segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

A DEGRADAÇÃO DO AMBIENTE INTERNACIONAL - AS REAÇÕES AO TOTALITARISMO FASCISTA


Das hesitações face ao Imperialismo e à guerra civil de Espanha à aliança contra o Eixo nazi-fascista.

A política da SDN não impediu a expansão dos autoritarismos. 
Em 1931 o Japão invadiu a Manchúria e abandonou a SDN em 1933 procurando libertar-se dos compromissos internacionais. Em 1936 invadiu a China e a partir de 1941 iniciou uma campanha de conquistas em todo o Pacífico até à Austrália entrando em confronto com os EUA. 
A Itália conquistou a Etiópia e a Abissínia em 1935 e 36 apesar de algumas sanções económicas. Em 1939 anexou a Albânia. 
A Alemanha iniciou a expansão com o abandono da SDN em 1933, o plebiscito e ocupação do Sarre em 1935, remilitarização da Renânia em 1936, a anexação da Áustria em 1938, da zona ocidental da Checoslováquia (Sudetas) em 1938 e toda a Checoslováquia na Primavera de 1939. Em Agosto de 1939 assinou um pacto de não agressão com a URSS abrindo as portas de ambos os países a uma ocupação que se verificou 15 dias depois. Houve algum consentimento da Inglaterra e França através dos Acordos de Munique em 1938 aceitando a ocupação dos Sudetas.
As situações descritas foram possíveis com a incapacidade da Inglaterra e da França de exercerem uma eficaz acção de monitorização dos tratados de 1919 e a sua fraca capacidade militar e económica contrastando com a força e impeto económico da Alemanha e Japão. A Guerra Civil de Espanha acabou por provar essa incapacidade e os desejos expansionistas da Itália e Alemanha. 
A invasão da Polónia em 1 de Setembro de 1939 provocou a deflagração da guerra com a França e a Inglaterra a tomarem finalmente o partido da guerra contra a Alemanha. 

A Mundialização do conflito

A guerra dividiu-se em  grandes fases nas quais se pode distinguir: 

1ª fase de movimentação dos exércitos alemães ocupando diversos países desde a Polónia ao Canal da Mancha e atacando mesmo a Inglaterra depois da ocupação da maior parte da França. O Japão entra em conflito com os EUA e 1941 em Pearl Harbour ocupando também vários arquipélagos da Ásia e Pacífico como as Filipinas e a Indonésia. Dá-se também a agressão à URSS pelas tropas alemãs. 

2ª fase a partir de 1942 com a estagnação dos avanços da Alemanha na URSS e a contra ofensiva americana no Pacífico contra o Japão depois da Batalha de Midway. Os Britânicos vencem os alemães no Norte de África e em 1943 os aliados desembarcam na Itália. Em 1944 é o desembarque no sul de França e na Normandia. Finalmente os russos ocupam Berlim e a zona oriental da Alemanha impondo a derrota aos nazis.

Ver aqui mais sobre a Europa nos anos 30 e o expansionismo nazi e a origem e desenvolvimento da 2ª guerra mundial.

A DEGRADAÇÃO DO AMBIENTE INTERNACIONAL - A EXPANSÃO DO FASCISMO NO MUNDO

Na Europa:


A partir dos anos vinte o fascismo consolidou-se gradualmente na Europa e no mundo. A Grande Depressão fez aumentar o número de países que adoptaram políticas autoritárias em toda a Europa. Além da Itália, Portugal, Alemanha, aderiram também ao fascismo, os estados bálticos, Polónia, Hungria, Bulgaria, Checoslováquia, Roménia, Jugoslávia, Albânia, Grécia e Turquia. Partidos fascistas surgiram também na Inglaterra, França, Holanda, Bélgica, Noruega e mesmo Suiça.  


Nos outros continentes:


Também em outros continentes surgiram regimes autoritários. Na América do Sul e Central os efeitos da crise americana obrigaram a adoptar politicas impopulares e ditatoriais em vários países: México, Brasil, Argentina, Chile. No Brasil Getúlio Vargas chegou ao poder com um golpe militar instituindo um Estado Novo. 
Na Ásia, o Japão apoiado no poder absoluto do imperador Hirohito instituiu um estado imperial em 1936, cortando relações com os seus aliados da 1ª GG e instituiu uma política expansionista com os contornos de autarcia nazi. Em 1936 celebrou-se o pacto do Eixo Roma, Berlim, entre a Alemanha e o Japão o Pacto anti-Komintern ou eixo Berlim, Tóquio com a posterior adesão da Espanha e Itália. 

sábado, 19 de janeiro de 2013

EXPOSIÇÃO DO MUNDO PORTUGUÊS

O PROJETO CULTURAL DO ESTADO NOVO

Em Portugal, a liberdade criativa característica das primeiras décadas do século XX deu lugar a uma criação artística e literária fortemente condicionada pelos interesses do regime: 
  • evitar os excessos intelectuais que pusessem em causa a coesão nacional;
  • dinamizar uma produção cultural que fizesse propaganda à grandeza nacional.
Para controlar a liberdade criativa foi instituída a censura sobre toda a actividade cultural (os autores portugueses foram submetidos a uma autêntica ditadura intelectual). As preocupações com o controlo da produção cultural levaram os ideólogos do regime a conceber um projecto de intensa propaganda, com o objectivo de inculcar na mente de todos os portugueses o ideário do Estado Novo.
Para pôr em prática esta política propagandista do regime e de padronização da cultura e das artes foi criado (em 1933) o Secretariado da Propaganda Nacional - SPN (semelhante a instituições criadas por Mussolini na Itália e por Hitler na Alemanha). 
Para a sua direcção foi chamado António Ferro (após a publicação do seu livro Salazar, o Homem e a Obra), responsável pela doutrina desta política cultural, e onde se manteve até 1949.

António Ferro - Figura controversa, aos 19 anos foi convidado por Fernando Pessoa  para editar a revista Orpheu. O director de uma instituição controladora da liberdade criativa, mantinha relações de amizade com os grandes vultos do modernismo português mas ao mesmo tempo era um fervoroso simpatizante do fascismo (fascinado por Mussolini e pelos regimes autoritários da época). Mas as contradições não se ficam por aqui - quis afirmar Portugal internacionalmente através de um programa de desenvolvimento das artes, da literatura e das ciências, mas submetido às ideias conservadoras do Estado Novo, e afastado do projeto de vanguarda assente em ideias de criação modernista (tentava conciliar duas posições opostas, o conservadorismo e a vanguarda).

Pelo SPN passaram as realizações mais emblemáticas do Estado Novo: comemorações, salões de pintura, prémios literários, congressos científicos, exposições, inaugurações de grandes obras públicas, todas envolvidas em grande pompa e circunstância para ostentação da grandeza do regime. Outras, de carácter mais popular, foram a organização de festas, marchas, concursos e as comédias cinematográficas.
Para a realização de todo este programa de enaltecimento da grandeza nacional, o Estado contava com o apoio de intelectuais e artistas cujas produções patrocinava. Merece particular atenção a Exposição do Mundo Português (junho a dezembro de 1940), aproveitando as comemorações da fundação da nacionalidade (1140 - Afonso Henriques proclama-se rei de Portugal) e da restauração da independência (1 dezembro 1640), manifestação imponente da grandeza do império português, para incentivo do orgulho nacional e para a Europa se deslumbrar, numa altura em que estava envolvida na segunda guerra mundial.


quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

PORTUGAL E O ESTADO NOVO


Da ditadura militar ao Estado Novo
A observação da cronologia da página 178 do livro de estudo (O Tempo da História 12º ano, 1ª parte - Porto Editora) permite-nos concluir que até 1930 o país ainda sentiu os efeitos de alguma instabilidade política decorrente do regime de ditadura militar implantado no país em 1926. Porquê? 

  • Desentendimentos entre políticos e militares levaram ao poder vários chefes de governo. 
  • o problema orçamental não foi resolvido, pelo contrário foi agravado. 

Salazar, Ministro das Finanças

Finalmente em 1928 o governo de ditadura incluiu António Salazar, membro activo desde o regime parlamentar do Centro Académico da Democracia Cristã, Centro Católico e próximo dos elementos do Integralismo Lusitano, agrupamento monárquico conservador, muito activo e inspirador de algumas políticas e medidas tomadas por Sidónio Pais, nomeadamente de aproximação da Igreja.  

Salazar que na altura ocupava o cargo de professor de Economia em Coimbra foi chamado para Ministro das Finanças passando a superintender todas as despesas debaixo dum controlo apertado, (doc 50B pág 179) o que ele conseguiu a partir de 1930. A partir de 1932 foi nomeado chefe de governo, cargo que ocupou ininterruptamente até 1968. 

Medidas políticas

Entre as medidas políticas mais importantes tomadas nos primeiros anos de regime de ditadura militar contam-se a criação de um conjunto de instituições que vão constituir os alicerces do novo regime: 
Em 1930
  •  Bases orgânicas da União Nacional - força política oficial que na prática se transformou no único partido autorizado;
  • Acto Colonial reforçava a tutela económica da metrópole sobre as colónias submetendo as actividades económicas. No continente residiam as actividades transformadoras e nas colónias extraiam-se as matérias primas e os produtos de plantação. O investimento externo era limitado nas colónias.
Em 1933 
  • Estatuto do Trabalho Nacional - inspirado na Carta do Trabalho italiana, regulamentava a organização corporativista da produção nacional;
  • Constituição de 1933 submetida a plebiscito nacional - marca a transição da ditadura militar para a ditadura civil.

Apoios
Apoiaram a ditadura militar e o Estado Novo todos os que se manifestaram contra o regime político parlamentar e todos os descontentes com este regime: 
burguesia urbana, os oficiais das forças armadas, católicos, sectores monárquicos, capitalistas e pequenos comerciantes, pequeno campesinato e proprietários latifundiários. A Igreja e o Exército deram o seu apoio activo.  

Princípios éticos e morais orientadores da acção do Estado Novo
  • Protecção da acção da Igreja 
  • Apoio de uma mentalidade rural e defensora das tradições populares, rejeição da moral urbana e industrializada. 
  • Defesa de uma família conservadora onde o homem ocupava  o papel central e subalternização da mulher no mundo do trabalho e na sociedade. 
  • Controlo apertado das manifestações de cultura e pensamento rejeitando princípios éticos revolucionários ou que afectassem a conformidade e tradicionalismo da sociedade. 
Deus, Pátria, Nação, Autoridade, Família, Hierarquia, Moralidade...


A ideologia do Estado Novo

O regime era:
  • autoritário e dirigista - rejeitou os princípios liberais, repudiando o sistema parlamentar pluripartidário. O poder executivo era detido pelo Presidente da República, independente do poder legislativo. No entanto, a verdadeira autoridade era exercida pelo governo, na pessoa do seu presidente (o Presidente do Conselho de Ministros). De forma totalitária governava todos os sectores da vida pública; nomeava e demitia o seu conselho de ministros; referendava os actos do Presidente da República e tinha amplos poderes para legislar. Apenas tinha o dever de submeter as propostas de lei a uma Assembleia Nacional que era constituída por deputados da confiança do Governo, provenientes de um único partido (a União Nacional) que se limitava a discutir as propostas de lei submetidas à sua aprovação.
  • personalizado no chefe (culto da personalidade) - Salazar era apresentado pela propaganda do regime como o "Salvador da Pátria", naturalmente apto para governar. Como figura central da governação , interveniente em todos os sectores da vida nacional, a sua imagem estava presente em todos os lugares públicos, sendo venerado pelas multidões de que era avesso. Na realidade, Salazar nunca assumiu o carácter militar dos seus inspiradores ideológicos. Nunca usou farda, como Mussolini e Hitler, e raramente mostrava em público força, virilidade ou agressividade. Discrição, austeridade, sobriedade nos comportamentos eram as suas principais características.
  • conservador (consagração da tradição e da ruralidade) - profundamente católico, Salazar procurou incutir na nação os valores do glorioso passado da história nacional. Não do passado recente, liberal e democrático, mas do passado monárquico, absolutista, caracterizado pela ordem e disciplina. Radicalmente contra a ideologia marxista e o seu carácter urbano e industrial, Salazar consagrou a tradição e a ruralidade como a imagem de todas as virtudes. O mundo urbano e industrial era para ele um espaço de desordem e indisciplina geradas pela modernidade dos novos tempos e pela luta de classes da sociedade industrial. A família rural, tradicional e conservadora, devia ser a imagem da sociedade portuguesa. A mulher era reduzida a um papel passivo, submissa ao marido, profundamente feminina, unicamente ocupada com os afazeres domésticos e com a educação dos filhos, enquanto o homem se ocupava em ganhar o pão. A mulher a trabalhar fora de casa era a imagem da perdição da família e da perversão social, própria do mundo urbano industrial.
  • nacionalista (exaltação dos valores nacionais) - união de todos os portugueses no engrandecimento da pátria. Como todas as divisões fragilizavam a Nação, os partidos políticos foram proibidos e todos os portugueses se deviam congregar na União Nacional. Para melhor conseguir esta união nacional de todos os portugueses, o Estado levou a cabo uma intensa campanha de exaltação dos valores nacionais através da consagração dos heróis e do passado glorioso de Portugal e de valorização das produções culturais nacionais. A inculcação destes valores fazia-se numa escola que visava a formação de consciências identificadas com a tradição, obediência, o respeito pela autoridade, o patriotismo e a aversão à modernidade estrangeira.
  • corporativo (concórdia na organização económica e social) -  Organização do Estado baseada em Corporações por sectores de actividade, corporações culturais, de assistência e económicas reunidas numa Câmara Corporativa com funções consultivas. O Estatuto do Trabalho nacional regulava as actividades económicas e estipulava a formação de sindicatos nacionais e grémios patronais que negociariam entre si os contratos colectivos de trabalho, normas e cotas, regulamentos de produção e normas de disciplina no trabalho, fixavam preços e salários, organizando entre si os respectivos sectores de actividade económica. O lockout e a greve são proibidos. 
  • assente em estruturas de enquadramento das massas (fidelizar a população ao projeto do regime) - Legião Portuguesa; Mocidade Portuguesa; FNAT (Federação Nacional para a Alegria no Trabalho); Obras das Mães para a Educação Nacional (formação das futuras mulheres e mães).

Economia submetida aos imperativos políticos:

O carácter totalitário do Estado também se fez sentir na actividade económica - sujeitar toda a produção e gestão da riqueza nacional aos interesses do Estado. Salazar abandonou o liberalismo económico e adoptou um modelo fortemente dirigista (protecionismo e intervencionismo) tendo em vista a auto-suficiência do país e consequente afirmação do nacionalismo económico.



Estabilidade Financeira

A estabilidade financeira foi a grande preocupação de Salazar ao longo dos 40 anos em que fez parte do governo. Desde logo foram tomadas medidas de contenção de gastos e de melhoria das receitas:

  • controlo apertado de todas as despesas
  • Criaram-se novos impostos: profissional, complementar, imposto de salvação pública, taxa de salvação nacional. 
  • Aumentaram-se tarifas alfandegárias sobre produtos importados.
  • Adoptou-se uma política de neutralidade que evitasse os gastos militares. 
  • Incentivaram-se as exportações, por ex. volfrâmio. 

Agricultura

O Estado Novo adoptou um modelo económico baseado na agricultura. Para isso tomaram-se medidas: 
  • Batalha do Trigo, para aumentar a produção de trigo e diminuir a dependência de cereais, principalmente no Alentejo. Estabeleceu-se proteccionismo alfandegário e apoiaram-se os proprietários, nomeadamente latifundiários no sul. 
  • Criou-se a Junta de Colonização Interna para povoar regiões pouco desenvolvidas do interior fixando-as à agricultura. 
  • Desenvolveu-se a industria de adubos e a importação de máquinas agrícolas. 
  • Fomentou-se a cultura da vinha aumentando as exportações. 

Obras Públicas
• “Lei de Reconstituição Económica” - 1930
• Objectivo das obras públicas - Desenvolvimento Económico
• Caminhos-de-ferro; Construção e reparação de estradas - maior acessibilidade aos mercados externos; primeira auto-estrada – modelo alemão; Edificação de pontes; 
• Melhoramento nas comunicações telegráficas e telefónicas
• Alargamento de portos – auxiliar na capacidade de importação e exportação
• Construção de barragens para irrigar os campos – desenvolver a agricultura
• Expansão eléctrica
• As obras públicas como símbolos propagandísticos e de orgulho do Regime.


Indústria - Política de Condicionamento Industrial 

• As indústrias necessitavam de uma prévia autorização para se instalar, reabrir, efectuar aplicações, mudar de local, ser vendida a estrangeiros ou até para comprar máquinas;

• O dirigismo económico tratava-se de uma política conjuntural anti-crise, que garantia o controlo da indústria por nacionais e regulava a actividade produtiva e da concorrência. Esta política procurava evitar superproduções, a descida dos preços, o desemprego e a agitação social. Controlava-se e limitava-se o investimento estrangeiro.

• O condicionalismo industrial levantou obstáculos à modernização.

A RESISTÊNCIA DAS DEMOCRACIAS LIBERAIS


O intervencionismo do Estado

Para J.M. Keynes os estados deveriam intervir na actividade económica evitando os efeitos das crises de superprodução típicas dos regimes liberais e sua principal fragilidade. Surgiu assim o intervencionismo como teoria económica adoptada pela generalidade dos estados atingidos pela crise de 1929.
Keynes criticava também as políticas deflacionistas que combatiam a massa monetária em circulação e reduziam as despesas dos estados o que, na sua opinião, acentuava ainda mais os efeitos negativos das recessões.
Para Keynes, o Estado deveria ter um papel controlador e regulador do mercado e dos agentes económicos, defendendo o investimento estatal e a ajuda controlada às empresas. De entre os países que adoptaram tais políticas distinguem-se os E.U.A. e a França.

E.U.A. -  New Deal

O modelo de recuperação económica do New Deal baseava-se no relançamento da economia através do investimento estatal em obras públicas e na redução do desemprego apoiando os desempregados e demais população em situação de crise. Adoptaram-se:
  • medidas financeiras rigorosas com desvalorização monetária, regulação e fiscalização da actividade bancária e inflação controlada através de preços controlados. 
  • Política de grandes obras públicas que combateu o desemprego e política social de criação de salário mínimo. 
  • Política de reorganização agrícola para controlar a produção e indemnizar agricultores pela redução das áreas cultivadas. 
  • Política de controlo da produção industrial com preços mínimos e adopção de quotas de produção. 
  • Política social a partir de 1935 criando fundos de reforma e velhice, subsidios de desempregoe apoio aos pobres, salário mínimo e redução do horário de trabalho.
França, Frente Popular

Na França, país atingido duramente pela recessão, as políticas anti-crise eram quase exclusivamente deflacionistas. O desemprego subiu, tal como o descontentamento e as criticas de todos os quadrantes surgindo movimentos fascistas e xenófobos. No meio da crise social surgiu um governo de Frente Popular coligação constituída por partidos de esquerda democrática, liderado por Léon Blum. Combateu o surto grevista que afectou vários sectores da economia e entre 1936 e 1938 desenvolveu-se a legislação social e promoveu-se uma política de concertação social com contratos colectivos de trabalho regulando direitos, obrigações, horários de trabalho, férias pagas e salários. Foram fiscalizadas as actividades dos bancos e do Banco de França, nacionalizadas as fábricas de armamento, os caminhos de ferro, e a regularização da produção e preços dos cereais. Foi ainda estabelecida a escolaridade obrigatória até 14 anos e desenvolvimento dos desportos de massas

Espanha, Frente Popular

Também reagindo à crise que provocou a queda da monarquia espanhola e o fim da ditadura de Primo de Rivera, a Espanha caiu num período de crise política e económica que tal como na França provocou o aparecimento de governos de esquerda de Frente Popular em 1936 reunindo socialistas, comunistas, sindicalistas e anarquistas. Foram tomadas medidas drásticas de carácter político como a separação da Igreja do Estado, direito à greve, aumento de salários e ocupação de terras. O carácter esquerdista das medidas ocasionou uma forte reacção da direita capitalista que apoiou um pronunciamento militar encabeçado pelo general Franco em Marrocos, que iniciou uma marcha militar que degenerou numa guerra civil que se prolongou durante três anos. 

PARLAMENTO DOS JOVENS - PLANO DE TRABALHO PARA JANEIRO



Como as duas listas concorrentes ao Parlamento dos Jovens integram na sua maioria alunos do 12º ano, aqui fica um plano do trabalho que nos espera neste mês de Janeiro de 2013:

7 de Janeiro (2ª feira) - Reunião de trabalho com os elementos das listas concorrentes: discussão de ideias e preparação de debate público sobre o tema "Os Jovens e o Emprego: Que Futuro?" - 14:00 horas no Auditório;

14 de Janeiro (2ª feira) - Debate público com a presença do deputado da Assembleia da República Basílio Horta - 10:00 horas no Auditório;

14-16 de Janeiro - Período de campanha eleitoral (em que devem convencer os colegas a votar na vossa lista no ato eleitoral de 18 de Janeiro);

18 de Janeiro (6ª feira) - Eleições;

22 de Janeiro (3ª feira) - Sessão Escolar: redação do projeto de recomendação da escola à sessão distrital, eleição dos representantes da escola à sessão distrital e escolha do candidato à presidência da mesa da sessão distrital (a ter lugar no dia 12 de Março) - 10:00-13:30 no Auditório.

Para quem já se esqueceu, aqui fica a constituição das duas listas concorrentes:

Lista A - 12º H3

1 - Francisco Correia
2 - André Vieira
3 - Sílvia Soares
4 - Inês Margato
5 - Ricardo Lucas
6 - Catarina Santos
7 - Shayenny Carmo
8 - Alina Oxente
9 - Carolina Figueiredo
10 - Diogo Pires

Lista B (se houver lugar a reajustamentos na ordenação dos elementos da lista devem ser feitos até dia 7)

1 - Daniel Xavier - 12º H1
2 - Bruno Pedro - 12º H1
3 - Ana Catarina Faria - 12º H1
4 - Beatriz Gaspar - 12º H1
5 - Catarina Gaspar - 11º H4
6 - Ana Raquel - 10º H2
7 - Ana Rita - 10º H2
8 - Ana Margarida Félix - 11º H4
9 - Pedro Covas - 12º H1
10 - Francisco Branco - 12º H1

Aqui ficam sugestões de ligação a páginas de interesse para o debate do tema e o manual do jovem deputado para saberem melhor as regras de funcionamento da sessão escolar.