos Templários
1136 - Ordem dos Hospitalários
1158 - Ordem de Calatrava
c. 1160 - Ordem de Santiago
1176 - Ordem de Avis (ramo da Ordem de Calatrava)
1193 - Cavaleiros Teutónicos
1246 - Cavaleiros da Concórdia
1323 - Ordem de Cristo (descendente da Ordem dos Templários, formada pelo grão-mestre da Ordem de Avis).

A Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão, vulgarmente conhecida como Ordem dos Templários ou Ordem do Templo, foi uma das mais famosas ordens militares de cavalaria. A organização existiu durante dois séculos, sendo fundada no rescaldo da Primeira Cruzada (de 1096), com o propósito original de assegurar a segurança dos muitos cristãos que voltaram a fazer a peregrinação a Jerusalém após a sua conquista.
Oficialmente aprovada pela Igreja Católica por volta de 1129, a Ordem tornou-se uma das favoritas da caridade em toda a cristandade e cresceu rapidamente quer em membros quer em poder. Os cavaleiros templários, com os seus característicos mantos brancos com a cruz vermelha, estavam entre as mais qualificadas unidades de combate nas Cruzadas.
Os membros não combatentes da Ordem geriam uma vasta infraestrutura económica em toda a cristandade, inovando nas técnicas financeiras que constituíram o embrião de um sistema bancário, erguendo muitas fortificações por toda a Europa e Terra Santa.
O sucesso dos Templários esteve estreitamente ligado ao das Cruzadas. Quando a Terra Santa foi perdida, o apoio à Ordem reduziu-se. Rumores acerca da iniciação secreta dos Templários criaram desconfianças e o rei de França, Filipe IV, muito endividado para com a Ordem, começou a pressionar o Papa (Clemente V) a tomar medidas contra eles.
Em 1307 foram detidos em França muitos dos membros da Ordem, sendo torturados até darem falsas confissões e posteriormente queimados vivos. Em 1312 o Papa, sob pressão do rei Filipe, dissolveu a Ordem. O súbito desaparecimento da maior parte da infraestrutura europeia da Ordem deu origem a especulações e lendas que têm mantido vivo o nome dos Templários até aos nossos dias.

MATRIZ DE CONTEÚDOS A ESTUDAR PARA O TESTE

Módulo 2 – Dinamismo civilizacional da Europa da Europa Ocidental nos séculos XIII e XIV – espaços, poderes e vivências          Duração da Prova: 90 minutos


Conteúdos
Aprendizagens relevantes
1-A Identidade Civilizacional da Europa Ocidental
1.2 O quadro económico e demográfico – expansão e limites do crescimento
- Identificar os principais factores de crescimento demográfico e económico da Europa no século XIII
- Identificar os pólos de dinamismo económico da Europa
2- O espaço português – a consolidação de um reino cristão ibérico
2.1 A fixação do território – do termo da Reconquista ao estabelecimento e fortalecimento de fronteiras
2.2 O país urbano e concelhio
2.3 O país rural e senhorial
- Relacionar a Reconquista cristã peninsular com a configuração do espaço territorial português
- Caracterizar o poder senhorial
- Explicar as particularidades da organização social, política e administrativa dos concelhos
- Reconhecer o papel das cidades e dos concelhos na resistência ao desenvolvimento do senhorialismo e à centralização régia

domingo, 30 de janeiro de 2011

CORRECÇÃO DA QUESTÃO N.º 9

Já percebi que muitos de vós têm tendência para complicar o que é simples.
A resposta à questão 9 era relativamente simples, bastava isto:

Os principais problemas da vida rural portuguesa eram:
- a falta de cereais;
- a falta de mão-de-obra (que deram origem à fome generalizada das populações);
- a peste negra;
- exigência de altos salários por parte dos trabalhadores (como aproveitamento da conjuntura da falta de mão-de-obra que se vivia na altura).
Para chegar a estas conclusões bastava basearem-se nos documentos analisados e na sua comparação, pois todos se relacionam com a tentativa de resolução da conjuntura de fome, de peste negra, de falta de mão-de-obra e de exigência de altos salários por parte dos trabalhadores, que se verificava em Portugal na época..