segunda-feira, 17 de setembro de 2012

PROPOSTA DE RESOLUÇÃO DA FICHA DIAGNÓSTICA


1.  O documento alude ao pós-II Guerra Mundial, que originou a  divisão do mundo em dois blocos político-militares (advento da Guerra Fria).

2.  Para localizar no espaço e no tempo estes acontecimentos poderemos referir-nos à Europa, nomeadamente a Europa de Leste, onde, segundo o orador, “caiu uma cortina de ferro”.
Quanto ao tempo, falamos do século XX, meados do século XX, podendo referir concretamente a data do documento: 1946.

3. A questão é algo ambígua com o objectivo de provocar o aluno. Podemos falar de Nações, e podemos identificar três das participantes na II Guerra Mundial, ou podemos falar em personalidades, líderes políticos e militares do período da guerra e do pós-guerra. O próprio autor do discurso pode ser identificado.

4  Neste item, como nos outros, o objectivo não é aferir os conteúdos, mas a capacidade de distinguir causa de consequência. Assim, poderiam ser genericamente apresentadas a II Guerra Mundial como causa e a divisão da Europa como consequência (ou a Guerra Fria), por exemplo.

5. No documento, Churchill denuncia a divisão da Europa por uma “cortina de ferro”, em consequência do crescimento da influência soviética nos países do Centro e Leste europeus. O orador  denuncia também a forma totalitária como os partidos comunistas destes países se instalam no poder, em prejuízo da democracia liberal. Nota-se uma oposição ideológica radical que irá abrir caminho ao antagonismo da Guerra Fria que se seguiu. 

terça-feira, 11 de setembro de 2012

FEIRA SETECENTISTA EM QUELUZ

Com o casamento do infante D. Pedro com a sua sobrinha e futura rainha D. Maria I, o Palácio de Queluz sofre grandes alterações, com vista a adaptar a casa de veraneio a residência real que, mais tarde, em 1794, viria a ser sede da corte portuguesa. É este o cenário que será recriado na edição de 2012 da Feira Setecentista de Queluz, nos próximos dias 14, 15 e 16 de setembro. O acesso é livre e gratuito!
Afastada de Lisboa, longe dos olhares e das más línguas, a povoação de Queluz viria a ser palco de grandiosos festejos nos seus jardins para um grupo restrito de pessoas a quem era permitida a entrada no paço. O povo e todos os que não lhe tinham acesso festejavam à sua maneira nos espaços exteriores.
Enquanto no interior do paço se dançavam minuetes, gavotes e alemandes, e se comiam autênticos manjares pantagruélicos, entre variadíssimos jogos e brincadeiras acompanhadas pelo som de violinos, à noite os seus jardins iluminados por lanternas ganhavam outra dimensão com a queima de variadíssimos fogos de artifício – era o requinte e a sofisticação no seu máximo esplendor. No exterior, o povo acendia fogueiras e dançava ao som de gaitas, castanholas e de uma ou outra guitarra.
As feiras e mercados no séc. XVIII eram, além de local privilegiado de comércio, o lugar de encontro e de festa pois, muitas vezes, estavam associados a festas religiosas, sendo frequentados tanto pelo povo e burguesia, como até mesmo por alguns elementos da família real.
A feira decorrerá no largo fronteiro ao Palácio de Queluz, no seguinte horário:
14 setembro – 18h00 às 24h00
15 setembro – 13h00 às 24h00
16 setembro – 13h00 às 23h30

domingo, 9 de setembro de 2012

EXPOSIÇÃO - A GERAÇÃO DE 500 E A INFANTA D. MARIA

O Panteão Nacional (Igreja de Santa Engrácia em Lisboa) apresenta ao público, a partir de 6 de setembro, a exposição A Geração de 500 e a Infanta D. Maria, da pintora Isabel Nunes.

Tendo
 como figura central a Infanta D. Maria (filha de D. Manuel I), esta exposição reúne mais de 40 pinturas. Nela se observa o mapa político, social e cultural da Europa através dos painéis dos Reis, dos Nobres, da Ciência, da Cultura e das Artes da geração de 500.
Encontram-se, igualmente representados, os Navegadores, os homens que abriram as portas ao mundo, dando desta forma o primeiro passo no processo da Globalização.





Foto: A Geração de 500 e a Infanta D. Maria
Panteão Nacional, Lisboa

O Panteão Nacional apresenta ao público a partir do dia 6 de setembro às 18h30, no Coro Alto, a exposição A Geração de 500 e a Infanta D. Maria, da pintora Isabel Nunes.

Tendo como figura central a Infanta D. Maria, esta exposição reúne mais de 40 pinturas. Nela se observa o mapa político, social e cultural da Europa através dos painéis dos Reis, dos Nobres, da Ciência, da Cultura e das Artes da geração de 500.

Encontram-se, igualmente representados, os Navegadores, os homens que abriram as portas ao mundo, dando desta forma o primeiro passo no processo da Globalização.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

PRINCIPAIS VULTOS DA LITERATURA E DAS ARTES EM PORTUGAL NA VIRAGEM DO SÉCULO


Em Portugal, o século XIX é fortemente marcado pela corrente naturalista na pintura. O contacto dos artistas nacionais (como Marques de Oliveira e Silva Porto, fundadores do Grupo do Leão) com a pintura francesa, graças à atribuição de bolsas, permitiu-lhes praticarem com os mestres dos novos estilos. Começaram a privilegiar a pintura ao ar livre, paisagista. Dedicaram-se ao tratamento de temas banais do quotidiano e à representação de elementos anónimos do povo. Um pouco tardio, em relação ao Naturalismo francês, este "realismo na pintura" foi muito bem acolhido, não suscitando a polémica que recebera em França. prolongou-se até ao século XX, altura em que surgem pintores com aproximação ao Simbolismo (como António Carneiro), influenciado pela corrente simbolista francesa.
COLUMBANO - O Grupo do Leão
Óleo sobre tela, 200 x 380
Sentados, da esquerda para a direita: Henrique Pinto, José Malhoa, João Vaz, Silva Porto, Antônio Ramalho, Moura Girão, Rafael Bordalo Pinheiro e Rodrigues Vieira.
De pé, da esquerda para a direita: Ribeiro Cristino, Alberto d'Oliveira, Manuel Fidalgo (empregado de mesa), Columbano, Dias (criado), Antônio Monteiro e Cipriano Martins.


MARQUES DE OLIVEIRA - À Espera dos Barcos
JOSÉ MALHOA - Os Bêbados

SILVA PORTO - O Rebanho

AURÉLIA DE SOUSA - Mulher a coser 
ANTÓNIO CARNEIRO - A vida

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HENRIQUE POUSÃO - Cecília
Na literatura destaque para Eça de Queirós, Cesário Verde, Antero de Quental (realistas), Eugénio de Castro, Camilo Pessanha e António Nobre (simbolistas).
Eça de Queirós

Antero de Quental

Eugénio de Castro
Camilo Pessanha

António Nobre
Na historiografia, Oliveira Martins, autor de Portugal Contemporâneo e da História de Portugal.

Oliveira Martins

AS CORRENTES ESTÉTICAS NA VIRAGEM DO SÉCULO


A segunda metade do século XIX, foi muito rica em propostas artísticas. Aqui fica de forma sintética a sua contextualização:

Realismo - corrente de reacção clara aos pressupostos românticos:

  • em vez do culto do eu, propõe a análise da sociedade;
  • à nostalgia do passado contrapõe a análise crítica da contemporaneidade;
  • por oposição às paisagens dramáticas, representa cenas banais do quotidiano, em que as personagens não são heróis, mas pessoas simples.
O desejo de objectividade na arte reflecte a aceitação da corrente filosófica positivista. O gosto pelo concreto levou a que, na pintura, os artistas Courbet, Millet e Manet representassem cenas do quotidiano; contudo, a tentativa de representar apenas o real chocou a sociedade burguesa da época.
COURBET - Enterro em Ornans
MILLET - Semeando batatas
MANET - Olympia
Impressionismo - foi a partir da tela de Monet Impressão: Sol Nascenteque nasceu o termo impressionistas (utilizado desdenhosamente por um crítico para designar um grupo de pintores, de que se destacam Monet, Renoir, Degas e Cézanne, que desafiaram as convenções artísticas da época). O Impressionismo procurava captar na tela a fugacidade do real. Aproximava-se da pintura realista no tratamento de temas vulgares e urbanos, mas aceitava a subjectividade do olhar, transmitida pelos efeitos de luz e pelas cores inesperadas. Graças à expansão do caminho de ferro e à novidade dos tubos de estanho com as cores já preparadas, os pintores impressionistas puderam trocar os ateliers pelo ar livre.

MONET - Impressão: sol nascente
MONET - Senhora com chapéu de sol
RENOIR - O Passeio
DEGAS - A Estrela
CÉZANNE - Natureza morta
Simbolismo - em reacção ao Realismo e às ideias positivistas, o Simbolismo acentua a possibilidade de existência de uma só realidade e propõe como alternativa a representação simbólica das ideias, razão por que os seus autores foram denominados simbolistas. Gustave Moreau e Puvis de Chavannes souberam criar nas suas telas um ambiente de mistério e de sonho, enquanto Paul Gauguin procurou afastar-se da civilização industrial europeia para procurar, na arte e na vida, um ideal de primitivismo.
Em Inglaterra, a pintura de Rossetti ou de Bourne-Jones (chamada Pré-Rafaelita por recusar os cânones do Renascimento) pode ser integrada na corrente simbolista pela aproximação ao sobrenatural e pela valorização de ambientes de evasão.
MOREAU - Édipo e a Esfinge
Le Rêve, par Puvis de Chavannes.
CHAVANNES - O Sonho
GAUGUIN - Parau Api

ROSSETTI - Helena de Tróia
BOURNE-JONES  - Cortejo Nupcial de Psyche
Arte Nova - assumindo-se, sobretudo, como um estilo decorativo, a Arte Nova resulta da vontade de imprimir colorido e graciosidade a uma Europa descaracterizada pela industrialização. Os artistas da Arte Nova elaboravam jóias refinadas (Lalique), adornavam a entrada para o metropolitano parisiense, ilustravam painéis publicitários com gravuras de mulheres idealizadas entre flores e folhagens (Mucha). O requinte e a elegância permitem identificar, rapidamente, todas as facetas da Arte Nova.
Enquanto corrente arquitectónica, a forma ondulada, a aplicação do ferro e a valorização da estrutura como decoração marcaram as obras de Arte Nova, salientando-se as de Gaudí em Barcelona.
Na pintura, destaque-se Gustave Klimt.
RENÉ LALIQUE - Pendente "A Princesa Longínqua"

ALPHONSE MUCHA
Entrada do metro de Paris em estilo Arte Nova
ANTONI GAUDÍ - Igreja da Sagrada Família, Barcelona
As artes plásticas e a literatura seguiram caminhos comuns na revolução artística da segunda metade do século XIX, em particular nas correntes realista e simbolista.
Na literatura, as descrições minuciosas e a crítica social caracterizaram as obras literárias dos autores realistas, como Flaubert, enquanto Émile Zola (GerminalNanaTeresa Raquin) denunciava as condições de vida do operariado.

Gustave Flaubert

Émile Zola
O simbolismo literário caracterizou-se pela expressão do sobrenatural e pela valorização das ideias subjectivas, nomeadamente na obra de Baudelaire, e em Edgar Allan Poe, autor inglês cujas obras são carregadas de mistério.