segunda-feira, 17 de setembro de 2012

COMO TRABALHAR EM HISTÓRIA


Ao realizar um trabalho escrito, seja ele exercício ou teste, deve-se ter em atenção:
- a relevância da resposta relativamente à questão;
- a exploração da fonte (documentos), devendo-se valorizar a interpretação e não a simples paráfrase;
- a transcrição correcta de excertos usados como suporte de argumentos;
- a mobilização de informação circunscrita ao assunto em análise;
- o domínio do vocabulário específico da disciplina.

Na prática, a manifestação correcta destas competências passa por:
- Entender bem a questão e responder de forma rigorosa e objectiva ao que é pedido;
- Interpretar o conteúdo das fontes e integrar o resultado dessa interpretação na resposta por vós construída.

  •  Se a fonte for um documento escrito devem inserir na resposta transcrições ou adaptações do seu conteúdo; se for outro tipo de documento, devem fazer referência ao seu conteúdo. 
  • No entanto, quer seja transcrição, quer seja adaptação do texto ou simples referência, devem ser correctamente integradas na vossa composição escrita. Devem recorrer às fontes para demonstrar que entenderam o seu conteúdo e para fundamentarem as vossas posições sobre a problemática abordada pela questão, resultando uma composição mais enriquecida. 
  • Para um mais fácil entendimento do conteúdo dos documentos, é fundamental que prestem particular atenção ao título ou a outras formas de identificação.
  • É muito negativo, ao fim de 12 anos de escolaridade, responder exclusivamente com transcrições dos documentos.
- Manifestar os conhecimentos adquiridos sobre a problemática abordada nas questões e expressá-los com correcção científica.

RECOMENDAÇÕES PARA O ESTUDO


Ao iniciar o novo ano lectivo aqui ficam algumas recomendações para estudar História e ter sucesso na disciplina. 
Todos vós as conhecem bem (na teoria) mas esquecem-se, com demasiada frequência, de as colocar em prática.
NA ESCOLA
- Não faltar às aulas sem um motivo realmente impeditivo. Uma aula perdida implica grande dificuldade em recuperar o conhecimento dos conteúdos tratados;
- Não chegar sistemática e deliberadamente atrasado(a) à aula.
- Aproveitar bem as aulas: as aulas são um tempo precioso para aprender muitos conteúdos se estiverem com total atenção à explicação do professor(a). Por vezes, basta um momento de distracção para se perderem no raciocínio que está a ser desenvolvido. Depois, não só não conseguem entrar de novo no trabalho, como perdem tudo o que foi explicado.
Para estarem atentos têm de estar activos. A passividade é um convite à evasão (quantas vezes não viajam até à lua e umas vezes regressam e outras por lá ficam...?!). Estar activo é ter uma caneta na mão e irem registando as conclusões que conseguem assimilar. Anotem! Anotem no caderno, no manual, sublinhem, façam esquemas, mas anotem só o que entendem e apresentem as dúvidas que surjam sobre o que está a ser tratado na aula.
- Quando o professor colocar questões ofereçam-se ordeiramente para responder, mesmo que saibam pouco sobre o assunto. Complementem as intervenções de outros colegas e apresentem as vossas ideias sobre os assuntos, mas sempre com um discurso lógico e desenvolvido. Intervir não é dizer algumas palavras; intervir é discursar sobre os assuntos.
Registem apontamentos de forma metódica. Criem o vosso próprio método de registar apontamentos. Os apontamentos devem ser sintéticos; não queiram escrever tudo o que o professor diz, a não ser quando ele ditar um ou outro apontamento.


EM CASA

Planifiquem os vossos tempos de estudo. O dia tem muitas horas, reservem o tempo possível para estudar em casa e procurem cumprir escrupulosamente o vosso plano de trabalho. Para melhor gerirem o tempo planifiquem também os momentos de descanso.
Reservem um espaço para o estudo: procurem um espaço em vossa casa onde possam trabalhar em sossego durante algum tempo. Se for muito difícil, passem mais tempo na biblioteca da escola. 
- Durante os períodos de estudo evitem todo o tipo de solicitações costumeiras: desliguem telemóveis (evita a distracção das mensagens), no computador desliguem a funcionalidade do messenger e o chat do facebook, ou seja, evitem tudo o que vos possa distrair do estudo durante aquele período de tempo.
Pratiquem um estudo activo: estudar não é estar sentado em frente ao livro, com a cabeça apoiada na mão e o braço apoiado na secretária. Estudar é ter na mão algo que escreva, é sublinhar, é anotar, é responder a questões, é fazer resumos e esquemas, é consultar o dicionário e outros livros, é reflectir sobre as aulas.
Estudem em grupo: se se sentirem bem a estudar com os vossos amigos e colegas de turma encontrem-se de vez em quando, troquem informações, discutam os assuntos, comentem os conteúdos, façam exercícios...
Tentem reconstruir as aulas. Este é um exercício que se deve fazer no estudo da História: reconstruir a aula, sempre que possível. Organizem os apontamentos, completem-nos com novas informações, procurem no manual e noutros auxiliares os conteúdos tratados e consolidem as aprendizagens.
Procurem compreender o que estudam. Devem decorar alguma informação, mas não façam da memorização o fundamento do vosso estudo. Dificilmente obterão bons resultados com respostas baseadas em informação decorada. As questões de resposta desenvolvida visam muito mais do que conhecimentos memorizados. Procurem entender o que estudam e construam os vossos conhecimentos.
Atenção aos objectivos orientadores da aprendizagem. São apresentados pelo manual e o professor também os fornece.
Utilizem o dicionário; nunca passem por cima de uma palavra ou ideia cujo significado ou sentido não entendam.
- Resolvam exercícios sobre as matérias, mesmo que o professor não os tenha marcado. Esse treino de escrita é importante; para isso serve o caderno de actividades que é fornecido com o vosso manual.
Diversifiquem as fontes de informação. Na elaboração de exercícios devem apoiar-se em toda a bibliografia possível, mas nunca copiem as respostas, muito menos quando não entenderem o que estão a copiar. Não adianta escrever o que não entendem. Para construir as vossas respostas, tentem primeiro entender o que estudam e depois elaborem os trabalhos com as ideias que assimilaram.
Inventariem as vossas dúvidas; façam uma lista para apresentar na aula.
Tentem preparar a aula do dia seguinte. Se ainda tiverem tempo dêem uma vista de olhos pela matéria que vai ser tratada a seguir, para poderem ter uma intervenção mais activa na aula. Vão compreender melhor as explicações do professor e fixar mais facilmente os conhecimentos em estudo. 

PROPOSTA DE RESOLUÇÃO DA FICHA DIAGNÓSTICA


1.  O documento alude ao pós-II Guerra Mundial, que originou a  divisão do mundo em dois blocos político-militares (advento da Guerra Fria).

2.  Para localizar no espaço e no tempo estes acontecimentos poderemos referir-nos à Europa, nomeadamente a Europa de Leste, onde, segundo o orador, “caiu uma cortina de ferro”.
Quanto ao tempo, falamos do século XX, meados do século XX, podendo referir concretamente a data do documento: 1946.

3. A questão é algo ambígua com o objectivo de provocar o aluno. Podemos falar de Nações, e podemos identificar três das participantes na II Guerra Mundial, ou podemos falar em personalidades, líderes políticos e militares do período da guerra e do pós-guerra. O próprio autor do discurso pode ser identificado.

4  Neste item, como nos outros, o objectivo não é aferir os conteúdos, mas a capacidade de distinguir causa de consequência. Assim, poderiam ser genericamente apresentadas a II Guerra Mundial como causa e a divisão da Europa como consequência (ou a Guerra Fria), por exemplo.

5. No documento, Churchill denuncia a divisão da Europa por uma “cortina de ferro”, em consequência do crescimento da influência soviética nos países do Centro e Leste europeus. O orador  denuncia também a forma totalitária como os partidos comunistas destes países se instalam no poder, em prejuízo da democracia liberal. Nota-se uma oposição ideológica radical que irá abrir caminho ao antagonismo da Guerra Fria que se seguiu. 

terça-feira, 11 de setembro de 2012

FEIRA SETECENTISTA EM QUELUZ

Com o casamento do infante D. Pedro com a sua sobrinha e futura rainha D. Maria I, o Palácio de Queluz sofre grandes alterações, com vista a adaptar a casa de veraneio a residência real que, mais tarde, em 1794, viria a ser sede da corte portuguesa. É este o cenário que será recriado na edição de 2012 da Feira Setecentista de Queluz, nos próximos dias 14, 15 e 16 de setembro. O acesso é livre e gratuito!
Afastada de Lisboa, longe dos olhares e das más línguas, a povoação de Queluz viria a ser palco de grandiosos festejos nos seus jardins para um grupo restrito de pessoas a quem era permitida a entrada no paço. O povo e todos os que não lhe tinham acesso festejavam à sua maneira nos espaços exteriores.
Enquanto no interior do paço se dançavam minuetes, gavotes e alemandes, e se comiam autênticos manjares pantagruélicos, entre variadíssimos jogos e brincadeiras acompanhadas pelo som de violinos, à noite os seus jardins iluminados por lanternas ganhavam outra dimensão com a queima de variadíssimos fogos de artifício – era o requinte e a sofisticação no seu máximo esplendor. No exterior, o povo acendia fogueiras e dançava ao som de gaitas, castanholas e de uma ou outra guitarra.
As feiras e mercados no séc. XVIII eram, além de local privilegiado de comércio, o lugar de encontro e de festa pois, muitas vezes, estavam associados a festas religiosas, sendo frequentados tanto pelo povo e burguesia, como até mesmo por alguns elementos da família real.
A feira decorrerá no largo fronteiro ao Palácio de Queluz, no seguinte horário:
14 setembro – 18h00 às 24h00
15 setembro – 13h00 às 24h00
16 setembro – 13h00 às 23h30

domingo, 9 de setembro de 2012

EXPOSIÇÃO - A GERAÇÃO DE 500 E A INFANTA D. MARIA

O Panteão Nacional (Igreja de Santa Engrácia em Lisboa) apresenta ao público, a partir de 6 de setembro, a exposição A Geração de 500 e a Infanta D. Maria, da pintora Isabel Nunes.

Tendo
 como figura central a Infanta D. Maria (filha de D. Manuel I), esta exposição reúne mais de 40 pinturas. Nela se observa o mapa político, social e cultural da Europa através dos painéis dos Reis, dos Nobres, da Ciência, da Cultura e das Artes da geração de 500.
Encontram-se, igualmente representados, os Navegadores, os homens que abriram as portas ao mundo, dando desta forma o primeiro passo no processo da Globalização.





Foto: A Geração de 500 e a Infanta D. Maria
Panteão Nacional, Lisboa

O Panteão Nacional apresenta ao público a partir do dia 6 de setembro às 18h30, no Coro Alto, a exposição A Geração de 500 e a Infanta D. Maria, da pintora Isabel Nunes.

Tendo como figura central a Infanta D. Maria, esta exposição reúne mais de 40 pinturas. Nela se observa o mapa político, social e cultural da Europa através dos painéis dos Reis, dos Nobres, da Ciência, da Cultura e das Artes da geração de 500.

Encontram-se, igualmente representados, os Navegadores, os homens que abriram as portas ao mundo, dando desta forma o primeiro passo no processo da Globalização.