sábado, 2 de abril de 2011

PORTUGAL NA ABERTURA DO MUNDO - A EXPLORAÇÃO CONTINUA

Os primeiros contactos dos portugueses com a ilha de Ceilão (actual Sri Lanka) ocorrem em 1506, quando da chegada de uma armada chefiada por D. Lourenço de Almeida.
Ceilão é particularmente rica em canela, pedras preciosas e elefantes. A presença portuguesa efectiva na região data de 1518, ano da construção da fortaleza de Columbo.
Em 1509, uma armada chefiada por Diogo Lopes Sequeira procede a um reconhecimento da ilha de Samatra e da cidade de Malaca. Esta cidade, o principal centro de comércio da Insulíndia, é conquistada por Afonso de Albuquerque em 1511.
Malaca tem uma valiosa posição estratégica no controle das rotas mercantis entre os oceanos Índico e Pacífico. Por ela passam lucrativos produtos, como a pimenta, a noz-moscada, a maça, o cravo, a cânfora, o cobre e o ouro.
Malaca (1635)
De 1511 a 1515, os portugueses exploram parte das ilhas da Australásia, desde Java e Molucas a Timor.

















As ilhas Molucas produzem em grande quantidade cravo e noz-moscada, especiarias das mais valiosas. Esta sua riqueza torna-as particularmente cobiçadas.
Na ilha de Ternate, descoberta em 1512 por Francisco Serrão, constrói-se dez anos depois uma fortaleza que passa a ser o centro da autoridade portuguesa sobre o comércio das Molucas.
Os contactos dos portugueses com as ilhas de Solor e de Timor desenvolveram-se com vista à obtenção de sândalo.

Nota: O arquipélago das Molucas localiza-se na Indonésia a sul das Celebes;

PORTUGAL NA ABERTURA DO MUNDO - GOA

Goa, grande centro cosmopolita e mercantil, é a capital do Estado da Índia.
A cidade apresenta uma rica arquitectura portuguesa, destacando-se o Hospital Real de Todos os Santos, a Sé, a Rua Direita e várias igrejas.


Vista de Goa em 1509
Goa é um dos pólos de evangelização na Ásia. Diocese desde 1533, alberga várias ordens religiosas, como os jesuítas, desde 1542.
A vida social é dominada pela aristocracia portuguesa e por uma atmosfera de sincretismo cultural luso-indiano, patente na política de casamentos entre portugueses e indianas incentivada por Afonso de Albuquerque.

Nota: sincretismo - fusão de elementos de origens diferentes

CONFRARIA DOS SABORES DE SINTRA



Hoje, por esta hora, Sintra vai ser palco do lançamento da Confraria dos Sabores de Sintra, uma iniciativa que tem como objectivo valorizar, defender e promover o património gastronómico do concelho. A cerimónia decorre no Mosteiro Jerónimo da Penha Longa. A Confraria dos Sabores de Sintra é uma associação sem fins lucrativos, constituída no dia 22 de Dezembro de 2010, e partiu da vontade de um grupo de pessoas ligadas a Sintra que pretendem fomentar os costumes e tradições da região. Radicados na vila ou em locais distantes, têm em comum a admiração pelos seus produtos gastronómicos, pela sua cultura e história. A esta confraria aderiram produtores locais dos mais emblemáticos produtos de Sintra: as queijadas, os travesseiros, os fofos de Belas, o vinho Ramisco, a maçã reineta, o pêssego de Colares ou o leitão de Negrais.
Então e as nozes douradas de Galamares? nham... nham... - tudo coisas boas
                            

PORTUGAL NA ABERTURA DO MUNDO - A FORMAÇÃO DO IMPÉRIO PORTUGUÊS DO ORIENTE

Estado da Índia é o termo dado ao conjunto de feitorias e cidades fortificadas que se estende de Sofala a Macau.
A sua direcção política assenta na autoridade dos governadores ou vice-reis, que têm como principais funções a direcção de armadas, a defesa e ocupação de praças (fortalezas e respectivos territórios sob o seu domínio), a nomeação e comando de quadros militares e administrativos, a distribuição de missões de exploração e a organização de actividades económicas.
D. Francisco de Almeida, 1º vice-rei do Estado da Índia
Afonso de Albuquerque é o grande criador do império comercial português do Oriente. Depois de uma primeira missão na Índia (1503-1504), regressa em 1506, e entre 1509 e 1515, como governador, realiza o seu projecto político.
Afonso de Albuquerque
As conquistas de Goa (1510), Malaca (1511) e Ormuz (1515) correspondem à tentativa de domínio estratégico das grandes rotas comerciais marítimas do Índico, da Insulíndia (os arquipélagos da Malásia) e do golfo Pérsico.
Ficheiro:Location Malay Archipelago.png
Localização da Insulíndia
O conhecimento português da costa da Arábia nasce com a viagem de Vicente Sodré em 1503. As tentativas, que nunca resultaram, para fechar a rota muçulmana do Levante começam com Afonso de Albuquerque em 1507.
A cidade de Ormuz, situada na ilha à entrada do golfo Pérsico, é um importante centro comercial e estratégico entre a Pérsia-Arábia e o Malabar.

Costa do Malabar - sudoeste da Índia
Por Ormuz passam produtos como cavalos da Arábia e da Pérsia, veludos, sedas, tapetes e pérolas. Na cidade cunham-se os preciosos xerafins, moeda muito apreciada na Índia.

Localização de Ormuz à entrada do golfo Pérsico
Em 1507, Afonso de Albuquerque obriga Ormuz a prestar vassalagem ao rei de Portugal e inicia a construção de uma fortaleza, concluída em 1515.
Fortaleza de Ormuz - imagem da época


PORTUGAL NA ABERTURA DO MUNDO - O ENCONTRO COM O ORIENTE

Em 1497, D. Manuel envia uma armada de quatro navios, com cerca de cento e cinquenta homens, chefiada pelo fidalgo Vasco da Gama, à descoberta da via marítima para a longínqua Índia das especiarias.
Vasco da Gama
A armada parte do Restelo a 8 de Julho (um sábado), passa pelas Canárias, detém-se em Cabo Verde, dá uma larga volta pelo Atlântico Sul e passa o cabo da Boa Esperança a 22 de Novembro.
Entre o Natal de 1497 e 24 de Abril de 1498, a armada explora a costa oriental de África e a 18 de Maio de 1498 atinge a Índia a norte de Cananor.

Armada
A armada de Vasco da Gama
Os contactos diplomáticos e económicos estabelecidos por Vasco da Gama com o Samorim de Calecute não resultam, devido à hostilidade dos mercadores muçulmanos.
Mas, ao regressarem a Lisboa (10 de Julho de 1499) os portugueses haviam inaugurado uma nova era nas relações mundiais.
A viagem da armada de Vasco da Gama abre a Carreira da Índia, ou Rota do Cabo, isto é, a ligação marítima regular entre o Ocidente e o Oriente.
As armadas compostas por um número variável de navios, (entre três e vinte) partem de Lisboa, na maior parte dos casos em Março ou Abril, alcançando Cochim ou Goa em Setembro/Outubro. A viagem de regresso inicia-se em Dezembro/Janeiro.
A rota é semelhante à de Vasco da Gama, procurando-se, contudo, um número mínimo de escalas. À ida, dobrado o cabo da Boa Esperança há a possibilidade de uma rota pela ilha de Moçambique ou a de uma volta por fora da ilha de S. Lourenço (Madagáscar).
Rota do Cabo

sexta-feira, 1 de abril de 2011

1 DE ABRIL - DIA DAS MENTIRAS



Hoje era para não "postar", para o caso de pensarem que tudo o que escrevesse neste blog fosse mentira. Mas pensei e decidi-me!
Mas, como surgiu este dia de pregar petas a toda a gente?
Segundo consta, tudo começou quando o rei de França, Carlos IX, após a implantação do calendário gregoriano, instituiu o dia primeiro de Janeiro como o início do ano. Naquela época, as notícias demoravam muito a chegar às pessoas, facto que atrapalhou a adopção da mudança da data.
Antes dessa mudança, a festa de ano novo era comemorada no dia 25 de Março e terminava após uma semana de duração, ou seja, no dia primeiro de Abril. Algumas pessoas, as mais tradicionais e menos flexíveis, não gostaram da mudança no calendário e continuaram a fazer a comemoração na data antiga. Isso tornou-se motivo de chacota e gozo por parte das pessoas que adoptaram a nova data, que passaram a fazer brincadeiras com os conservadores, enviando presentes estranhos ou convites de festas que não existiam.
Tais brincadeiras causaram dúvidas sobre a veracidade da data, confundindo as pessoas, daí o aparecimento do dia 1º de Abril como dia da mentira.
Aproximadamente duzentos anos mais tarde, essas brincadeiras espalharam-se por toda a Inglaterra e, consequentemente, por toda a Europa, ficando mais conhecida como o dia das mentiras.

PORTUGAL NA ABERTURA DO MUNDO - EM BUSCA DO PRESTE JOÃO



Desde o tempo do infante D. Henrique que os portugueses procuram contactar com o reino do Preste João, potência cristã cercada pelo mundo islâmico.
Cerca de 1492, Pêro da Covilhã chega, por terra, ao reino do Preste João, na Etiópia, mas as relações diplomáticas de Portugal com esse reino só se iniciam com a embaixada de D. Rodrigo de Lima (1520-26).