quarta-feira, 9 de maio de 2012

A REGENERAÇÃO E A POLÍTICA DE FONTES PEREIRA DE MELO

Em 1851 iniciou-se um novo período da história do Liberalismo político em Portugal: a Regeneração. Depois de um golpe de estado levado a efeito pelo Duque de Saldanha contra o governo pouco consensual de Costa Cabral, pretendia-se levar o país a um período de paz política e prosperidade económica, harmonizando os interesses das diversas classes: a burguesia e as classes rurais.
Pretendia-se finalmente conciliar os desejos e anseios das populações mais modestas, camponeses e pequena  burguesia com as ambições da alta burguesia.

Para esse efeito realizaram-se várias reformas: 
  • revisão da Carta Constitucional, com um Acto Adicional aprovado em 1852 que alargava o sufrágio e estabelecia eleições directas para a Câmara de Deputados. Ver Actos Adicionais à Carta Constitucional
  • promoção do rotativismo democrático com alternância  no poder dos partidos políticos. 
  • promoção de reformas económicas no sentido de promover o desenvolvimento da agricultura e da indústria nascente. 

Os transportes e as comunicações foram os sectores principais de investimento por parte do Estado. Contra o atraso estrutural que impedia comunicações eficazes entre cidades do interior e do litoral, os governos da Regeneração procuraram modernizar as comunicações do país criando um mercado nacional. Tal política designou-se por Fontismo, palavra oriunda do dinamizador deste movimento de modernização, o engenheiro António Fontes Pereira de Melo.

Fontes Pereira de Melo (1819-1887)


Preocupado com o atraso do país, iniciou uma política de instalação de infra-estruturas e equipamentos: estradas, caminhos de ferro, carros eléctricos, pontes, telégrafo, telefone.
Ponte D. Maria (Porto)
Inauguração do caminho de ferro

Central telefónica
Telefone
"O Chora" - o "avô" dos transportes públicos
O eléctrico
Telégrafo
Como consequência deste investimento nos transportes e meios de comunicação, assistiu-se à criação de um mercado nacional, fazendo chegar os produtos a zonas mais isoladas  e estimulando o consumo; incrementou-se a agricultura e a indústria e alargaram-se as relações entre Portugal e a Europa evoluída.
Desta forma, podemos caracterizar as linhas mestras do desenvolvimento da Regeneração do seguinte modo:
  1. Revolução nos transportes - apostou-se na construção rodoviária e na expansão da rede ferroviária, construíram-se pontes e portos (como Leixões);
  2. Livre-cambismo - o desenvolvimento económico assentou na doutrina livre-cambista (pauta alfandegária de 1852 que reduzia as tarifas aduaneiras). Fontes Pereira de Melo (para além de ministro das Obras Públicas foi também ministro da Fazenda) defendia que: a entrada de matérias-primas a baixo preço poderia favorecer a produção portuguesa; a entrada de certos produtos industriais estrangeiros (que Portugal não produzia) a preços mais baixos beneficiava o consumidor; a diminuição das tarifas contribuía para a redução do contrabando.
  3. Exploração da agricultura orientada para a exportação - especialização em certos produtos agrícolas bem aceites no estrangeiro (vinhos, cortiça) bem como inovações agrícolas (arroteamentos, redução do pousio, mecanização, uso de adubos químicos...).
Máquinas agrícolas
4. Arranque industrial - apesar do atraso em relação a outros países da Europa, difundiu-se a máquina a vapor; desenvolveram-se alguns sectores da indústria (corticeiro, conservas de peixe, tabaco); concentraram-se empresas em alguns sectores (como o têxtil, por exemplo); aumento da população operária (principalmente no Norte) apesar de maioritariamente não qualificada; criaram-se sociedades anónimas; aplicou-se a energia eléctrica à indústria (já no século XX).



Contudo,  o crescimento industrial foi limitado devido aos problemas de base de que sofria a economia portuguesa: 
  • falta de matérias-primas; 
  • falta de população activa no sector industrial; 
  • falta de formação dos operários e do patronato; 
  • orientação dos investimentos para actividades especulativas e não para actividades produtivas; 
  • dependência do capital estrangeiro.

sábado, 5 de maio de 2012

HOJE É DIA DE PERIGEU LUNAR




A lua da noite de hoje será a maior do ano porque estará na sua maior aproximação à Terra, ou seja a apenas 221.802 km.
A este fenómeno dá-se o nome de perigeu e, de acordo com informações do Observatório Astronómico de Lisboa, a melhor altura para ver a "super lua" em Portugal é durante o nascer da Lua, às 20:09, quando esta parece sempre maior.
Agora resta esperar que o céu não esteja demasiado nublado senão... só no próximo ano.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

PROJECTO DE VOLUNTARIADO - FINAL DA TAÇA DE PORTUGAL


Mais uma acção de voluntariado, desta vez a pedido da Federação Portuguesa de Futebol:


À semelhança de anos anteriores o Instituto Português do Desporto e Juventude, em parceria com a Federação Portuguesa de Futebol, vai realizar mais um projecto de voluntariado “Final da Taça de Portugal”,  Sporting vs Académica no próximo dia 20 de Maio de 2012 no Estádio do Jamor.

Para este projecto são necessários 72 voluntários para as seguintes tarefas que serão distribuídas pela entidade parceira (FPF):
. Comunicação
. Bilhetica
. Organização
. Controlo Anti-Doping
. Marketing e Imagem

Os voluntários terão direito a:
. Seguro
. Ressarcimento no valor de 10,00€ (pagamento simbólico)

Os interessados deverão preencher a ficha de inscrição (em anexo no mail que vos enviei) e devolver aos serviços do IPJ (cujo endereço electrónico se encontra também no mail) até ao próximo dia 8 de Maio.

Todos os voluntários selecionados terão que estar presentes no dia 10 de Maio pelas 17 horas, no Auditório da FPF, para a Formação, que é obrigatória. Sem esta formação não poderão participar.

ACÇÃO DE VOLUNTARIADO


Já vos enviei esta informação para os mails de cada um mas alguns vieram devolvidos:


Como já é tradicional, a Fundação Portuguesa de Cardiologia elege o mês de Maio como  o "Mês do Coração". Neste contexto, vai realizar-se no Estádio Universitário (Lisboa) a 8ª Edição do Desafio do Coração nos próximos dias 10, 11 e 12 de Maio.
Trata-se de um conjunto de actividades para encorajar a comunidade a adoptar estilos de vida saudáveis.
Estas actividades traduzem-se num passeio orientado, durante o qual todos os participantes irão visitar diversas estações. Nestes espaços, os técnicos de saúde, irão sensibilizar os visitantes para a prática de actividade física e para uma alimentação saudável. O percurso inclui a avaliação de alguns factores de risco, como seja medir a tensão arterial, dosear o nível de colesterol total, medir o índice de massa corporal, o perímetro abdominal e outros parâmetros.

São necessários 120 voluntários para as seguintes tarefas:

- Ajudar / acompanhar os técnicos de saúde que se encontram nos stands ao longo do percurso, ou seja, prestar assistência às várias estações, estando prevista a existência de aproximadamente 20 stands  ao longo do percurso.
        É necessária a presença de dois voluntários por estação. Cada jovem estará num único turno.

Por uma questão de programação, a escala dos voluntários será por turnos de 3 horas:

Turno 1 - 09:30h * 12:30h
Turno 2 - 12:30h * 15:30h
Turno 3 - 15:30h * 18:30h


Os voluntários seleccionados têm direito a:

. Seguro
. Uma merenda ligeira

Caso queiram participar, devem preencher a ficha de inscrição anexa ao mail que vos enviei e o  Encarregado de Educação deverá preencher o documento de autorização, para o caso dos menores de idade e enviar, também por mail, para o endereço electrónico que lá se encontra, até ao fim de semana.
Só devem efectuar uma inscrição.

FEIRA DE EMPREGO E FORMAÇÃO


Que acharam da Feira de Emprego e Formação?  




sábado, 28 de abril de 2012

MATRIZ PARA O TESTE



Conteúdos
Aprendizagens relevantes
Modulo 6


1. As transformações económicas na Europa e no Mundo
1.3 A agudização das diferenças
1.3.1 A confiança nos mecanismos auto-reguladores do mercado: o livre-cambismo



2. A sociedade industrial e urbana
2.2 Unidade e diversidade da sociedade oitocentista
2.2.1 Uma sociedade de classes
2.2.2 A condição burguesa: heterogeneidade de situações; valores e comportamentos
2.2.3 A condição operária: salários e modos de vida; associativismo e sindicalismo;  as propostas socialistas de transformação revolucionária da sociedade






3. Evolução democrática, nacionalismo e imperialismo
3.2 Os afrontamentos imperialistas: o domínio da Europa sobre o mundo
3.2.1 Imperialismo e colonialismo

4. Portugal, uma sociedade capitalista dependente
4.3 As transformações do regime político na viragem do século
4.3.1 Os problemas da sociedade portuguesa e a contestação da monarquia: a questão colonial e o Ultimato britânico




- Caracterizar o livre cambismo












- Evidenciar a unidade e diversidade da nova sociedade de classes


- Distinguir as classes burguesas quanto ao estatuto económico e aos valores e comportamentos


- Caracterizar a condição operária


- Reconhecer, nas formas que o movimento operário assumiu, a resposta à questão social do capitalismo industrial






- Distinguir zonas de expansão europeia entre fins do século XIX e inícios do século XX




- Relacionar as rivalidades e partilhas imperiais com os interesses político-económicos das grandes potências

quarta-feira, 25 de abril de 2012

RIVALIDADES IMPERIALISTAS





A França impunha-se ao Império Alemão, o que se explica, por um lado, pela disputa da Alsácia e da Lorena (territórios perdidos para a Alemanha em 1871 - guerra franco-prussiana) e, por outro lado, pelo desenvolvimento alemão que retirou à França parte da preponderância económica que esta detinha sobre a Europa. Em contrapartida, a França conseguiu dominar grande parte do Norte de África.
O Império Russo opunha-se ao Império Austro-Húngaro, o que se justificava pela disputa da influência nos Balcãs. O Império Russo também se opunha ao Japão, pois as ambições russas no Extremo Oriente colidiam com o imperialismo japonês, o que acabou por provocar a guerra russo-japonesa (1904-1905), de que o Japão saiu vitorioso.
A tensão gerada por estas rivalidades económicas e políticas levou os Estados europeus a procurarem aliados:
1879 - Dupla Aliança (Alemanha e Áustria-Hungria);
1882 - Tríplice Aliança (Alemanha, Áustria-Hungria e Itália);
1907 - Tríplice Entente (França, Rússia e Grã-Bretanha).
A política de alianças era complementada por uma corrida aos armamentos.

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Em 1908 a Áustria-Hungria anexou a Bósnia-Herzegovina, gerando protestos da Sérvia, a qual pretendia desempenhar um papel influente nos Balcãs (panservismo).

Assassinato do herdeiro da Áustria-Hungria


Em 1914, quando o herdeiro ao trono austro-húngaro foi assassinado na Bósnia, a suspeita de que a Sérvia pudesse estar envolvida no acto levou o imperador Francisco José da Áustria-Hungria a declarar guerra à Sérvia. 
Era o fim da paz armada e o início da 1ª Guerra Mundial.