quarta-feira, 9 de março de 2011

MATRIZ DE CONTEÚDOS A ESTUDAR PARA O TESTE

MATRIZ DE CONTEÚDOS A ESTUDAR PARA O TESTE

Conteúdos
Aprendizagens Relevantes
Módulo 2
2. O espaço português – a consolidação de um reino cristão ibérico
2.4 O poder régio, factor estruturante de coesão interna do reino
·         Analisar o funcionamento da monarquia feudal
·         Reconhecer no poder e na autoridade real um factor de coesão interna e de afirmação de Portugal no quadro político ibérico
3. Valores, vivências e quotidiano
3.1 A experiência urbana

3.2 A cultura leiga e profana nas cortes régias e senhoriais

·         Conhecer as principais características do estilo gótico
·         Caracterizar a vida cultural nas cortes régias e senhoriais
Módulo 3
1.       A geografia cultural europeia de Quatrocentos e Quinhentos
1.1 Principais centros culturais de produção e difusão de sínteses e inovações


·         Identificar os principais centros culturais da Europa nos séculos XV e XVI

quarta-feira, 2 de março de 2011

O AMOR CORTÊS E A INFLUÊNCIA DA LITERATURA



Na vivência cortesã do quotidiano está presente o ideal cavaleiresco, conjugando a bravura e os costumes palacianos. Os cavaleiros ocupam o tempo com a caça e as justas, colocando à prova a sua destreza, procurando corresponder ao ideal de cavalaria: o cavaleiro tem de ser bom, justo, educado e refinado, capaz de amar delicadamente a sua dama. Para a educação deste cavaleiro muito contribuíram os romances de cavalaria, como " Le Roman de la Rose" (O Romance da Rosa) ou "Amadis de Gaula".
O amor cortês floresce nas cortes régias e senhoriais submetido a um conjunto de regras. Este é um amor essencialmente espiritual. A dama, por sua vez, deverá corresponder a um tipo idealizado - bela mas recatada. Ela é o motivo de inspiração.
A poesia trovadoresca anima os serões com os seus versos cantados pelos jograis. É através dela que se propaga o amor cortês, elemento essencial da sociabilidade cortesã.

A PROPÓSITO DO IDEAL DE CAVALARIA E DO AMOR CORTÊS

Os romances de cavalaria revelaram-se muito populares na Idade Média e neles se destacam os códigos de conduta medieval e cavaleiresca. Assim, o juramento da investidura do cavaleiro pressupunha um ideal tendente a desenvolver o misticismo e o espírito cristão, a fidelidade e a noção de honra e, ao mesmo tempo, a firmar os vínculos da sociedade feudal.


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Estes romances costumam agrupar-se em ciclos, sendo os mais conhecidos o ciclo carolíngio, com as aventuras de Carlos Magno e seus cavaleiros  na luta contra os mouros - destaca-se "La Chanson de Roland" (a Canção de Rolando); e o ciclo bretão, que conta as aventuras dos cavaleiros da Távola Redonda, reunidos em torno do rei Artur,  com a sua mítica espada - Excalibur - que lutam contra os Saxões e buscam o Santo Graal.
Para quem sentir curiosidade recomendo o visionamento do filme Excalibur (se o conseguirem encontrar; nunca o vi em DVD, só em cassete de vídeo e existe no CRE).
Relacionado com este ciclo, surge-nos a história de Tristão e Isolda.



Mais fácil de encontrar nos clubes de vídeo, o filme Tristão e Isolda foi produzido em 2006 por Ridley Scott. Este realizador é também responsável por outros grandes filmes com um forte contexto histórico, como 1492 – A Conquista do Paraíso (1992), Gladiador (2000), Reino dos Céus (2005) e, recentemente,Robin Hood (2010).


Tristão e Isolda é uma história lendária sobre o trágico amor entre o cavaleiro Tristão, originário da Cornualha (Grã-Bretanha), e a princesa irlandesa Isolda. De origem medieval, a lenda foi contada e recontada em muitas e diferentes versões ao longo dos séculos. O mito de Tristão e Isolda tem origem em lendas que circulavam entre os povos celtas do norte da Europa, ganhando forma escrita na segunda metade do século XII. A história de Tristão e Isolda foi amplamente difundida por toda a Europa nos séculos seguintes (por vezes misturada com as lendas do Rei Artur e dos Cavaleiros da Távola Redonda), terá inspirado William Shakespeare a escrever Romeu e Julieta, no século XVI, e deu origem a uma famosa ópera de Richard Wagner, no século XIX.
Para os que gostam mais de ler, têm esta alternativa suave: "Tristão e Isolda e o filtro de Amor que os uniu", com ilustrações de Alessandra Cimatoribus (2008).