Síntese n.º 1
terça-feira, 16 de outubro de 2012
A REGRESSÃO DO DEMOLIBERALISMO
Os anos após a guerra foram marcados por uma grande instabilidade política e mudanças radicais não só no equilíbrio geoestratégico mundial mas também nas posições assumidas pelos agentes de poder e principais protagonistas. As dificuldades económicas, as gravosas consequências da guerra e as ideologias políticas produziram fracturas graves por todo o mundo. Alguns factos atestam esta tendência:
- O Komintern ou III Internacional Comunista existente em Moscovo sob a protecção do Partido Comunista da União Soviética deu um grande impulso às lutas operárias e à contestação laboral que alastrava por todo o mundo capitalista, nomeadamente o mais afectado pela guerra. Formaram-se partidos comunistas em muitos países do mundo em particular nos mais industrializados. A III Internacional orientada por Trotsky e Lenine procurava regular a acção desse movimento comunista mantendo-o fiel à ortodoxia e aos princípios.
- Na Alemanha, na Hungria e na Itália movimentos radicais de esquerda marxistas leninistas procuraram tomar o poder aproveitando-se das situações políticas caóticas em que os respectivos países saíram do conflito. Em Berlim, um movimento de contestação à Republica de Weimar acabou em banho de sangue com o assassinato dos líderes espartaquistas. Em Munique uma república soviética declarou independência do estado alemão, independência essa que durou um mês. Até 1920 vários movimentos reivindicativos espalharam a desordem e o caos social em várias regiões da Alemanha enquanto na Hungria um movimento chefiado pelos comunistas procurava implantar uma república marxista. Na Itália greves, manifestações e desordens frequentes lideradas por activistas comunistas tentaram implantar a ditadura do proletariado através da ocupação de fábricas e campos agrícolas sendo severamente reprimidos. Também em Portugal e noutros países europeus a vaga de contestação esquerdista (manifestações e greves) provocou o caos económico e um período de vários anos de recessão económica.
- Os movimentos de esquerda despertaram por toda a parte o medo de revoluções comunistas o que teve como resultado o extremar de posições e a implantação de regimes autoritários em vários países da Europa e do Mundo. Na Itália Mussolini, na Espanha Primo de Rivera, em Portugal a ditadura militar e o Estado Novo.
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
AGORA SIM, É OFICIAL
Exames de História A
Informamos que ontem o GAVE publicou um esclarecimento sobre este assunto:
“A nova Portaria n.º 243/2012, de 10 agosto, vem repor um quadro normal de coerência na avaliação externa, eliminando uma situação de excecionalidade para essas quatro disciplinas que há muito não se justificava. Entende-se, no entanto, que a sua aplicação terá de ser feita de forma gradual, com um nível de exigência faseado e adequado, não podendo perturbar a normalidade da atividade e o desempenho escolar dos alunos, especialmente dos que se encontram a frequentar, no presente ano letivo, o 12.º ano de escolaridade.
Assim, em 2013, o objeto de avaliação das provas de exame de cada uma das disciplinas trienais continuará a respeitar o seguinte princípio:
- · nos exames do 12.º ano serão incluídos os conhecimentos e as capacidades inerentes aos programas dos 10.º e 11.º anos que se consideram estruturantes da aprendizagem a desenvolver no ano terminal do ensino secundário (12.º ano), designadamente os que são transversais ou do ponto de vista lógico precedentes destes, ou seja, apenas serão incluídas as matérias relacionadas com as tratadas no 12.º ano.
No sentido de assegurar a progressiva aplicação da Portaria n.º 1322/2012, os exames das disciplinas trienais do 12.º ano, a realizar em 2014, terão como objeto de avaliação os conhecimentos e as capacidades relativos aos programas dos 11.º e 12.º anos de escolaridade, passando, em 2015, a incluir, na íntegra, o programa dos três anos do ensino secundário.
As Informações-Exame, em fase de conceção e a divulgar oportunamente pelo Gabinete de Avaliação Educacional, irão esclarecer em pormenor, entre outros aspetos, o objeto de avaliação de cada um dos exames das disciplinas de Português (639), de Matemática A (635), de História A (623) e de Desenho A (706), no presente ano letivo.”
Texto completo in http://www.gave.min-edu.pt/np3/462.html
A Direção da APH
terça-feira, 9 de outubro de 2012
A NEP E O TRIUNFO DA REVOLUÇÃO SOVIÉTICA
Os bolcheviques venceram militarmente a contra-revolução branca mas, em 1920, a Rússia estava economicamente arruinada. O sistema produtivo apresentava níveis inferiores aos de 1913:
- a população reduzira-se em 8%
- as cidades estavam despovoadas
- campos devastados e fábricas destruídas
- transportes parados
- baixa produção industrial
- baixa produção agrícola porque os camponeses apenas produziam o necessário para a sobrevivência das famílias.
- produção de cereais desceu para metade da de 1913
- minas de hulha estavam inutilizadas
- caminhos de ferro paralisados
- redução drástica da produção industrial.
Procurando retirar o país da ruína em que se encontrava, Lenine põe em prática um programa económico com o objectivo de repor os níveis de produtividade que garantissem à população os bens essenciais à sua subsistência e a independência económica do Estado. Era uma Nova Política Económica (NEP).
O governo recuou no processo das nacionalizações e aceitava a iniciativa privada em sectores secundários, mas essenciais da produção, mantendo nacionalizados os sectores fundamentais da economia:
- o pequeno comércio, artesanato e agricultura intervieram no mercado para estimular a concorrência e travar a falta de bens de primeira necessidade
- recuperação da agricultura através da suspensão das medidas de colectivização agrária, sendo suprimidas as requisições agrícolas e substituídas por imposto em géneros e depois em dinheiro
- desenvolvimento e modernização da indústria, desnacionalizando-se as empresas industriais com menos de 20 operários, arrendando-se as fábricas a sociedades e particulares e abrindo concessões a empresas estrangeiras.
O Estado ao mesmo tempo tomou medidas para o desenvolvimento das empresas na sua dependência:
- contratou técnicos estrangeiros
- reintegrou técnicos do tempo do czar
- investiu em grandes fábricas criando grandes concentrações industriais
- desenvolveu cooperativas agrícolas
- promoveu o investimento estrangeiro
- instituiu prémios de produção.
- construiu barragens e centrais hidroeléctricas
As medidas tomadas fizeram de novo crescer uma classe média de intermediários, Kulaks (pequenos proprietários rurais) e nepmen (pequena e média burguesia dos negócios), que tinham reposto e até ultrapassado os níveis de produtividade anteriores à guerra, mas por deterem uma riqueza cada vez maior foram gerando oposição e crítica dentro do partido.
Lenine já não viu os resultados da NEP. A sua morte em 1924 veio ensombrar o regime que sofreu até 1927 os efeitos de uma feroz luta política pelo poder entre Estaline e Trotsky. Estaline mais feroz e determinado acabou por vencer esta contenda e Trotsky viu-se obrigado a fugir da U.R.S.S.
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