quinta-feira, 20 de setembro de 2012
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
O NOVO EQUILÍBRIO GLOBAL DO 1º PÓS-GUERRA
O final da 1ª Grande Guerra trouxe grandes mudanças no equilíbrio de poderes internacional. A Alemanha saía destroçada e vencida e a Inglaterra e a França, potências vencedoras do conflito, enfrentavam a dura tarefa da reconstrução económica.
Apesar de afectados pelo conflito os E.U.A. tornavam-se então a grande potência mundial.
Na Conferência de Paz iniciada em Janeiro de 1919 em Paris, com o intuito de negociar e impor aos países vencidos condições e indemnizações, estiveram presentes apenas os países vencedores, entre os quais Portugal. Destaca-se a Mensagem dos 14 pontos ao Congresso dos E.U.A. apresentada pelo presidente Wilson à Conferência de Paz que serviu de base às negociações pondo em discussão um conjunto de princípios de diplomacia internacional que aliás serviriam também como fundamento da Sociedade das Nações.
Das discussões ocorridas entre os países vencedores da guerra na Conferência de Paz resultaram tratados de paz entre países vencedores e países vencidos:
Tratado de Versalhes entre os aliados e a Alemanha
Tratado de Saint Germain entre os países aliados e a nova república da Áustria
Tratado de Sèvres entre os aliados e a Turquia
Tratado de Trianon entre os aliados e a nova república da Hungria
Tratado de Neuilly entre os aliados e a Bulgária
Triunfo das nacionalidades e da democracia
Os tratados conduziram a uma reorganização do mapa político da Europa e de algumas regiões de África e da Ásia.
Depois do desaparecimento do império russo desapareceram também os grandes impérios centrais da Europa, a Alemanha, Austro-Hungria e Império Turco surgindo em vez deles diversos novos pequenos estados dando prosseguimento ao princípio das nacionalidades defendido pelos políticos liberais desde o século XIX.
Surgiram assim na Europa no final do conflito a Finlândia, Estónia, Letónia, Lituania, Polónia, Checoslováquia, Jugoslávia e Hungria, na Ásia, a Arábia, Curdistão, Arménia, territórios sob mandato da SDN, a Síria, Líbano, Mesopotâmia e Palestina.
A França recuperou a Alsácia-Lorena, a Bélgica ganhou os cantões de Eupen e Malmedy, a Itália recebeu o Tirol e a Istria, a Dinamarca recuperou o norte de Schleswig, a Roménia recebeu a Transilvania e a Bessarábia enquanto a Grécia recebeu a Trácia da Bulgária.
A Alemanha era no entanto a potência mais afectada. Além da perda de territórios na África e Ásia perdia também o seu enorme poder militar.
Entre os alemães o sentimento de vingança desenvolveu-se ao longo dos anos tendo como principal alvo a França, considerada responsável pelas duras condições de derrota impostas pelos aliados, o Diktat.
Hitler na sua obra Mein Kampf dá voz a sentimentos revanchistas contra franceses e judeus ao afirmar:
"O sonho da França é e sempre será impedir a formação de um poder sólido na Alemanha, conservando um sistema de pequenos Estados com forças equilibradas e sem uma direcção uniforme, com a ocupação da margem esquerda do Reno para assegurar a sua hegemonia na Europa." e mais adiante, "... assim o judeu é hoje o grande instigador do completo aniquilamento da Alemanha. Todos os ataques contra a Alemanha, no mundo inteiro, são da autoria de judeus."
As perdas da Alemanha foram enormes:
- perda dos territórios coloniais
- separação da Prússia Oriental do território alemão através do corredor de Danzig, cidade polaca enclave polaco sob a protecção da Sociedade das Nações.
- Devolução dos territórios da Alsácia e Lorena à França, Eupen e Malmedy à Bélgica, diversas regiões alemãs integradas na Polónia, Checoslováquia e Dinamarca.
- perda de grande parte da frota mercante.
- ocupação pela França das minas do Sarre e da Renânia.
- pagamento de indemnizações de guerra
- desmilitarização da Alemanha com perda de grande parte do exército e da infantaria além da frota naval e aviação de combate.
- desmilitarização da margem direita e esquerda do Reno com ocupação das regiões de fronteira com a França, por exércitos deste país.
Sociedade das Nações
Durante os trabalhos da Conferência de Paz os países vencedores do conflito sob proposta do presidente Wilson dos E.U.A., decidiram a criação de uma organização mundial que propunha a resolução dos conflitos pela via pacífica. Antecessora da O.N.U., na S.D.N. existiam vários organismos como o Tribunal Internacional de Justiça, o Banco Internacional, a Organização Internacional do Trabalho e algumas outras que procuravam dar seguimento aos objectivos propostos pela organização.
Vários problemas acabaram por limitar o alcance de intervenção da S.D.N. dificultando a sua missão e retirando-lhe eficácia:
- Os países vencidos pela guerra como a Alemanha não faziam parte da organização e
- alguns dos vencedores como Portugal ou a Itália não se mostraram satisfeitos com as reparações pagas pelos países agressores.
- Isolacionismo dos E.U.A.
- Regulamentação das fronteiras e a satisfação das reivindicações das minorias nacionais, muito criticada nos países vencidos criando animosidades e oposição às condições dos tratados de paz. O Diktat de Versalhes foi por exemplo muito criticado pelos alemães.
- As relações estabelecidas entre a Alemanha e alguns dos países vencedores da guerra dificultaram a tomada de posições contra as manobras e actividades belicistas de Hitler ao longo dos anos 30.
Os constrangimentos da política interna e externa dos E.U.A. levantada pelo lamentável estado dos países europeus e pela questão das reparações de guerra fez com que a S.D.N. perdesse grande parte da sua credibilidade e margem de manobra.
A situação da Europa no pós-guerra era muito difícil: destruição, quebra demográfica, inflação galopante e desvalorizações monetárias acentuadas.
E.U.A.
A guerra permitiu grande prosperidade aos Estados Unidos da América. No entanto sentiu os efeitos críticos de um período de excesso de produção mas a economia conseguiu recuperar através da adopção generalizada do novo modelo de produção industrial, da concentração monopolista de empresas beneficiando ainda do relançamento da economia europeia. Também a adopção pelos países europeus do Gold Exchange Standard permitiu a reanimação do comércio internacional. Os E.U.A. tornaram-se o grande financiador das economias europeias nomeadamente a alemã permitindo-lhe o pagamento das reparações e indemnizações que eram devidas ao Reino Unido e à França.
COMO TRABALHAR EM HISTÓRIA
Ao realizar um trabalho escrito, seja ele exercício ou teste, deve-se ter em atenção:
- a relevância da resposta relativamente à questão;
- a exploração da fonte (documentos), devendo-se valorizar a interpretação e não a simples paráfrase;
- a transcrição correcta de excertos usados como suporte de argumentos;
- a mobilização de informação circunscrita ao assunto em análise;
- o domínio do vocabulário específico da disciplina.
Na prática, a manifestação correcta destas competências passa por:
- Entender bem a questão e responder de forma rigorosa e objectiva ao que é pedido;
- Interpretar o conteúdo das fontes e integrar o resultado dessa interpretação na resposta por vós construída.
- Se a fonte for um documento escrito devem inserir na resposta transcrições ou adaptações do seu conteúdo; se for outro tipo de documento, devem fazer referência ao seu conteúdo.
- No entanto, quer seja transcrição, quer seja adaptação do texto ou simples referência, devem ser correctamente integradas na vossa composição escrita. Devem recorrer às fontes para demonstrar que entenderam o seu conteúdo e para fundamentarem as vossas posições sobre a problemática abordada pela questão, resultando uma composição mais enriquecida.
- Para um mais fácil entendimento do conteúdo dos documentos, é fundamental que prestem particular atenção ao título ou a outras formas de identificação.
- É muito negativo, ao fim de 12 anos de escolaridade, responder exclusivamente com transcrições dos documentos.
RECOMENDAÇÕES PARA O ESTUDO
Ao iniciar o novo ano lectivo aqui ficam algumas recomendações para estudar História e ter sucesso na disciplina.
Todos vós as conhecem bem (na teoria) mas esquecem-se, com demasiada frequência, de as colocar em prática.
NA ESCOLA
- Não faltar às aulas sem um motivo realmente impeditivo. Uma aula perdida implica grande dificuldade em recuperar o conhecimento dos conteúdos tratados;
- Não chegar sistemática e deliberadamente atrasado(a) à aula.
- Aproveitar bem as aulas: as aulas são um tempo precioso para aprender muitos conteúdos se estiverem com total atenção à explicação do professor(a). Por vezes, basta um momento de distracção para se perderem no raciocínio que está a ser desenvolvido. Depois, não só não conseguem entrar de novo no trabalho, como perdem tudo o que foi explicado.
- Para estarem atentos têm de estar activos. A passividade é um convite à evasão (quantas vezes não viajam até à lua e umas vezes regressam e outras por lá ficam...?!). Estar activo é ter uma caneta na mão e irem registando as conclusões que conseguem assimilar. Anotem! Anotem no caderno, no manual, sublinhem, façam esquemas, mas anotem só o que entendem e apresentem as dúvidas que surjam sobre o que está a ser tratado na aula.
- Quando o professor colocar questões ofereçam-se ordeiramente para responder, mesmo que saibam pouco sobre o assunto. Complementem as intervenções de outros colegas e apresentem as vossas ideias sobre os assuntos, mas sempre com um discurso lógico e desenvolvido. Intervir não é dizer algumas palavras; intervir é discursar sobre os assuntos.
- Registem apontamentos de forma metódica. Criem o vosso próprio método de registar apontamentos. Os apontamentos devem ser sintéticos; não queiram escrever tudo o que o professor diz, a não ser quando ele ditar um ou outro apontamento.
EM CASA
- Planifiquem os vossos tempos de estudo. O dia tem muitas horas, reservem o tempo possível para estudar em casa e procurem cumprir escrupulosamente o vosso plano de trabalho. Para melhor gerirem o tempo planifiquem também os momentos de descanso.
- Reservem um espaço para o estudo: procurem um espaço em vossa casa onde possam trabalhar em sossego durante algum tempo. Se for muito difícil, passem mais tempo na biblioteca da escola.
- Durante os períodos de estudo evitem todo o tipo de solicitações costumeiras: desliguem telemóveis (evita a distracção das mensagens), no computador desliguem a funcionalidade do messenger e o chat do facebook, ou seja, evitem tudo o que vos possa distrair do estudo durante aquele período de tempo.
- Pratiquem um estudo activo: estudar não é estar sentado em frente ao livro, com a cabeça apoiada na mão e o braço apoiado na secretária. Estudar é ter na mão algo que escreva, é sublinhar, é anotar, é responder a questões, é fazer resumos e esquemas, é consultar o dicionário e outros livros, é reflectir sobre as aulas.
- Estudem em grupo: se se sentirem bem a estudar com os vossos amigos e colegas de turma encontrem-se de vez em quando, troquem informações, discutam os assuntos, comentem os conteúdos, façam exercícios...
- Tentem reconstruir as aulas. Este é um exercício que se deve fazer no estudo da História: reconstruir a aula, sempre que possível. Organizem os apontamentos, completem-nos com novas informações, procurem no manual e noutros auxiliares os conteúdos tratados e consolidem as aprendizagens.
- Procurem compreender o que estudam. Devem decorar alguma informação, mas não façam da memorização o fundamento do vosso estudo. Dificilmente obterão bons resultados com respostas baseadas em informação decorada. As questões de resposta desenvolvida visam muito mais do que conhecimentos memorizados. Procurem entender o que estudam e construam os vossos conhecimentos.
- Atenção aos objectivos orientadores da aprendizagem. São apresentados pelo manual e o professor também os fornece.
- Utilizem o dicionário; nunca passem por cima de uma palavra ou ideia cujo significado ou sentido não entendam.
- Resolvam exercícios sobre as matérias, mesmo que o professor não os tenha marcado. Esse treino de escrita é importante; para isso serve o caderno de actividades que é fornecido com o vosso manual.
- Diversifiquem as fontes de informação. Na elaboração de exercícios devem apoiar-se em toda a bibliografia possível, mas nunca copiem as respostas, muito menos quando não entenderem o que estão a copiar. Não adianta escrever o que não entendem. Para construir as vossas respostas, tentem primeiro entender o que estudam e depois elaborem os trabalhos com as ideias que assimilaram.
- Inventariem as vossas dúvidas; façam uma lista para apresentar na aula.
- Tentem preparar a aula do dia seguinte. Se ainda tiverem tempo dêem uma vista de olhos pela matéria que vai ser tratada a seguir, para poderem ter uma intervenção mais activa na aula. Vão compreender melhor as explicações do professor e fixar mais facilmente os conhecimentos em estudo.
PROPOSTA DE RESOLUÇÃO DA FICHA DIAGNÓSTICA
1. O documento alude ao pós-II Guerra Mundial, que originou a divisão do mundo em dois blocos político-militares (advento da Guerra Fria).
2. Para localizar no espaço e no tempo estes acontecimentos poderemos referir-nos à Europa, nomeadamente a Europa de Leste, onde, segundo o orador, “caiu uma cortina de ferro”.
Quanto ao tempo, falamos do século XX, meados do século XX, podendo referir concretamente a data do documento: 1946.
3. A questão é algo ambígua com o objectivo de provocar o aluno. Podemos falar de Nações, e podemos identificar três das participantes na II Guerra Mundial, ou podemos falar em personalidades, líderes políticos e militares do período da guerra e do pós-guerra. O próprio autor do discurso pode ser identificado.
4 Neste item, como nos outros, o objectivo não é aferir os conteúdos, mas a capacidade de distinguir causa de consequência. Assim, poderiam ser genericamente apresentadas a II Guerra Mundial como causa e a divisão da Europa como consequência (ou a Guerra Fria), por exemplo.
5. No documento, Churchill denuncia a divisão da Europa por uma “cortina de ferro”, em consequência do crescimento da influência soviética nos países do Centro e Leste europeus. O orador denuncia também a forma totalitária como os partidos comunistas destes países se instalam no poder, em prejuízo da democracia liberal. Nota-se uma oposição ideológica radical que irá abrir caminho ao antagonismo da Guerra Fria que se seguiu.
terça-feira, 11 de setembro de 2012
FEIRA SETECENTISTA EM QUELUZ
Com o casamento do infante D. Pedro com a sua sobrinha e futura rainha D. Maria I, o Palácio de Queluz sofre grandes alterações, com vista a adaptar a casa de veraneio a residência real que, mais tarde, em 1794, viria a ser sede da corte portuguesa. É este o cenário que será recriado na edição de 2012 da Feira Setecentista de Queluz, nos próximos dias 14, 15 e 16 de setembro. O acesso é livre e gratuito!
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Afastada de Lisboa, longe dos olhares e das más línguas, a povoação de Queluz viria a ser palco de grandiosos festejos nos seus jardins para um grupo restrito de pessoas a quem era permitida a entrada no paço. O povo e todos os que não lhe tinham acesso festejavam à sua maneira nos espaços exteriores.
Enquanto no interior do paço se dançavam minuetes, gavotes e alemandes, e se comiam autênticos manjares pantagruélicos, entre variadíssimos jogos e brincadeiras acompanhadas pelo som de violinos, à noite os seus jardins iluminados por lanternas ganhavam outra dimensão com a queima de variadíssimos fogos de artifício – era o requinte e a sofisticação no seu máximo esplendor. No exterior, o povo acendia fogueiras e dançava ao som de gaitas, castanholas e de uma ou outra guitarra. As feiras e mercados no séc. XVIII eram, além de local privilegiado de comércio, o lugar de encontro e de festa pois, muitas vezes, estavam associados a festas religiosas, sendo frequentados tanto pelo povo e burguesia, como até mesmo por alguns elementos da família real. A feira decorrerá no largo fronteiro ao Palácio de Queluz, no seguinte horário: 14 setembro – 18h00 às 24h00 15 setembro – 13h00 às 24h00 16 setembro – 13h00 às 23h30 |
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